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18 de junho de 2026

Instinto - review

A autora Ashley Audrain nasceu no Canadá em 1982, e reside atualmente na cidade de Toronto. Casada e com dois filhos, teve várias atividades até se tornar escritora a tempo inteiro: trabalhou numa editora e foi  Relações Públicas.

Instinto, foi o seu primeiro romance, e surge a partir de um contrato que proporcionou à escritora a publicação em mais de 30 países em simultâneo.


O Livro

Publicado em 2021, com o título original "The Push", em Portugal tomou o título de "Instinto" e desde logo captou a atenção do público que o recebeu com enorme agrado.

A história apresenta-nos Blythe Connor que deu à luz Violet, mas não consegue sentir a ligação que esperava e o relacionamento com a sua filha está longe de ser o sonhado. Violet mostra um carinho especial pelo pai e uma quase indiferença para com a mãe, ou pelo menos é isso que Blythe sente, contrariamente ao que imaginou que seria a sua vida quando finalmente constituísse família. A chegada de um novo bebé vem fazer com que sinta que finalmente encontrou o seu caminho, amando e sentindo-se amada, invertendo assim a perspetiva feminina que tem vindo a impor-se na sua família ao longo de gerações.

Contudo, as coisas podem mudar, e para isso bastam apenas alguns segundos...

A Minha Opinião

Este foi um livro que li rapidamente e com profundo interesse. Sendo um triller psicológico, está longe de ser um livro fácil, pois os temas são apresentados de uma maneira que não deixa o leitor indiferente.

Com uma abordagem dura e quase cruel, assistimos à forma perturbada como uma mãe reage aos seus próprios sentimentos, esmagada pelos acontecimentos que não consegue controlar. 

Terminamos o livro com uma sensação estranha, são muitas as perguntas que queremos ver respondidas, não porque a história não tenha o seu final,  mas porque levanta dúvidas sobre os relacionamentos humanos e tudo o que aceitamos como um dado adquirido.

Por tudo isto, claro que aconselho muito a sua leitura.


27 de janeiro de 2025

Os Quatro Ventos - Review

Acabei de ler os Quatro Ventos e tenho a dizer que já há algum tempo que um livro não me emocionava desta forma. A sua autora Kristin Hannah tem já uma longa lista de livros publicados, tendo vendido até ao momento mais de 15 milhões de exemplares em todo o mundo, traduzidos em 43 idiomas. 

Nascida na Califórnia a 25 de Setembro de 1960, obteve o diploma em Comunicação pela Universidade de Washington e mais tarde formou-se em Direito na Universidade de Puget Sound, no mesmo estado norte-americano. Em Seattle exerceu advogacia até optar pela escrita a tempo inteiro.

É casada, tem um filho e atualmente mora em Bainbridge Island, no estado de Washington.



O Livro

Publicado em 2021, foi escrito em plena pandemia da Covid 19 e recebeu o nome de The Four Winds

O romance tem por base uma época marcante na história dos Estados Unidos. Na década de 30 do século passado, o país vivia os anos terríveis da Grande Depressão e as Grandes Planícies sofriam com uma seca gigantesca a que foi dado o nome de Dust Bowl. Os campos deixaram de produzir, as famílias não tinham o que comer e é neste cenário de fome que vamos conhecer Elsa Martinelli, uma texana que ruma à Califórnia em busca de uma vida melhor para si e para os seus. A terra do leite e mel, como era chamada, parece ser o destino de sonho para esta mulher, no entanto muitas vão ser as provações que terá que enfrentar, numa altura em que o trabalho escasseia e as pessoas em busca do sonho americano encontram discriminação entre os próprios compatriotas, numa luta pela sobrevivência diária. Mas é também nesta luta que se formam amizades, que se dão abraços e a história mostra um lado dos EUA duro mas também a força que as pessoas podem ter quando se juntam e se apoiam entre si. 

A Minha Opinião

É um romance que retrata uma América que existiu realmente. As personagens têm consistência, facilmente adivinhamos os seus rostos e modos, como se os estivéssemos a ver. A história é amarga e nem poderia ser de outra maneira mas também tem momentos ternos, onde o amor e a compaixão têm lugar e a amizade que une as pessoas tem o poder de diminuir a dor perante o sofrimento. A escritora enaltece a força das mulheres, que são muitas vezes quem vai à luta numa tentativa de unir a família e fazer com que os filhos consigam sobreviver num mundo difícil e impiedoso para com os mais fracos.

Por tudo isto, claro que não poderia deixar de recomendar "Os Quatro Ventos" o primeiro romance que li de Kristin Hannah. Caso alguém tenha lido, diga o que achou, espero pelos vossos comentários.

7 de outubro de 2024

Não Adormeças - review

Terminei de o ler ontem à noite e hoje apeteceu-me vir já fazer a review. Foi a estreia de Liz Lawler como escritora e não poderia ter começado da melhor maneira. Inglesa, oriunda de uma família numerosa de catorze irmãos, trabalhou vinte anos como enfermeira, mais tarde como gerente de hotel e dado o êxito que os seus livros estão a ter (pena que este é o único traduzido para português até ao momento), parece ser definitivamente esta a profissão que irá abraçar daqui para a frente.


