9 de abril de 2021

Pavlova de framboesas

Pela primeira vez na vida fiz uma pavlova. Era um doce que andava à imenso tempo para experimentar mas pensava que poderia não correr bem e fui adiando. Desta vez, como tinha ali umas framboesas  pensei: "é agora!" O merengue acabou por ser fácil de fazer e era justamente desta parte que tinha mais receio. De resto, existem coberturas mais sofisticadas, mas optei por colocar simplesmente chantilly e à última hora pensei em dar mais cor e improvisei um molho de ananás. Explico agora como fiz.



5 claras

10 colheres (sopa) de açúcar 

2 colheres (sopa) de amido de milho

1 colher (chá) de vinagre

Aroma de baunilha

200 ml de natas gordas

Framboesas

açúcar em pó.

Compota de ananás


Bater muito bem as claras em castelo. Adicionar o açúcar e continuar a bater. Acrescentar o amido, o vinagre e a baunilha e envolver tudo delicadamente com a espátula.

Num tabuleiro forrado com papel vegetal, coloca-se a mistura dando o formato tradicional.

O forno é aquecido previamente a 200º. Quando se coloca o merengue, baixa-se para 100º e deixa-se ficar cerca de 1:30 h. O tempo irá variar conforme o forno, o importante é que vá vigiando durante a última fase do processo. A ideia é secar o merengue, ficando com uma espécie de casca por fora mas macio por dentro.

Entretanto faz-se uma calda de ananás. Usei rapidamente um pouco de compota diluída com sumo que levei ao lume. Bater as natas em ponto de chantilly e adoçar a gosto.

Quando o merengue estiver frio, passar para o prato de servir. Colocar o chantilly por cima e espalhar um pouco de calda. Nesta fase pode usar uma calda que combine, eu improvisei a minha, pois de inicio nem estava a pensar fazê-lo. Cobrir com as framboesas e terminar com o açúcar em pó, só para enfeitar.

Bom apetite.

Esta foi a primeira pavlova que fiz, claro que para a próxima irei introduzir algumas alterações, mas de qualquer forma já deu para perceber que faz uma sobremesa bonita, deliciosa e que combina muito com o tempo de calor que se aproxima. Façam também e depois digam como ficou.


5 de abril de 2021

Hedera helix

Um dia destes tive que ir a uma loja especializada em artigos de casa e manutenção para comprar umas coisas que me estavam a fazer falta. Estava eu na fila para pagar quando vejo umas prateleiras cheias de plantinhas pequenas. Assim que olhei para a pequena hera não resisti. trouxe-a comigo e pela módica quantia de 1,5 euros tenho aqui esta beleza para cuidar e ver se cresce. As trepadeiras estão muito em voga como plantas ornamentais suspensas e eu andava com a ideia numa, nunca pensei é que arranjaria uma tão pequenina.

Trazia o registo do passaporte fitossanitário europeu onde tem a denominação de Hedera helix. Entretanto procurei informações na net , em vários sites e todos são unanimes em dizer que se adapta bem a zonas sem sol direto e requer pouca manutenção, não se podendo regar com muita frequência. 

Na natureza cresce bastante, podendo estar em ambiente com sol ou meia sombra e um certo grau de humidade, agarra-se a muros ou cascas de árvore e é predominante em zonas tropicais, sub tropicais, mediterrânicas ou equatoriais.

Vamos ver se cresce e se consigo a partir daqui obter algumas mudas. Para já vai ser bem tratada com muito amor e carinho. 

Hedera helix

Hedera helix

Tinha ali guardado um vasinho já velhote e ficou mesmo à medida, nem a tirei do recipiente onde vinha, vou esperar que cresça. 

Esta moda das plantas ornamentais pendentes veio para ficar e também já estou a entrar na onda, a minha hera é pequenina mas é um começo. 

E vocês, também têm plantas suspensas na decoração?

4 de abril de 2021

Páscoa Feliz

Mais um domingo de Páscoa em confinamento e já pelo segundo ano consecutivo não nos podemos reunir à mesa com todos aqueles que amamos. Para o ano será melhor, acredito que sim e é nessa esperança que assinalamos este dia, mesmo que à distância uns dos outros.


Mantenham-se com saúde e tenham uma excelente Páscoa.

Happy Easter




29 de março de 2021

The One - Netflix

Eu não sou muito de séries, não sei porquê mas não consigo seguir uma história em módulos de 50 minutos espaçados, pois acabo por abandonar. Posso ver alguns episódios mas depois esqueço. Antigamente não era assim, houve series que não perdi um único episódio mas por vezes o tempo vai alterando os nossos hábitos e está tudo bem com isso. 

