30 de junho de 2020

Vila Real de Santo António

Hoje trago-vos imagens desta pequena cidade a sul de Portugal, na região algarvia. Aqui, apenas o rio Guadiana separa a portuguesa Vila Real de Santo António da espanhola Ayamonte e pela proximidade da fronteira já foi uma cidade com importância estratégica.

De inicio era apenas uma pequena povoação piscatória mas o Marquês de Pombal, ministro de D. José I percebeu que pela proximidade do país vizinho, ali deveria ser construído algo mais marcante.

Em 1774 surgia uma cidade com o mesmo principio arquitectónico da baixa pombalina em Lisboa: ruas desenhadas à esquadria, o território perfeitamente ordenado com ruas bem definidas e áreas delimitadas. A cidade cresceu muito por causa das pescas e das conservas mas também porque o seu porto permitia receber os barcos que desciam o Guadiana carregados de minério extraído das Minas de São Domingos, no Alentejo. Pode-se dizer que foi uma cidade próspera, a ponto de ser a primeira no Algarve a ter iluminação pública a gás nas suas ruas.

No século XX a vida mudou na cidade e instaurou-se um certo declínio, superado entretanto pelo crescimento e expansão do turismo. 




A praça a partir da qual a cidade se expande

Pormenor do antigo mercado, transformado em Centro Cultural António Aleixo





Um edifício antigo, exemplo de alguma construção recuperada

Estátua de homenagem ao Marquês de Pombal
Hoje a cidade vive principalmente do sector turístico e é um local muito procurado por causa das águas mornas e dos extensos areais. A sua longa e antiga avenida acompanha o rio e é percorrida pelos turistas que cada vez mais ocorrem à região. Tem assim, de um lado o rio e aos pés o oceano, numa geografia privilegiada que cada vez mais atrai pessoas de longe, que procuram o contacto com o sol e o ambiente descontraído para passar férias e saborear, claro, o bom peixe da região..

Já estiveram em Vila Real de Santo António? O que acharam do local?

27 de junho de 2020

Coisas que eu penso


 "Quem não compreende um olhar tão pouco compreenderá uma longa explicação".

20 de junho de 2020

Bolinhos de amido de milho

Querem distrair-se um bocado e deixar os mais pequenos felizes? Esta receita é para vocês.


Com poucos ingredientes conseguem fazer uns bolinhos com uma textura completamente diferente e que se mantêm secos mesmo após vários dias. Vão precisar de:


5oo gr de Maizena (amido de milho)
200 gr de margarina
1 lata de leite condensado
algumas gotas de limão (optativo)

Misturar tudo muito bem com a batedeira usando as varas para massas densas. 


Num tabuleiro forrado com papel de alumínio (não precisam de untar) distribuir pequenos montinhos de massa, não esquecer de deixar espaço entre eles pois vão alargar com o calor. 

Vai ao forno a 170º durante uns 20 minutos.

A receita deu para 30 unidades. 


Bom apetite

Nota: tal como todos os posts que fiz até aqui, nada é patrocinado. Embora possam aparecer marcas fotografadas, é tudo adquirido por mim e da minha inteira responsabilidade, simplesmente opto por não as esconder, é apenas um post real e nada mais.

15 de junho de 2020

Histórias da Terra e do Mar

Este é um daqueles livros que só me passou pela mão porque faz parte do Plano Nacional de Leitura do ensino em Portugal. Não que eu não aprecie Sophia de Mello Breyner Andresen, muito pelo contrário, mas se não tivesse sido pedido para a disciplina de Português da minha filha, possivelmente não o chegaria a ler.

Já há muitos anos li O Cavaleiro da Dinamarca, A Menina do Mar e A Noite de Natal. É realmente uma escrita deliciosa que eu gostei muito de conhecer em miúda. Portanto quando comprei este livro, Histórias Terra e do Mar, não descansei enquanto não o li. E que bem que soube reler esta autora!