O Livro

No original Don't Wake Up, foi editado em 2018 e recebeu o nome de Não Adormeças (sim, parece estranho). Nele vamos conhecer Alex Taylor, uma médica que desperta num bloco cirúrgico, cujo médico tem com ela uma conversa pouco profissional.

Sentindo-se imobilizada, não consegue perceber como teria ido ali parar e quando mais tarde é encontrada na via publica debaixo de uns troncos caídos, a sua história é posta em causa por colegas e até pelo namorado, uma vez que não tem qualquer marca física que comprove o que insiste em contar. 

Alex começa a compreender que pode estar a enfrentar alucinações, até porque traz consigo as memórias de um trauma anterior. E enquanto a dúvida se instala, outro caso suspeito irá surgir, para colocar em causa as suas dúvidas, a dos colegas e a da própria polícia.

A Minha Opinião

Foi para mim uma agradável surpresa. A leitura de Não adormeças revelou-se rápida, compulsiva e até mesmo aquelas partes da narrativa mais impressionantes vieram trazer ainda mais entusiamo à história. De lembrar que a escritora é enfermeira e a narrativa se passa em grande parte num ambiente hospitalar e sendo um triller é de prever algumas descrições bastante gráficas, o que nem todos poderão suportar. 

Com esta advertência posso garantir que o livro é um bom entretenimento, daí o aconselhar a quem gosta do estilo.

21 de junho de 2024

Lá, Onde o Vento Chora

Hoje trago a review de um dos mais belos livros que li nos últimos tempos. A sua autora Delia Owens nasceu em 1949 nos Estados Unidos da América, concretamente no Estado da Geórgia e formou-se em zoologia pela universidade local, mais tarde fez um doutoramento na Universidade da Califórnia e durante vinte anos dedicou-se a estudar o comportamento de várias espécies selvagens tais como leões, hienas e elefantes, especialmente em países como Botwana e Zâmbia. E foram as suas vivências enquanto cientista nos países africanos que lhe permitiram ser co-autora de três obras sobre a vida selvagem que lhe valeram prémios e reconhecimento internacional.

Já depois dos 70 anos escreveu o primeiro romance (e único até ao momento), que desde logo mostrou ser um fenómeno de vendas, algo que não havia sido pensado inicialmente.


O Livro

No original Where The Crawdads Sing, foi editado em 2018 e no Brasil recebeu o nome de Um Lugar Bem Longe Daqui. Esta obra não se enquadra imediatamente em nenhum género específico e no entanto tem uma beleza incrível que consegue chegar a amantes de vários estilos literários, muito pelos pormenores descritivos com que a autora nos transporta para os pântanos da Carolina do Norte.

O livro conta a história de Kya Clark que aos seis anos vê a mãe abandonar o lar, deixando para trás a família, que pouco a pouco se vai desmoronando. Kya cresce no meio dos pântanos, onde as idas à cidade se tornam em oportunidades para os outros a olharem com repudio, o que a obriga a crescer de uma forma solitária e um pouco desconfiada com as pessoas em geral. Até ao dia em que um rapaz aparece morto e as suspeitas recaem na jovem dos pântanos de que quase ninguém gosta de se aproximar.

A Minha Opinião

Como disse no inicio, este é um livro maravilhoso, porque para além da história que prende pelas reviravoltas que dá, com o mistério a adensar-se, é também muito interessante pela forma dura como retrata a realidade de sobrevivência de alguém que vive numa zona inóspita do Estado da Carolina do Norte. Tive até curiosidade e fui procurar mais informação sobre esta zona dos E.U.A. 

A literatura tem este poder, de nos transportar para outras paragens e de nos fazer querer conhecer ouros lugares.

Em 2022 o livro foi adaptado ao cinema e em Portugal recebeu o nome de A Rapariga Selvagem. Conta com Daisy Edgar-Jones no papel principal. 

Por tudo isto, é claro que aconselho muito a leitura de Lá, Onde o Vento Chora.



8 de maio de 2023

Quem Mexeu No Meu Queijo?

A leitura já me acompanha desde que eu me lembro, e nos últimos anos tenho-me aventurado em estilos muito diferentes do habitual, contudo, livros de auto-ajuda ou motivacionais é um género que não desperta a minha atenção. Talvez porque já folheei alguns e acabo por os achar muito repetitivos e maçudos, não me acrescentando nada.
Mas desta vez resolvi dar uma oportunidade a "Quem Mexeu no Meu Queijo". Já tinha ouvido falar e talvez por ser um livro com menos de 100 páginas e um título peculiar, senti curiosidade e acabei por lê-lo em dois serões.
Foi escrito por Spencer Johnson (1938-2017) nascido nos E.U.A. e formado em psicologia pela universidade da Califórnia. Ao todo, já foram vendidos cerca de 50 milhões de exemplares dos seus livros que continuam a ser uma referência no género.