Seja porque estamos em tempos de confinamento, seja porque um dos nomes chamou a minha atenção, dei comigo a maratonar a série britânica The One, que a Netflix estreou este mês. Claro que pesou o facto de ter o português Albano Jerónimo no elenco, fiquei curiosa e acabei por ver os oito episódios em dois dias.



A história - Não contém spoiler
Num mundo onde os relacionamentos tendem cada vez mais a fracassar The One vem para contrariar a estatística e ajudar a encontrar o par ideal para cada um. É assim que Rebecca Webb (interpretada por Hannah Ware) se apresenta ao público. A CEO  é aclamada nas suas intervenções e garante que a sua empresa consegue, através de uma amostra de ADN encontrar o par ideal, aquele que fará o match perfeito e que trará a felicidade pura a quem se submeter ao exame. Com um discurso eloquente em que se dá como exemplo, arrasta multidões : "we deserve a fairy tales" (nós merecemos um conto de fadas) é a premissa que leva o publico ao rubro.
No entanto nem tudo é felicidade, por detrás de tanto aparato esconde-se uma história que Rebecca pretende ocultar. E é assim que o espectador vai tomando conhecimento do que se teria passado até a empresa alcançar tanto sucesso. Os flashbacks ajudam a entender o percurso da protagonista e a isto junta-se o desenvolvimento da ação no presente onde existe também um crime por resolver. São ainda contadas histórias paralelas de pessoas que de alguma forma têm relação com o projeto e às quais o perfect match vem introduzir alterações nas suas vidas.

A minha opinião
A sinopse é interessante, o enredo promete e claro que tive curiosidade de ver o desempenho de dois atores portugueses numa serie internacional de streaming. Albano Jerónimo e Miguel Amorim desempenham o papel de dois irmãos surfistas e não desiludem. Gostei da fotografia bem cuidada e da história em si, apenas acho que os momentos de tensão poderiam ser maiores, o suspense deveria ser mantido sempre em alta para prender o espectador ao écran, as questões que levanta em relação ao amor são pertinentes mas poderiam ter sido mais aprofundadas. Ainda assim é uma boa aposta.

Não posso dizer que adorei, mas gostei da série e foram umas horas de entretenimento agradável. De referir que, não estando anunciada uma segunda temporada, no último episódio são introduzidos novos elementos com vista a um desenvolvimento posterior. Se vier uma nova temporada, não vou perder.

27 de março de 2021

Frankenstein

A leitura de hoje é um daqueles clássicos cujo nome soa familiar mesmo para quem nunca leu o livro. Para a maioria das pessoas Frankenstein lembra Hollywood e os clássicos filmes de terror, ainda a preto e branco, onde um monstro assustava as pessoas com o seu tamanho gigante e a sua expressão ameaçadora.

No entanto, lendo o livro compreendemos realmente a dimensão desta história. Não é apenas sobre o tamanho ou o aspeto da criatura, que pouco tem a ver com a imagem que nos foi incutida, é sobre toda uma serie de conceitos, de angustias e de valores morais. 

Mas comecemos pelo princípio:

A autora

Mary Godwin nasceu em Londres no ano de 1797 e teve uma educação muito liberal para a época. Desde cedo contactou com o mundo da filosofia e das letras e foi nesse meio intelectual que encontrou o seu companheiro, o poeta Percy Shelley, do qual havia de adquirir o sobrenome.

E foi durante uma temporada passada em Genebra no ano de 1816 na companhia de Lord Byron e outros amigos e familiares que surgiu a ideia de escreverem cada qual um conto. Nesse ano as chuvas não davam tréguas e o muito tempo que passavam fechados em casa permitiu-lhes dar largas à imaginação. Pode-se dizer, por isso, que Frankenstein surge de um desafio em virtude do mau tempo não permitir fazer as férias que tinham planeadas.

A primeira edição dessa história acabaria por sair em 1818 e a partir daí novas edições haveriam de surgir, inclusivamente revistas pela autora.

A história 

Na verdade, o livro contém uma história dentro de outra história. Começa pelas cartas trocadas entre o capitão de um barco que a dada altura se encontraria preso nos gelos do Ártico, e a sua irmã. Numa carta acaba por falar sobre um rapaz recolhido no barco, o jovem Viktor Franskenstein, estudante de medicina e criador de um monstro, como ele próprio diz, tendo por base ossos e restos de cadáveres. A partir daí dá-se o relato do jovem e da sua visão sobre a obra que criou, os seus receios, a sua perseguição e tudo o mais que entretanto aconteceu e as consequências que teve a sua experiência não tão bem sucedida, como ele de inicio suponha vir a ser.

A minha opinião

É um livro fascinante. Não só na maneira como a história está escrita, narrativa dentro de narrativa, mas a forma como toda a  problemática envolvente nos faz questionar muitas atitudes e perceções que temos da realidade. Não é uma história de terror, como tantos filmes nos fizeram crer, é uma história sobre a decadência, sobre sofrimento, sobre a relação entre o autor e a sua obra, dando-nos a visão conflituosa entre os dois e, em paralelo, de cada um.