Há dias revi o livro e passei os olhos por estes contos e de novo aquela sensação de infância onde as histórias bem contadas faziam eu querer ler mais e mais e saborear até à última página uma prosa tão fluída e tão descritiva.


                                                                   
Mas não pensem que este livro é só para crianças. São cinco histórias numa narrativa leve mas com profundidade que se pode ler nesta altura numa esplanada ou deitada na relva. Este livro trás-nos o cheiro da maresia e o som do vento nas árvores, recorda-nos outras vidas e outras histórias que todos já tivemos oportunidade de conhecer.

Aliás, eu penso até que em cada fase da nossa vida podemos apreciar os textos de Sophia de Mello Breyner Andresen sob diversas perspectivas, tal é a riqueza da sua escrita.

Uma curiosidade: Portugal atribui anualmente prémios aos melhores nas várias categorias cinematográficas e esse prémio chama-se justamente Prémio Sophia, numa homenagem à escritora cujo nome significa sabedoria.

Já leram algo desta autora? Que livro gostaram mais?

8 de junho de 2020

Uma casa singular

Quem passa pela estrada que vai dar às Azenhas do Mar, vindo de Sintra, não pode deixar de reparar numa casa virada para o mar que se destaca pela sua singularidade. Construída em 1920 pelo arquitecto Raul Lino como sua casa de férias, as linhas arquitectónicas são simples mas de uma grandeza ímpar. É a Casa do Marco, mais conhecida por Casa Branca.

Se nunca passaram por aqui mas mesmo assim a casa lhes parece familiar, então é porque é. Madonna gravou lá parte do vídeo que promove o tema Batuka. Esse mesmo!









Passo ali há tantos anos e não deixa de ser curioso que uma casa que desperta o meu imaginário há imenso tempo, fique assim internacionalmente conhecida num vídeo de música pop.


Gostaram desta curiosidade?

4 de junho de 2020

Sobre o arco-íris

Costumo colocá-los em  móbiles infantis e logo no início da pandemia pediram-me para fazer porta-chaves com o arco-íris. Tive que redesenhá-lo para o adaptar mas achei a ideia amorosa.


Contudo, foi um misto de sensações. Se antes o fazia como sinónimo de alegria, cor, pertença do imaginário infantil, um bocado como os unicórnios e o Little Poney, agora vejo-o como símbolo de esperança, mas onde a apreensão reina. Dizemos que vai ficar tudo bem, mas sinto que é mais para nos convencermos disso, pois não há certezas de nada.

Ainda assim, vamos acreditar que nestes tempos de adaptação a esperança fará sempre parte. Celebremos as pequenas coisas boas da vida e acreditemos no futuro, não porque existe um pote de ouro no final do arco-íris mas sim porque quando ele aparece no céu é sinal que o sol espreita. 

1 de junho de 2020

Criança

"Toutes les grandes personnes ont d'abord été des enfants, mais peu d'entre eles s'en souviennent."
Antoine de Saint-Exupéry  in Petit Prince

29 de maio de 2020

Lisboa amanhece calada

Dei uma volta por Lisboa numa manhã de domingo após o desconfinamento e encontrei-a calma, brilhante, cheia de sol e de Primavera. Não visitava a cidade há algum tempo, antes da pandemia nos mandar para casa e impor restrições à circulação. Devo dizer que não fiz como de costume, não passeei a pé pelas ruas, não parei para beber um café, na verdade quase não parei. Apenas circulei numa voltinha rápida e as únicas vezes que saí do carro foi para fotografar, mas deu para sentir a enorme diferença em que encontro as ruas vazias, quase sem circulação automóvel, sem turistas ao sol e com as esplanadas desertas. Mas com aquela cor que Lisboa tem.