O Livro
No original Who Moved My Cheese? foi lançado em 1998 e tornou-se rapidamente um best sellers. Nele, um grupo de amigos encontra-se ao fim de uns anos e um deles começa por contar uma parábola onde dois ratinhos e dois homens que se alimentam de queijo num labirinto resolvem tomar atitudes diferentes no dia em que o queijo acaba e cada um deles tem que encontrar uma solução que atenda as suas necessidades. Cada personagem vai encarar o problema de uma determinada maneira, uns resignam-se, outros reinventam-se na busca por novos queijos. Claro que esta metáfora servirá ao grupo de amigos para falar sobre si, refletindo sobre as suas vidas e espectativas quer do ponto de vista profissional, quer pessoal. 


A Minha Opinião
Gostei de ler este pequeno livro que nos leva a pensar sobre a forma como encaramos os desafios e superamos os obstáculos que se apresentam ao longo da vida. Claro que nem tudo é assim tão linear, mas penso que constitui um ótimo exercício de leitura e reflexão.


10 de abril de 2023

Tão Veloz Como o Desejo

Já conhecia a escrita da Laura Esquível através do seu livro Como Água Para Chocolate, pelo que tinha as expectativas bastante elevadas quando comecei a ler Tão Veloz Como o Desejo. Ainda assim, este livro conseguiu surpreender-me e tocar-me particularmente.




O Livro

Publicado pela primeira vez em 2001 com o título original Tan Veloz Como El Deseo é um livro pequeno (esta edição tem 128 páginas) mas imensamente rico em conteúdo. 

Nele vamos conhecer Júbilo, nascido da união entre um homem descendente do povo Maia e uma jovem filha de emigrantes espanhóis no México. Cedo teve que estabelecer a ponte entre a sua mãe e a avô paterna que não via com agrado aquela união, mas Júbilo tinha o dom de aproximar as pessoas e ao servir de tradutor, servia também de elo de ligação entre duas mulheres que não pareciam querer manter uma boa relação familiar.

Tudo isto fê-lo compreender a força das palavras e foi com natural satisfação que abraçou a profissão de telegrafista num México dos anos 20 onde o telégrafo assumia uma importância primordial nas comunicações. 

Entretanto conhece Lucha, uma menina muito bela de famílias ricas. Os dois são jovens, estão apaixonados e o inevitável matrimónio acontece, mas nem tudo corre como seria de esperar.

A história é contada entre avanços e recuos temporais. No presente Júbilo é um idoso acarinhado pela filha Luvia que sempre amou o seu pai e agora tem que cuidar dele, no entanto não compreende o segredo que a relação intempestiva dos pais guardou e vai ter que descobriu por si o passado que lhe tentaram esconder.

A Minha Opinião

É um livro maravilhoso que se lê muito bem, e nem mesmo as transições entre a atualidade e os anos de juventude das personagens confundem o leitor, antes pelo contrário. É com imensa curiosidade que vamos folheando e descobrindo a vivência de um casal que se amou, construiu memórias e uma família. No fim fica a nostalgia de uma história muito bem escrita e com um sabor agridoce. 

Aconselho vivamente a sua leitura.

15 de agosto de 2022

Vai Aonde Te Leva o Coração

O livro que trago hoje foi para mim uma enorme surpresa. O título não me era de todo estranho, mas nem sei bem porquê, associava-o aqueles livros de auto-ajuda que têm vindo a surgir em número considerável e que não são muito o meu estilo de leitura.

Até que acabei por ter oportunidade de o folhear e de imediato decidi adquiri-lo.

A autora

Susanna Tamaro nasceu em Itália, concretamente em Trieste, no ano de 1957 e aí cresceu até receber uma bolsa de estudo que lhe permitiu ir para Roma estudar no Centro Experimental de Cinematografia. Foi assistente de realização no cinema e na televisão dirigiu vários documentários.

A partir de 1978 começaria a escrever mas viu serem-lhe negadas várias tentativas de publicação. Só em 1989 conseguiria convencer uma editora a apostar nela e assim saiu o seu primeiro romance: Com a Cabeça nas Nuvens. Outros se seguiram e em 1994 publica aquele que se tornou o livro italiano de maior sucesso do século XX: Vai Aonde Te Leva o Coração (Và Dove Ti Porta Il Cuore) é o best sellers que transformou Susanna Tamaro numa famosa escritora a nível internacional.

O livro

Inicia logo após uma separação: a neta  foi estudar para longe, a avó viu-a partir e sente saudades, o que faz com que comece a escrever longas cartas onde vai abordando diversos temas, como forma de partilhar e dar a conhecer à neta as histórias da família que também é a sua.

E é no desenrolar de memórias que vamos ficar a conhecer esta avó, a sua mãe, a sua filha e todo o contexto cultural e socio-económico que definiu a existência de todas estas mulheres que no fundo foram representativas de cada época. Os desejos e as motivações que pautaram a vida de cada uma delas talvez não fossem assim tão diferentes, talvez até aquilo que as unia possa ter mais peso do que aquilo que as separava, e isso caberá também ao leitor descobrir.