A importância deste livro, cujo género se situa entre o gótico e o romântico é reconhecida pelo catedráticos, uma vez que terá influenciado muitos escritores desde então.

É um livro que aconselho sem dúvida. Tenho a edição de bolso já antiga, mas por qualquer motivo esteve anos guardada e só li recentemente. Diga-se que não gosto da capa, remete para a tal versão hollywoodesca que nada tem a ver com o conteúdo.

Vi também o filme Mary Shelley, que está disponível na Netflix e que tem no papel principal a atriz Elle Fanning. É muito bom para se perceber um pouco da vida e universo da escritora, tem uma fotografia excelente e óptimas interpretações. É um filme a não perder.


                                                                        Link direto

Bem, o post de hoje acabou por ser um dois-em-um. Espero que tenham gostado e que comentem. Já leram o livro, está na vossa wish list, ou nunca tinham pensado nisso e talvez seja boa ideia? 

22 de março de 2021

Sobremesa de Pêssego

Mais uma receita daquelas bem fáceis para fazerem aí em casa. Tem é que ser preparada umas horas antes, mas não dá trabalho nenhum.


1 lata de pêssegos em calda

1 gelatina de pêssego

2 colheres (sopa) de maizena

1 lata de leite condensado

1 gema

3 unidades de leite (a medida será a lata de leite condensado)

hortelã para enfeitar


Comece por fazer a gelatina, como indicam as instruções na embalagem. Divida pelas tacinhas, dará para umas seis, acrescente os pêssegos cortados em pedaços. Deixe ganhar consistência no frigorífico, pode ficar durante a noite.

Quando já tiver a gelatina solida, faça o creme: leve ao lume os leites, a gema de ovo e a maizena, mexendo sempre até ganhar espessura, não pode parar de mexer até cozinhar. Deixe arrefecer um pouco e coloque sobre a gelatina. Enfeite com a hortelã. 

Sirva bem fresco

Bom apetite

 


19 de março de 2021

Feliz dia do PAI

Para todos os pais dos leitores que aqui passam, para todos os leitores que são pais, que seja um dia especialmente aconchegante. Que mesmo em tempos de confinamento possamos encontrar algum conforto nestas comemorações, porque o amor encontra sempre maneira de se fazer presente.




Postal digital composto por mim, a partir de várias imagens gráficas disponibilizadas gratuitamente no site gratispng

16 de março de 2021

Peras bêbedas

Uma receita simples, mas que resulta mesmo bem quando se pretende uma sobremesa rápida ao gosto da maioria. De realçar que o álcool irá evaporar durante a confeção. E aquele aroma que fica enquanto se cozinha é de deixar água na boca.



4 peras 

250 açúcar

250 ml vinho tinto

200 ml água

2 paus de canela

Casca de laranja

2 Anis estrelado (ou em substituição erva-doce)


Num tachinho, leve ao lume o açúcar com uma colher de água para caramelizar. Quando já estiver dourado, acrescente o vinho e a água, todos os outros aromatizantes e coloque as peras descascadas mas com o pé, que irão cozinhar neste caldo. Devem ser viradas regularmente para cozinharem todas por igual. Quando estiverem macias (aproximadamente 20 minutos) devem ser passadas para as taças de servir. 

O caldo continuará ao lume para reduzir e espessar. Quando já tiver reduzido, deixe arrefecer um pouco, passe por um coador e deite sobre as peras. 

Bom apetite



12 de março de 2021

Histórias do Fim da Rua

O livro que vos trago hoje foi escrito por Mário Zambujal nascido em Moura, no Alentejo, em 1936. Ao longo dos anos passou por diversos jornais, tendo a sua carreira jornalística obtido destaque sobretudo na área desportiva. Mais tarde viria a trabalhar em televisão, sendo também o autor dos textos de diversos programas. Paralelamente escreveu vários livros, como Histórias do Fim da Rua, a sua segunda obra publicada em 1983. 


Histórias do Fim da Rua é uma novela que retrata a vida numa velha rua de Lisboa. Uma rua pequena, igual a tantas outras e que tem o seu fim marcado para dar lugar a um moderno empreendimento que os novos tempos teimam em fazer surgir. Nessa rua de habitações antigas existe no entanto uma moradia nobre que se destaca das outras. Os seus habitantes, Sérgio e Nídia, formam um casal que é visto com distinção numa rua de gente humilde, que não sonha que o casamento dos seus vizinhos se encaminha para o fim, tal como a velha rua onde moram.