Os Jacarandás floriram

Palácio de S. Bento
O Palácio de São Bento, sede do parlamento português

Escadinhas tão típicas 

Praça dos Restauradores
Praça dos Restauradores

Avenida da Liberdade
Avenida da Liberdade

Avenida da Liberdade
O verde das árvores e a calçada portuguesa na principal avenida da cidade

Calçada Portuguesa
Pormenores

Tão refrescante

Sem dúvida um misto de sensações numa manhã de domingo em que deu principalmente para apreciar a beleza da Primavera em Lisboa.  

24 de maio de 2020

Também fiz

Claro que com o confinamento surgem as máscaras de tecido e atrás de umas vêm outras e quando dei por mim já tinha feito dezenas delas.

Para todos os gostos, tenho feito com padrões amorosos ou mais sóbrios, sempre com carinho e cuidado. Têm abertura por baixo onde insiro um filtro de TNT de 80 g o que faz destas máscaras sociais um elemento de segurança, dentro do recomendado.









Nesta altura mão podemos esquecer a etiqueta respiratória, o distanciamento social, a lavagem frequente das mãos e tudo o que a Direção Geral de Saúde recomenda. Porque no fim, temos que sair desta crise epidémica fortes e saudáveis. É o que desejo para todos.



18 de maio de 2020

Ferraduras

Estes bolos regionais da Beira Baixa são presença assídua em tudo quanto é feira ou festa regional. 
Tentei fazê-los em casa e devo dizer que ficaram muito saborosos, apesar do aspecto estar longe do original. Para a próxima faço-os mais fininhos, mas como ficaram bons, deixo aqui a receita.


500 gr de farinha com fermento
200 gr de açúcar amarelo
150 gr de manteiga
4 ovos + 1 gema para pincelar
1 colher (chá) de canela e erva doce misturadas

Misturar a manteiga, os ovos e o açúcar e adicionar a farinha. Misturar e amassar muito bem, acrescentando a canela e a erva doce.

Moldar rolinhos de massa e colocar no tabuleiro dando a famosa forma de ferradura. Eu coloco-os sobre uma folha de papel de estanho untado com banha. Os bolinhos devem ser colocados com a distância entre si suficiente para crescerem. Pincelar com a gema de ovo.

Vai ao forno a 170º uns 20 minutos.

Bom apetite

Nota: Serve também para mostrar que embora nem sempre saia tudo como pretendemos, vale sempre a pena ir fazendo, testando e melhorando.


10 de maio de 2020

Porta agenda pequena

Tinha uma capa velhinha, e andava há que tempos a pensar em fazer uma nova. Até que meti mãos à obra e saiu este modelo que poderá servir para agenda de bolso, para bloco notas ou até para aqueles caderninhos de contactos telefónicos pequenos (convém ter sempre uma versão em papel).
Tem encaixe para a agenda e divisórias para aqueles papéis avulso.



Esta é minha e serve para colocar um bloco de notas. Compro daqueles sem graça e ponho-o dentro desta capa... pormenores a que dou importância.

Gostam?

7 de maio de 2020

Esperança

Hoje lembrei-me de deixar aqui uma mensagem de esperança. Esta música foi composta, estava o confinamento no início, logo após os diversos estados europeus começarem a fechar a circulação e foi ao som de Cristóvam, músico e compositor português da Ilha Terceira nos Açores, que sentimos uma pontinha de otimismo.

Agora, passadas umas semanas do início da pandemia vimos este vídeo e fazemos um balanço, melhor ou pior, conforme o ponto de vista e a realidade de cada um. 

São tempos difíceis, essa é a certeza. Resta-nos a esperança que melhores dias virão.


Música e letra: Cristovám
Realização vídeo: Pedro Varela

3 de maio de 2020

Feliz dia da Mãe


Não fosse o confinamento e hoje seria um dia de encontros, mas neste dia da mãe não vou poder festejar com a minha. Outros dias virão nesta certeza que o distanciamento físico será apenas um momento passageiro. Está quase...