A minha opinião

Este é realmente um livro que prende a atenção do principio ao fim. Lê-se muito rapidamente, tem cento e dezoito páginas e está escrito de uma forma tão dinâmica e tão emotiva que é quase impossível abandonar a leitura. Cada carta que vamos lendo é uma narrativa tão rica do ponto de vista histórico e até moral, com tantos elementos suscetíveis de despertar a nossa curiosidade que só paramos mesmo na última página.

Por tudo isto, claro que vos indico este livro. Se ficaram curiosos, vão gostar de certeza.


27 de maio de 2022

As Aventuras de Sherlock Holmes

Já aqui tive oportunidade de dizer que sou grande fã do escritor Conan Doyle. Para mim, ele não é "só" o criador do detetive londrino Sherlock Holmes. Se quiserem ler os posts que escrevi anteriormente sobre o autor, podem ver aqui ou aqui onde faço referência a outros textos e personagens.
Contudo, a minha aproximação à escrita de Arthur Conan Doyle começou, obviamente, por ler histórias onde Sherlock Holmes e o seu amigo Watson eram os protagonistas. E isto aconteceu há muitos anos. Entretanto acabei por me desfazer de alguns livros e esses foram também embora. 


Até que recentemente descobri numa banca de edições antigas um livro que já tinha lido mas que queria voltar a ter. É uma edição diferente mas fiquei bastante satisfeita por ter de novo em minha posse As Aventuras de Sherlock Holmes, um livro que reúne vários contos que Conan Doyle escreveu a partir de 1891, numa época em que foi colaborador do periódico Strand Magazine. A coluna assinada por si, cujo título deu nome ao livro, apresentava regularmente pequenos contos que deliciavam os seus ávidos leitores que se haviam tornado fãs de Sherlock Holmes.

Ao todo são 12 intrigantes contos onde o famoso morador londrino do nº 221B em Baker Street resolve pequenos mistérios recorrendo à exigente arte da dedução. 

Agora que reli estas histórias, recuei à época em que praticamente só lia policiais e livros de mistério. Foi uma fase literária a que se seguiram outras. Neste momento intercalo muito mais, posso até andar a ler dois livros em simultâneo, desde que sejam de estilos diferentes. 

Vocês também são assim, gostam de reler ou ler mais do que um livro em simultâneo? E o que dizem deste famoso detetive que, embora seja uma figura fictícia, tem admiradores em todo o mundo?

24 de abril de 2022

Vozes no Vento - Evelyn Anthony

Este é um dos livros que mais gostei de ler ultimamente. A sua autora, Evelyn Anthony, nasceu em Inglaterra em 1926, onde viria a falecer em 2018. De seu verdadeiro nome Evelyn Bridgett Patricia Ward-Thomas, editou o primeiro livro em 1953 em forma de romance histórico, característica comum aos seus primeiros livros publicados. Mais tarde viria a escrever romances de espionagem que a tornariam ainda mais popular. Está traduzida em, pelo menos, dezanove idiomas e já vendeu milhares de livros em todo o mundo.


O livro

Katharine Alfurd é uma sexagenária francesa que vive em Inglaterra há muito anos. Sozinha desde que enviuvou, tem por companhia um pequeno cão Terrier e de vez em quando recebe a visita da sua única filha, que mora longe desde que casou.

Assim, para não se sentir tão só, costuma frequentar o barzinho próximo de sua casa, no qual consegue encontrar sempre com quem conversar. E é numa dessas conversas de ocasião que conhece alguém com quem irá partilhar memórias de juventude. 

E se parecia que Katharine não passava de uma dona de casa comum, as memórias que irá partilhar provam que a sua juventude foi tudo menos tranquila: durante a II Guerra Mundial pertencera à Resistência Francesa e lutara na clandestinidade para ajudar a libertar o seu país da ocupação alemã.

No original Voices in the Wind, Vozes no Vento  foi publicado pela primeira vez em 1985. 

A minha opinião

É um livro que se lê muito bem. Nele, vamos acompanhando as memórias da protagonista, ao mesmo tempo que conhecemos um pouco das movimentações e dificuldades que os elementos da Resistência teriam que enfrentar. As memórias vão sendo intercaladas com a narrativa na atualidade e o romance toma um novo rumo a partir de certa altura, quando somos surpreendidos por novas revelações. Por tudo isto e pelo gosto que esta leitura me proporcionou aconselho vivamente este romance.

30 de março de 2022

O Alibi Perfeito - Patricia Highsmith

Este é um livro que se lê muito rapidamente e que nos traz cinco histórias, cada uma com um final surpreendente. Começa com o conto que dá título ao livro, O Álibi Perfeito, ao qual se seguem mais quatro brilhantes narrativas.  Entre homicídios, traições e equívocos é impossível parar a leitura e depressa se chega à última página.

Patricia Highsmith foi uma escritora norte americana da qual já falei aqui. Tem uma escrita muito dinâmica e penso que até mesmo quem não gosta deste estilo, dentro de um género marcadamente policial, vai encontrar motivos para gostar deste livro.