A minha opinião

Gostei muito deste livro, o único que li até agora do autor. Gostei da forma como as personagens vão sendo apresentadas, as perspetivas diferentes do Sérgio e da Nídia e de como a própria narrativa flui, permitindo-nos estabelecer algumas semelhanças com pessoas que todos nós já tivemos oportunidade de conhecer ao longo da vida. A forma de escrever de Mário Zambujal é bastante rica, interliga humor e sentimento, descrevendo situações com uma critica mordaz que nos mantém presos ao livro até ao final.

Se tiverem oportunidade, aconselho a sua leitura. Vão ver que vão gostar.

8 de março de 2021

No Surrender

Um destes dias, andava eu a "passear" pelo youtube quando encontrei uma versão espetacular de "No Surrender" a minha música preferida de Bruce Springsteen.

Pesquisei um pouco e fiquei a saber que em Espanha, mais propriamente na província da Catalunha, existe um festival onde anualmente centenas de músicos amadores super fãs de Bruce Sprigsteen se reúnem e prestam tributo ao artista. Todos os anos dão destaque a um dos seus temas e o vídeo que encontrei dizia respeito a 2017, ano da primeira edição do festival que teve como mote exatamente a música que dá nome ao festival.

Achei o vídeo fantástico e por isso partilho hoje aqui. Ora vejam:


No Surrender

Mais alguém gosta da música de Bruce Springsteen assim como eu?

5 de março de 2021

Tarte Tatin

Sendo uma receita da cozinha tradicional francesa, a Tarte Tartin é hoje confecionada em todo o mundo. Tem uma historia sobre a sua origem onde se conta que duas irmãs francesas eram as responsáveis pela cozinha do Hotel Tatin que tinham herdado de seu pai. Caroline e Stéphanie faziam as refeições num dia de muito movimento quando esta última terá reparado que os ingredientes da tarte já estavam na forma, mas que se tinha esquecido de colocar a base. Pensou que poderia tentar remediar a sobremesa e colocou a base sobre o preparado, cozinhando desta maneira a tarte ao contrário.

Quando a serviu, os clientes ficaram deliciados com o resultado e esta tarte caramelizada ganhou rapidamente fama. Foi sendo confecionada um pouco por toda a França até atravessar fronteiras e chegar ás mesas um pouco por todo o lado. 

Partilho convosco a receita que faço e espero que gostem tanto como aqui em casa.



Massa

350 gr de farinha

135 gr manteiga à temperatura ambiente

100 gr de açúcar

50 gr de farinha de amêndoa

1 ovo

Recheio

Água

200 gr de manteiga

8 maçãs

150 gr de açúcar

Caramelo 

200 gr de açúcar

100 gr de manteiga


Comece por fazer a massa.  Misture com os dedos as farinhas, o açúcar e a manteiga, depois de ter uma massa com aspeto areado acrescente o ovo. Misture muito bem e envolva em filme plástico de cozinha. Coloque no frigorífico cerca de 1 hora.

Entretanto retire a casca e as pevides a 8 maçãs de tamanho médio (a qualidade que preferir desde que tenha uma polpa rija, eu prefiro encarnadas). Corte em fatias grossas e coza-as em água com manteiga e açúcar. As maçãs devem ficar macias mas sem se desfazerem. Verifique a quantidade de água, pois esta apenas deve cobrir as maçãs.

Entretanto faça o caramelo: leve ao lume num recipiente anti aderente o açúcar, assim que começar a alourar apague o lume e misture a manteiga.

Unte uma forma (eu prefiro usar a lisa de bolos). Coloque o caramelo e disponha por cima as maçãs já cozinhadas. 

Estenda a massa numa superfície lisa. Não precisa de usar o rolo da massa, bastará estendê-la formando um disco uniforme,  um pouco maior que a forma.

Coloque a massa sobre a camada de maçãs e pressione as bordas da massa para dentro, entre a maçã e as paredes da forma. Por isso é que não é preciso ficar perfeitamente redonda, esta tarte rústica é assim mesmo.

Vai a cozer no forno a 200º cerca de 20 minutos. Quando retirar a tarte para o prato de servir vai perceber que ela escorre um bocadinho, é natural. Serve-se morna, mas fria é igualmente agradável.

Bom apetite

26 de fevereiro de 2021

O Homem que Esqueceu o Passado - Konsalik

Já conhecia o escritor de leituras anteriores mas recentemente adquiri O Homem que Esqueceu o Passado numa edição antiga e é sobre este livro que falo hoje.

O escritor

Heinz Konsalik nasceu na cidade alemã de Colónia em 1921. Frequentou a Universidade onde se formou em medicina por imposição familiar, mas o seu verdadeiro talento era a escrita, tanto que desde muito jovem escrevia regularmente para publicações regionais. Frequentou em paralelo cursos de dramaturgia e literatura, o que lhe permitiu seguir a via literária à qual dedicou toda a sua carreira.