27 de abril de 2020

O Carteiro de Pablo Neruda

Talvez este título vos seja familiar e até tivessem visto o filme. Eu não cheguei a vê-lo (ainda) mas recentemente li o livro e hoje trago uma breve review. 

Da autoria de Antonio Skármeta, foi editado em 1985 e remete-nos para o Chile do inicio da década de 70 do século passado, nas vésperas do golpe de estado  que depôs Salvador Allende e iniciou um período de regime militar no país. Mas não é sobre isto que o livro nos fala.



O livro incide sobre a relação de amizade entre o jovem carteiro Mario Jiménez com o poeta Pablo Neruda, a única pessoa a quem ele tem de entregar correspondência. Das visitas regulares à sua residência estabelece-se uma relação de cumplicidade onde o jovem acaba por aprender com o poeta, colhendo ainda ensinamentos para conquistar a bela Beatriz Gonzalez. 

Este livro foi adaptado ao cinema em 1994. Sob direcção de Michael Radford, tendo nos principais papéis Massimo Trosi, Philippe Noiret e Linda Moretti, foi muito bem recebido pela critica.

O que achei do livro

Com uma linguagem simples e direta, entre sensível e despojada, dá-nos espaço de manobra para construir as personagens, a singularidade das pessoas da aldeia que vivem essencialmente da pesca mas também nos permite recordar o mar com os seus sons e cheiros peculiares. Para além de tudo isto, ficou a vontade de conhecer um pouco a história do Chile, principalmente nos conturbados anos 70.

É um livro que gostei imenso e que recomendo.


23 de abril de 2020

Bolinhos de canela

Se gostam do sabor intenso da canela, vão gostar destes bolinhos. Super fáceis de fazer, podem até deixar as crianças participar. Façam e depois digam como ficou.


125g de manteiga
300g de farinha
100 g de açúcar
1 ovo
Canela e açúcar a gosto

Com a batedeira bata o açúcar com o ovo até ficar uma mistura esbranquiçada. Acrescente a manteiga amolecida e bata mais um pouco. Nesta altura convém trocar as varas da batedeira pelas de bater massas grossas (em espiral) e vá acrescentando a farinha aos pouco. Deve bater até ter uma mistura homogenia.
Ira ficar com um aspecto areado, é mesmo assim, agora terá que moldar pequenas bolas com as mãos e passa-las na canela ( se quiser pode misturar um pouco de açúcar).

Disponha-as num tabuleiro untado e enfarinhado.

Vai ao forno a 180º durante 15 a 20 minutos. Dá para cerca de 25 bolinhos.

Bom apetite!

20 de abril de 2020

Ausência




AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade, in "O Corpo"

14 de abril de 2020

Castelo Branco

Já faz algum tempo que estive em Castelo Branco. Era inverno mas não estava assim muito frio e deu para passear na cidade onde já não ia há muitos anos.

É capital de distrito, simpática, bonita e com aquela serenidade típica das cidades de interior. Sabe-se que nasceu a partir de um povoado antigo pois existe registo de ocupação humana na área, numa época anterior à presença romana na Península Ibérica. Foi pertença dos Templários e em 1771 foi elevada a cidade por D. José. 



Um dos locais mais emblemáticos da cidade de Castelo Branco é o Jardim do Paço. Gostei de visitar, já que se encontra muito bem cuidado e é um símbolo dos típicos Jardins Barrocos do sec. XVIII. 

Formado por patamares, no superior estão dispostas harmoniosamente estátuas representativas de reis, signos, estações do ano, tudo pleno de simbologia, seguindo-se no patamar inferior uma área com canteiros geométricos à boa maneira dos jardins franceses tão em voga na época em que este foi construído.




Posso dizer que foi uma visita que adorei fazer, pois curiosamente já não me lembrava de lá ter estado. De resto, toda a cidade vale bem a estadia, pois como digo é bastante calma e agradável para se passear.

E vocês, já foram a Castelo Branco? O que conhecem de lá?