Se puderem, leiam-no, se já conhecem contem-me a vossa experiência. Da minha parte, só posso recomendar.

19 de fevereiro de 2022

A Desconhecida - Danielle Steel

Já não é a primeira vez que faço aqui a review de um livro de Danielle Steel. Comecei a ler esta autora por curiosidade, não me parecia nada o meu estilo mas a verdade é que gostei. São leituras leves, para ir intercalando com outras mais densas, mas que prendem a nossa atenção. 

Publicado pela primeira vez em 1983 com o título A Perfect Stranger, em Portugal recebeu o nome de A Desconhecida e no Brasil ficou Um Desconhecido

A história

Alex tem um casamento feliz, uma filha amorosa e uma vida preenchida até ao momento em que uma proposta de trabalho vem colocar em causa os desejos do casal e precipitar o divórcio. Raphaella é uma jovem bastante ingénua que cedo casa com um homem mais velho, amigo do seu pai. Apesar da diferença de idades, os dois amam-se e são felizes, mesmo ela sabendo que assim não poderá ter filhos como gostaria. Até que uma doença coloca o marido numa cama em permanente dependência de terceiros, mantendo-se Raphaella a seu lado, abdicando de parte da sua própria vida.

Mas um dia Alex encontra Raphaella por mero acaso e a partir dali as vidas destes desconhecidos irão mudar de rumo, num aparente conflito de interesses que pode ser um entrave à felicidades de ambos.

A minha opinião

Como Danielle Steel já nos habituou, esta é uma história sobre o amor e as dificuldades em ultrapassar obstáculos. Lê-se rapidamente e com agrado, é uma história bem construída, com personagens interessantes e sedutoras.

Espero que tenham gostado desta review, deixo os links para se quiserem consultar outros títulos da mesma autora.

Uma Paixão

Destino



4 de fevereiro de 2022

Eva Luna

A review que hoje trago é sobre não um, mas dois livros da mesma autora: Isabel Allende. A razão porque resolvi fazer assim é simplesmente porque um dos livros vem na sequência do outro. Não como seguimento, mas antes como complemento, ou como desdobramento, se preferirem. Eva Luna foi lançado em 1987 e Contos de Eva Luna em 1989 e constituem dois dos livros mais famosos da autora.

Chilena de origem, quis o destino que Isabel Allende nascesse no Peru, por causa do seu pai que, sendo diplomata, tinha sido destacado para trabalhar na capital, em Lima. No entanto, desde 2003 que Isabel Allende tem nacionalidade norte americana. 

Prima de Salvador Allende, conseguiu trilhar o seu próprio caminho e desde os anos 80 que os seus livros batem recordes de vendas, continuando atualmente a editar com regularidade.

Eva Luna

Eva Luna

O romance é narrado na primeira pessoa e dá-nos a conhecer a trajetória de uma jovem, cujas origens humildes não a impedem de sonhar. Todos lhe reconhecem a capacidade de contar histórias como ninguém até mesmo quando ainda nem sabia ler ou escrever. Nele ficamos a conhecer as pessoas que vão cruzando a vida de Luna, a maneira como a influenciam e também a forma como vão sendo influenciadas por ela. São personagens reais, têm qualidades e defeitos como todos nós. São talvez fruto de uma sociedade em mudança num país a que Isabel Allende não dá nome mas onde podemos sentir pelas suas palavras a américa latina, em tempos de profunda convulsão social.

Contos de Eva Luna

Neste livro são apresentados diversos contos pela voz de Eva Luna, a jovem protagonista do romance de Isabel Allende. Ao todo são 23 histórias onde surgem de novo algumas personagens que a acompanharam, numa narrativa em que Isabel Allende deixa para Eva Luna a tarefa de deliciar o leitor submergindo-o nestes contos de aparente simplicidade, onde o fator humano está sempre em primeira linha.

A minha opinião

São duas obras que valem por si mesmas, não dependendo da outra para melhor compreensão. Têm uma narrativa dinâmica, li muito rapidamente e gostei imenso dos dois livros. A autora sabe como despertar o interesse em cada página, desde a forma como escreve até à construção de cada personagem, são dois livros que, com toda a certeza, recomendo.

10 de janeiro de 2022

Fazes-me Falta - review

O livro de hoje é da autoria de Inês Pedrosa, nascida em 1962, na cidade de Coimbra. Licenciada em Ciências da Comunicação, encontrou no jornalismo a sua primeira forma de comunicar. Participante ativa na vida civil, faz ouvir a sua voz quando luta em prol das causas em que acredita. Inclusivamente, já foi comentadora em rádio e televisão, participando em programas sobre sociedade, política e cultura.

Fazes-me Falta é o seu terceiro romance (antes disso havia publicado um livro infantil) e o mais famoso de toda a sua obra. Editado em 2002, já vendeu mais de 100 mil exemplares e para além de Portugal, foi editado em Espanha, Alemanha, França, Itália e também no Brasil.