Ainda assim, a medicina esteve muitas vezes presente na sua escrita, bem como cenários de guerra e temas humanitários.  

Faleceu ao 78 anos e deixou um legado de mais de 150 títulos com um volume de vendas de 85 milhões de exemplares em todo o mundo.

O Homem que Esqueceu o Passado, no seu titulo original Der Mann, Der Sein Leben Vergab constitui o romance de estreia de Konsalik e foi publicado pela primeira vez em 1950. Começa por nos apresentar Pieter van Brouken  um homem de família que sofre um revés na sua vida. Em pleno ano de 1923 começamos a acompanhar as peripécias deste cidadão exemplar que se vê envolvido num enredo que o levará a alguns lugares, em viagens cujo objetivo terá que decifrar.

A minha opinião

Para mim, o curioso deste livro é que a personagem principal chegará a Lisboa de navio, o que envolve toda uma descrição de algumas zonas da minha cidade. Mais ou menos realista (até nem posso dizer o contrário) fiquei contente por perceber que Konsalik conheceu Lisboa e reproduz uma parte dela na sua narrativa. Para além disso, Konsalik já daria mostras de conseguir conciliar numa história a intriga, o policial e até a paixão. É um livro que se lê facilmente, não será a obra prima do autor, até porque foi o seu primeiro romance mas já se consegue antever um certo humanismo literário, num estilo que o definirá ao longo da sua carreira.

Já leram algum livro de Konsalik? Qual a opinião que têm deste autor?

19 de fevereiro de 2021

Palácio Nacional da Ajuda

O Palácio Nacional da Ajuda é um palácio real, começado a construir em 1802 e que na verdade nunca foi terminado. O Ministério da Cultura comprometeu-se a finalizar o projeto inicial, que se prevê que ocorra ainda este ano e onde ficará instalado o Museu do Tesouro Real.

Mandado construir por D. José I num estilo neo-clássico, a intenção era funcionar como morada permanente da família real, mas por diversos motivos isso não aconteceu, apenas a partir do reinado de D. Luís I (1833-1889) a corte passaria a estar permanentemente aí instalada. 

Com a queda da monarquia, o Palácio foi encerrado e só viria a ser aberto ao publico como museu em 1968. Numa área funciona a Secretaria de Estado da Cultura e Direção Geral do Património Cultural mas toda a parte utilizada pela família real mantêm-se inalterada, dando ao visitante a perspetiva exata da vivência dessa época, com as zonas mais privadas e as áreas das grandes receções e convívio social.

Acompanhem-me nesta visita. Nas legendas, a itálico aparece o nome oficial dos espaços.






Sala da Música


Quarto de Cama do Rei


Quarto de Cama da Rainha


Sala Verde

Sala de Jantar

Vista do Tejo a partir do Palácio

Sala das Senhoras do Corpo Diplomático

Sala do Trono

Sala dos Grandes Jantares


Espero que tenham gostado desta visita. Deixo algumas informações que vos poderão ser úteis.

Preço do bilhete: 5 euros

Entrada livre para moradores em Portugal: Domingos até às 14h

Morada:

Palácio Nacional da Ajuda, Largo da Ajuda 1349-024 Lisboa

Tel:  +351 213 637 095/213 620 264 

GPS 38° 42' 27.44'' N | 9° 11' 53.23'' W

Por agora o Palácio está encerrado, devido à pandemia e ao confinamento decretado, mas quando isto passar, penso que será uma ótima sugestão para visita. Se sentirem vontade de conhecer mais pormenores cliquem aqui.

14 de fevereiro de 2021

Para ouvir hoje e sempre

Uma parte do mundo celebra a 14 de Fevereiro o dia de São Valentim. E por isso mesmo lembrei-me de deixar aqui uma lista de 10 músicas que, por um motivo ou por outro, considero verdadeiras canções de amor. Talvez não sejam as mais tradicionais, nem as mais expectáveis, mas são músicas de que eu gosto muito e que expressam o amor nas suas mais variáveis formas.

Então aqui vão, sem qualquer ordem em especial:


I Want to Know What Love Is - Foreigner

Os anos 80 deixaram-nos belas músicas. 1984 viu ser editada uma das mais tocadas de todas as épocas.


Field of Gold - Sting

Lançada pela primeira vem em 1993 por Sting, aparece mais tarde em outros álbuns e compilações. Uma das mais belas músicas do cantor.


Time After Time - Cindy Lauper

Lançada em 1983 e escrita pela cantora em parceria com Rob Hyman é decididamente uma das mais belas canções que se escreveram ao longo dos tempos.

"If you're lost you can look and you will find me
Time after time
If you fall, I will catch you, I'll be waiting
Time after time"


Por Quem Não Esqueci - Sétima Legião

Em 1989 o grupo lançava uma das suas músicas mais emblemáticas. Entretanto foram gravadas outras versões, permitindo sempre uma nova interpretação desta música espectacular.