Inês Pedrosa

Fazes-me Falta não conta só a história de dois amigos, vai muito além disso. A originalidade com que foi escrito coloca-o, a meu ver, naquele patamar dos livros que dificilmente se esquecem.

O livro

Ela tem 37 anos, é carismática, voraz, curiosa. Ele pertence a uma geração anterior e aprendeu com a amiga - a quem chama carinhosamente Sininho - a deixar-se entusiasmar pelas pequenas coisas da vida.

Mas há um dado no meio disto tudo: ela acabou de morrer e ele recorda-a com saudade. E é a partir deste ponto que se constrói toda uma narrativa em que vamos tomando conhecimento das várias perceções que cada um tinha da sua própria realidade e da do outro. Duas vozes em simultâneo farão o leitor descobrir mais sobre este homem e esta mulher e, no fundo, sobre a sociedade e o relacionamento entre as pessoas, as suas ambições, as suas conquistas e sobre a busca infinita do caminho que anseiam percorrer.

A minha opinião

É certamente um dos livros mais desconcertantes que li. À medida que vamos percorrendo cada página e descobrindo os protagonistas, vamo-nos apercebendo também da nossa própria realidade. O livro coloca várias interrogações sobre aquilo em que acreditamos e como construímos os nossos dias, obriga-nos a refletir sobre a nossa própria condição e sobre as expectativas que trazemos para a nossa existência.

Recomendo sem dúvida, a sua leitura.




9 de dezembro de 2021

Sinais Vitais - Robin Cook

Já há algum tempo fiz uma review de um livro de Robin Cook onde inseri uma breve biografia do autor (se quiserem ver está aqui). Sendo um dos meus autores favoritos no género, faltam-me ainda uns quantos para poder dizer que já li tudo quanto publicou. Desta vez li Sinais Vitais e hoje trago a review.

Robin Cook

O livro

Sinais Vitais foi lançado em 1991 e tem como título original Vital Signs. A história desenvolve-se à volta de Marissa Blumenthal uma pediatra que, para além da carreira de sucesso tem também um casamento aparentemente feliz, apenas faltando um filho que embora muito desejado, tarda em chegar. Marissa tenta desesperadamente submeter-se a um plano de fertilização in vitro mas todas as tentativas mal sucedidas começam a deixá-la frustrada.  Quando lhe é diagnosticada uma estranha condição, não se dá por vencida, desafiando os médicos cujas respostas não a convencem..

Conhece Wendy, que também sofre de uma patologia semelhante e juntas partem para tentar descobrir os estranhos segredos por detrás da industria de fertilização medica assistida, o que colocará as suas vidas em jogo. Conseguirá a jovem pediatra fazer frente a toda uma rede de interesses e sair triunfante da sua aventura?

A minha opinião

É um livro grande, a edição que li tem 376 páginas, mas que se lê muito bem. Tal como as outras obras de Robin Cook, este é também um thriller médico onde o leitor é transportado para o mundo dos laboratórios e das pesquisas científicas de uma forma bem estruturada. Li o livro em meia dúzia de dias, pois para além da história ser interessante, é contada num bom ritmo, o que faz fluir a leitura e rapidamente chegamos ao seu final.

Não sei se gostam deste estilo, se já leram algum livro do mesmo autor, contem-me tudo nos comentários.

18 de setembro de 2021

Park Avenue 79

Acabei recentemente um livro de um autor que li pela primeira vez. Trata-se de Harold Robbins e já há algum tempo que sentia curiosidade pela sua escrita. Adquiri Uma Mulher Park Avenue 79 numa banquinha de feira, que visito regularmente e onde se podem comprar livros antigos, tanto em segunda mão, como edições que já não se comercializam nas livrarias. Fico sempre feliz com estes achados e neste caso é uma edição de 1968.

Harold Robbins nasceu em Nova Iorque em 1916 e viria a falecer em 1997 na Califórnia. De origens humildes, a sua habilidade para os negócios fê-lo crescer e, no meio de algumas vicissitudes onde perdeu tudo, chegou a Hollywood e a partir de um emprego modesto renasceria e tornar-se-ia um importante executivo nos estúdios da Universal.

Da observação e vivências passadas encontrou material para se dedicar em simultâneo à escrita, e o seu sucesso enquanto escritor permitiu até ver algumas obras passarem para o cinema. Este mesmo livro foi adaptado à televisão em 1977 numa minissérie de três episódios... espreitei no youtube assim que terminei de ler, mas achei que não tinha nada a ver e não aguentei nem 5 minutos.

H. Robbins publicou mais de 20 títulos, traduzidos em 32 idiomas e neste momento as vendas já ultrapassaram os 750 milhões de exemplares em todo o mundo.

Harold Robbins

A História

O livro começa quando Mike Keyes, promotor público, é designado para representar o Estado em tribunal, numa acusação contra Maryann Flood que está indiciada como responsável pela empresa de acompanhantes de luxo que se auto-intitula de agência de modelos. O problema é que Mike conhece a ré desde os tempos em que eram pouco mais que duas crianças nos bairros pobres de Nova Iorque, e essas lembranças vão acompanhar o desenrolar de toda a ação. A história não é contada de uma forma linear: vai oscilando entre a narrativa na primeira pessoa, quando os factos são atuais e intercala com as memórias que são narradas como acontecimento visto de fora, numa exploração de factos que vai fazer o leitor compreender toda a trama envolvente.

A minha opinião

É um livro que se lê rapidamente e que prende a atenção do principio ao fim. A diferenciação entre a atualidade e o passado é bem marcada e permite uma leitura fluída. Tem policias, gangsters, prostitutas e tribunal. É também uma história sobre opções de vida e as suas inevitáveis consequências.

No original tem o título de 79 Park Avenue e foi publicado pela primeira vez em 1955. Em Portugal recebeu o nome de Uma Mulher Park Avenue 79 e mais recentemente 79 Park Avenue Agência de Modelos. No Brasil foi editado com o mesmo título do original:  79 Park Avenue.

Sem dúvida que vou querer ler mais títulos do autor, e vocês, já leram algum livro de Harold Robbins?

21 de agosto de 2021

Pena suspensa - Patricia Highsmith

A review que trago hoje é de uma autora de livros policiais consagrada e da qual o cinema já adaptou algumas obras. Trata-se de Patrícia Highsmith. Nasceu no Texas em 1921 e nos anos sessenta viria a morar na Europa, mais concretamente em Inglaterra e França, acabando por falecer na Suíça em 1995.

Mas foi muito antes, em Nova Iorque, que Patrícia Highsmith alcançou o sucesso, escrevendo livros que seriam depois adaptados ao cinema, inclusivamente por Hitchcock, e criando ainda uma personagem, Tom Ripley, protagonista de muitas aventuras literárias e que chegou ao grande ecrã personificado por Alan Delon. É dela também a obra As Duas Faces de Janeiro transformada em filme, há poucos anos.


A história

Pena Suspensa apresenta-nos o casal Sidney e Alicia Bartleby, ele escritor e argumentista, ela pintora sem sucesso. O jovem casal vive na zona rural de Suffolk, em Inglaterra, numa casa de dois pisos, com poucos recursos económicos mas com o sonho de verem o seu trabalho reconhecido. 

O tempo vai passando e o desgaste emocional começa a fazer-se sentir entre os dois e Alicia decide partir por tempo indeterminado, com a concordância de Sidney que vê nessa ausência a oportunidade para se concentrar e melhorar o seu trabalho. É então que uma serie de mal entendidos vêm por em causa a credibilidade de Sidney, facto com que o mesmo terá que lidar.

O livro foi publicado em 1965 com o nome A Suspension of Mercy tendo recebido como título em Portugal  Pena Suspensa e no Brasil O Perdão está Suspenso.

A minha opinião

É simplesmente um livro delicioso. Li-o rapidamente, pois a história desenvolve muito bem, sem partes aborrecidas ou arrastadas. O leitor fica preso no suspense que a escritora sabe manter, acrescentando uma reviravolta (a chamada plot twist) mais perto do final.

Por tudo isto, claro que aconselho este livro! Ficaram com curiosidade para ler também?


24 de julho de 2021

Destino, de Danielle Steel

Já há algum tempo, apresentei aqui a review de um livro de Danielle Steel que tinha acabado de ler. Foi o meu primeiro contacto com a autora e, apesar de não ser o meu estilo favorito, a verdade é que acaba por descontrair bastante entre leituras mais profundas, ou quando ando com a cabeça mais cansada. Praticamente todos os dias leio um pouco, na maior parte das vezes antes de adormecer e não leio sempre o mesmo estilo, gosto de mudar conforme a disposição, e por vezes tenho até mais do que um livro começado.
Tudo isto para dizer que voltei a adquirir um livro da autora, Destino é o título, e a história foca num tema um bocado mais pesado o que permite uma reflexão.


Danielle Steel

 A história

Foi publicado pela primeira vez em 1995 como Lightning tendo sido lançado em Portugal e no Brasil sob o título Destino. Nele, vamos conhecer Alexandra Parker, uma bem sucedida advogada que tem a vida com que sempre sonhou: é casada com Sam, um homem ligado ao mundo dos investimentos e formam um casal admirado por todos. Mas a vida prepara-se para pôr à prova esta forte ligação e o leitor vai acompanhar toda a transformação que os intervenientes sofrem perante uma sucessão inevitável de acontecimentos.

A minha opinião

É um livro que se lê facilmente. Embora explore uma temática delicada (não me alongo muito para não dar spoiler) debruça-se também sobre os relacionamentos humanos e toda a dinâmica das pessoas enquanto casais, as suas expectativas e as suas frustrações. 

Vale a pena ler. Como referi, é uma escrita pouco densa mas bem estruturada, levanta questões pertinentes e desenvolve a história a um bom ritmo. É um livro que aconselho.


3 de julho de 2021

Assassinos à Solta - Review

Vi numa banca este pequeno livro há uns tempos e desde logo o título me despertou curiosidade. Sendo eu uma fã incondicional de Hitchcock, não podia deixar de trazer o livro comigo. 