She's in Love With You - Suzy Quatro

Em 1979 e já depois de uma longa carreira, a maior roqueira de todos os tempos (minha opinião, claro) lança esta música que nunca deverá ser esquecida.



Ne Me Quitte Pas - Jacques Brell

Corria o ano de 1961 quando surge uma das mais belas músicas da Chanson Française. Não que eu estivesse cá ainda, mas reconheço que é um pedaço de arte que tem que ser lembrada.


She - Charles Aznavour

Provavelmente a versão mais conhecida é a de Elvis Costello, mas Aznavour gravou esta música muito tempo antes, logo a seguir a ter lançado em 1974 a versão original que se intitulava Tous Les Visages de l'Amour.



Eu Sei Que Vou Te Amar - Tom Jobim e Gal Costa

Em 1958 Vinicius de Morais e Tom Jobim compunham uma das maiores canções do panorama  musical brasileiro. Aqui com Gal Costa, que interpreta este tema de forma magistral.



I Can't Stop Loving You - Ray Charles

Estava-se em 1962 e Ray Charles lançava esta música, uma das muitas que celebrizaram este extraordinário músico. Inesquecível!


The Story - Brandi Carlile

Phil Hanseroth escreveu e B. Carlile deu voz. Foi em 2007 mas parece que foi ontem que esta norte americana cheia de power nos surpreendeu.


E assim termino esta pequena lista de músicas de que gosto especialmente. Muitas outras ficam de fora, mas não queria tornar esta lista demasiado longa. 

Algumas destas é do vosso agrado? Ou existe alguma que gostariam de partilhar? Deixem a vossa opinião na caixa de comentários.


13 de fevereiro de 2021

Bom fim de semana


Porque hoje me apetece deixar uma mensagem de otimismo, lembrei-me desta frase atribuída a Nietzsche: "Nada é tão nosso como os nossos sonhos". Bem precisamos de sonhar, amigos.

Bom fim de semana para todos!
 

10 de fevereiro de 2021

Hoje tenho uma convidada

O post de hoje não foi escrito por mim. Resolvi convidar a Mónica do blog Cozinha com Rosto que assim partilha uma receita que, por diversos fatores, considera especial. Despeço-me desde já e passo a palavra à Mónica Rebelo:


Licor caseiro de abrunhos

Foi no verão passado que, mais uma vez, tive a bela oportunidade de passar por Vila de Rei, aquela vila portuguesa que, pertencendo ao distrito de Castelo Branco, fica geometricamente situada no centro geodésico do nosso país!

E foi assim, paralelamente ao facto de estarmos já nessa altura em tempos de pandemia, que surge a ideia de escrever sobre esse mesmo concelho nas edições 14 e 15 da Revista Digital “P´ra Mesa”, podendo receber atualmente a segunda de forma totalmente gratuita e automática no vosso email, bastando inscrever-se em http://eepurl.com/gdUQnT.

Acrescente-se ainda que, desta forma, também terão o devido acesso a 6 Vouchers de Desconto para utilizarem até 31 de março em serviços e produtos, bem como a Receitas Exclusivas no meu Blog com a senha correta!

Por outro lado, quem é que não se recorda daqueles terríveis incêndios que repetidamente assolam vastas zonas florestais em Portugal, mas também zonas de habitação, tal como o que ocorreu em julho de 2019 precisamente na zona de Vila de Rei, atingindo uma elevada dimensão e perigo iminente para as populações e bens envolvidos?

E agradecendo, desde já, o convite que me foi feito pela própria autora do Blog Coisas de Feltro, para partilhar convosco uma receita do meu Blog Cozinha Com Rosto, agora perguntam-me vocês: mas o que é que toda esta introdução tem afinal a ver com a receita anunciada no título?!

Só mais uma nota importante: para terem aquele exato sabor de que estão à espera logo no primeiro gole de licor de abrunhos, por acaso sabiam que o «preparado» precisa de estar guardado em local seco e escuro por 3 meses no mínimo? Atenção que, no meu caso, essa mesma garrafa acabou por ficar assim durante 4 meses, tendo sido depois como que uma explosão de sabores, entre a acidez do abrunho, o forte aroma do cravinho, o doce do açúcar e o acentuado sabor a anis, logo aquando a primeira prova...


Em primeiro lugar:

"O abrunho (endrina em espanhol) é uma fruta pequena, de casca fina e algo resistente, coberta por uma espécie de pó azulado, e formato ovalado. Tem a polpa verde e muito doce quando maduro, mas com um toque azedo como as frutas cítricas. O tamanho do fruto pode variar um pouco, dependendo do solo onde cresce a planta. Solos mais ricos dão frutos maiores e mais doces, solos mais pobres dão frutos menores e mais ácidos. O Abrunheiro (Prunus spinosa) é um arbusto que pode chegar a 4 metros de altura. É uma espécie silvestre e pode ser encontrada em toda a Europa, Ásia e norte da África.