Assassinos à Solta reúne 14 histórias publicadas ao longo dos anos na revista "Alfred Hitchcock Mistery Magazine" e nelas está bem presente todo o universo Hitchockiano que já conhecemos. A cada história o leitor será surpreendido pelo final inesperado dado que tudo está em aberto e todos os contos seguem percursos diferentes, o único fio condutor será um assassínio que aconteceu ou está prestes a acontecer.

A capa já desperta a atenção, tem o nome do autor com letras em relevo e douradas (não se percebe na fotografia) e uma ilustração bem sugestiva. Sei que este livro pertence a uma coleção que reúne muitas histórias do mestre Hitchcock e vou ver se tento encontrar os restantes títulos, pois são horas bem passadas de leitura descontraída.


Se calhar, não sabiam que Alfred Hitchcock para além de realizador e argumentista também escrevia, nomeadamente, contos em periódicos. Eu já tinha tido um livro há muitos anos mas desta coleção é o primeiro.

Espero que tenham gostado desta review, até à próxima.


14 de junho de 2021

Médicos Fantoches - review

Confesso que sou fã dos livros de Robin Cook. Já li uns quantos e a review que trago hoje é de um livro que acabei de ler e que foca um problema muito importante nos tempos modernos. O interesse económico das farmacêuticas por detrás de toda a evolução da medicina e a competição comercial num sector que movimenta anualmente muito dinheiro.

O escritor

Robin Cook nasceu em Nova York em 1940, formou-se em medicina pela Universidade Columbia e obteve o doutoramento em Harvard mas o seu gosto pela escrita fez com que se dedicasse inteiramente a um género literário do qual acabou por ser percussor. Os seus thrillers médicos ganharam fama mundial uma vez que, para além do envolvimento emocional com o leitor, têm descrições bastantes fidedignas e contextualizadas, utilizando o universo clinico para criar suspense e prender-nos até à última página.

Médicos Fantoches

O livro

Médicos Fantoches foi lançado em 1985 e no Brasil recebeu o nome de Servidão Mental. Nele vamos conhecer Adam Schonberg um jovem estudante de medicina que após saber que vai ser pai, opta por abandonar temporariamente os estudos para conseguir garantir o sustento da família, uma vez que Jennifer é bailarina e terá que parar de trabalhar. Para isso, tenta um emprego como delegado comercial na Arolen, uma gigante farmacêutica, mas logo começa a estranhar determinados procedimentos. Por outro lado, Jennifer é assistida na Clínica Julian e Adam suspeita de terríveis ligações entre a clínica e a farmacêutica. É aí que o leitor irá acompanhar o protagonista na busca pela verdade, que o farão passar por uma série de situações onde a própria existência será colocada em risco.

A minha opinião

Trata-se de uma boa história, do género a que Robin Cook já nos habituou.  Tem paixão, tem intriga e mistério mas o mais importante, tem também uma reflexão sobre a evolução da medicina e mais concretamente, sobre o papel das farmacêuticas num sector muito competitivo onde o fator ético nunca poderá ser ignorado.

Claro que depois disto tudo só posso aconselhar a leitura desta obra ou até mesmo de um outro livro do mesmo autor. Para quem gosta do género, com certeza vai ficar satisfeito. 

Agora digam-me: já leram algum livro de Robin Cook, ou ficaram com vontade de conhecer?

31 de maio de 2021

As Aventuras Do Brigadeiro Gérard

Li recentemente mais um livro da autoria de Arthur Conan Doyle mas com uma personagem que não o famoso Sherlock Holmes. Sou uma fã assumida deste género literário e Conan Doyle está entre os meus autores preferidos e por isso mesmo faz-me todo o sentido "descobri-lo" para além das suas obras mais divulgadas.

Já o tinha feito anteriormente e escrevi na altura um post sobre o livro que tinha lido e por isso mesmo não me vou alongar mais sobre o autor, apenas refiro que esta personagem foi criada após 1893, quando Conan Doyle sentiu necessidade de preencher o espaço deixado por Sherlock Holmes, que teria terminado as suas aventuras.

Desta vez, o livro chama-se As Aventuras do Brigadeiro Gérard e tem como herói principal Étienne Gerard um oficial de cavalaria das tropas de Napoleão. Já sabemos que Conan Doyle gostava de escrever sobre exércitos e confrontos armados mas neste livro o que ele faz é traçar um retrato de um brigadeiro exagerado e caricatural. As histórias são contadas na primeira pessoa em jeito de memórias e logo nos apercebemos que este brigadeiro tem uma narrativa cujo principal interesse é distorcer os factos a seu favor.

Arthur Conan Doyle

Sir Arthur Conan Doyle prova, uma vez mais, que é um exímio contador de histórias e criador de personagens. Neste caso um oficial burlesco, inventivo e pouco fidedigno.

Gostei do livro e aconselho a todos, mas principalmente a quem se interessa pelo universo imaginativo de Conan Doyle, pois é uma forma muito interessante de conhecer o autor para além dos seus romances mais famosos.