É rico em vitamina C, e tem baixas calorias. Funciona como um excelente laxante natural, seja consumindo as frutas, seja fazendo uma infusão com as flores secas.

Da mesma família das ameixas e dos pêssegos, pode ser usado na culinária em qualquer preparado onde usaríamos ameixas, como em geléias e sucos por exemplo – desde que bem maduro."

Em segundo lugar:

"Na Espanha, em Navarra, é feito desde o século XIX, em escala comercial, um licor chamado Pacharán, que acabou por tornar-se um licor tradicional na região. Os registros mais antigos do consumo deste licor, no entanto, remontam à Idade Média. O nome é uma versão acastelhanada da palavra basca Patxaran que, por sua vez, deriva da palavra basaran, nome que é dado à fruta neste idioma. Mas os abrunhos utilizados para a preparação do licor são os mais ácidos, pois é a acidez da fruta que dá o sabor especial a este licor."

Ou seja: o facto de estar agora a segurar um copo, preenchido com um pouco desta deliciosa bebida caseira, só porque ainda consegui ir ao encontro de verdadeiros abrunhos, criados sem qualquer tipo de químico ou elemento tóxico, na zona de Vila de Rei, ainda que mais pequenos e pendurados numa árvore em que, infelizmente, parte dela tinha sido completamente devastada pelo calor desse mesmo incêndio, que acabou até por fazer com que, por exemplo, a Praia fluvial de Cardigos fosse evacuada devido à rápida aproximação das chamas, toda esta associação de ideias na minha cabeça fez-me lembrar que temos de pensar em proteger, e a sério, o planeta em que vivemos, caso contrário, ou muito me engano, ou então, as próximas gerações, por mais que tentemos aniquilar os nossos mais profundos pensamentos, apenas sobreviverão!

Só sei que continuam a identificar-se somente grandes desequilíbrios entre gerações, mas para quando uma reflexão mais profunda e acerbada sobre o que é que nós queremos realmente para os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos?!

Bem, já chega destes meus pensamentos exacerbados e desta minha vontade enorme de mudar um pouco a «esfera» onde vivemos, ou não fosse eu também... professora de matemática!

Ora bem, pessoal... vamos à receita?

 
Ingredientes:
  • 750 g de abrunhos
  • 1 l de Licor de Anis
  • 2 paus de canela
  • 40 g de açúcar
  • 2 cravinhos

Confeção:

  1. Lavar os abrunhos, para depois serem colocados numa garrafa de boca larga;
  2. Encher a garrafa com o licor e acrescentar os restantes ingredientes;
  3. Fechar muito bem a garrafa, para logo a seguir ser guardada num local seco e escuro por 3 meses no mínimo, devendo agitar-se a mesma de vez em quando;
  4. Coar o licor de abrunhos, devendo ficar translúcido;

Depois de pronto, servir bem frio à sobremesa.

fonte: https://imaginacaoativa.wordpress.com/2009/03/22/doces-abrunhos/

31 de janeiro de 2021

Danielle Steel - Uma Paixão

A review que trago hoje é de um dos últimos livros que li e que também me deu a conhecer a sua autora cujo nome não me era estranho mas da qual nunca tinha lido nada. 

Danielle Steel nasceu em Nova York em 1947 e curiosamente um dos seus avós era português. Detentora de inúmeros best sellers, é das escritoras atuais que mais vende em todo o mundo, ao todo tem mais de 600 milhões de exemplares distribuídos por 47 países que comprovam a sua popularidade enquanto autora de histórias românticas. 

Confesso que não é o meu género literário de eleição, mas comprei numa banca de livros de edições antigas e pelo baixo preço valeu a pena arriscar num género literário que foge completamente às minhas preferências.


A história

Bill Thripen e  Adrian Toensend moram na mesma zona e trabalham no mesmo edifício onde funcionam os estúdios de televisão. Ele é divorciado e autor de uma série de sucesso, ela tem um casamento que parece de sonho e escreve os noticiários da noite. Com percursos de vida diferentes, vão encontrar-se e estabelecer uma ligação que o leitor vai acompanhar ao longo das páginas.

Foi publicado pela primeira vez em 1991 com o título original Heartbeat e recebeu o nome em Portugal Uma Paixão e no Brasil Vale a Pena Viver.

A minha opinião

É um livro que se lê facilmente, pois tem uma escrita ligeira e constitui um bom entretenimento. Há alturas em que precisamos de uma leitura mais simples e este livro serve o seu propósito. É como aqueles filmes de tarde de domingo que vemos sem grande espectativa, só mesmo para entreter mas que afinal até gostamos de assistir e torcemos pelos protagonistas.

E vocês, já conheciam Danielle Steel? Há algum outro livro da autora que gostariam de recomendar?





 

27 de janeiro de 2021

10 anos de blog


Há exatamente dez anos nascia este blog. Timidamente, começou por ser uma montra do trabalho artesanal que lhe emprestou o nome. Mais tarde com nova cara, foi trilhando o seu caminho, ganhando liberdade e seguindo novos rumos, sempre com a certeza de querer ser livre, de querer ser um lugar de inspiração e de muito boa energia. Ganhou amigos, não ficou só e embora se mantenha um espaço pequenino e aconchegante, não quer parar e pretende juntar mais amigos, pessoas que partilhem os mesmos interesses ou que simplesmente gostem do que por cá encontram. Que levem daqui um sorriso no rosto.

A todos vocês que passam por aqui, o meu muito obrigada. Mesmo que nada digam, a vossa visita é  muito importante e quando vem acompanhada de um comentário sinto ainda um incentivo maior, a vontade de continuar a trazer coisas que gosto, que gostamos todos. 

Sintam-se bem vindos, continuarei a dar o meu melhor.

Cristina



24 de janeiro de 2021

Lousã

A Serra da Lousã está situada mais ou menos no centro de Portugal, faz parte do Sistema Montejunto-Estrela, ocupa parte dos distritos de Leiria e Coimbra e tem uma altitude de 1205 metros. 

Percorrer as suas estradas no inverno é uma experiência maravilhosa. Estava pouco sol e muito frio mas nada que um bom agasalho não permita ultrapassar. A serra parecia dormir com a maioria das árvores despidas e apenas com o verde do musgo e dos pinheiros. Mas cheirava a natureza e o silêncio permitiu aquela conexão boa e libertadora com a serra.



Mesmo no cimo da serra, no Alto de Trevim, o famoso baloiço permite aos viajantes a tão famosa foto "instagramaval". Confesso que também não quis perder o momento, e se é verdade que daquele local se conseguem avistar quilómetros em redor, nesse dia não foi bem assim, já que o nevoeiro não permitia ver para além de uns quantos metros, especialmente neste ponto mais alto da serra.




Também é na Serra da Lousã que podemos encontrar algumas das aldeias pertencentes à grande rota turística designada como Aldeias de Xisto. Dela fazem parte 27 aldeias que, pelas suas características de construção estão abrangidas por um programa que pretende preservar e divulgar este património nacional. Talvez um dia eu possa falar de todas as aldeias em específico mas hoje fico-me pelas três por onde passei.

Começo pela aldeia de Candal. Apenas parámos na estrada e não cheguei mesmo a entrar. Dizem que é muito visitada no verão. Claro que nesta altura está tudo mais calmo.

Passei também pela aldeia da Cerdeira. Como curiosidade, estas placas que estão à entrada de cada aldeia de Xisto permitem ao visitante identificar melhor o local. Passeando um pouco, temos um espaço pitoresco e muito acolhedor onde a arte tem também o seu lugar. No verão é comum artistas mais ligados às artes plásticas passarem pela aldeia.


E por último, a aldeia de Casal de S. Simão. Fácil de percorrer, até porque é conhecida como a aldeia de uma só rua, o que não deixa de ser interessante pois apesar disso tem um pequeno hotel integrado na paisagem. Que dizer? É simplesmente maravilhosa e, tal como as anteriores, cada casa é de uma beleza desconcertante. Parece saída de um filme medieval. com as suas casas típicas muito bem conservadas. 


Daqui consegue-se ver parte do famoso passadiço das Fragas de S. Simão que ficam do outro lado do vale.



Sei que a Serra da Lousã tem muito mais para ver, talvez numa outra oportunidade mas assim de repente consegui sentir um pouco desta serra maravilhosa que tem tanto para descobrir. Própria para amantes da natureza, pessoas que vão para apreciar o que de mais belo e selvagem existe no nosso país, sempre com respeito pela natureza e pelo silêncio destes lugares extraordinários. A preservação também passa pelo conhecimento, só assim se pode amar e respeitar e é tão bom pensar que ainda existem assim lugares que convidam à meditação e à entrega.


22 de janeiro de 2021

Convite

Olá a todos. Já falei noutras ocasiões do blog Cozinha com Rosto, e desta vez fui convidada para apresentar uma das minhas receitas. Sugeri o semifrio de maracujá que partilhei convosco há algum tempo.
Eu sei que têm a receita aqui no blog mas se quiserem seguir Cozinha com Rosto, terão acesso a muitas outras receitas e podem até subscrever uma revista digital gratuita que vos dará acesso a vouchers de desconto em produtos e serviços. Fica o link para a página de facebook onde está tudo explicado.