19 de outubro de 2018

Coimbra é uma lição...

Passar por Coimbra e ficar por lá meia dúzia de horas não permite ver a cidade na sua total dimensão. É um lugar riquíssimo do ponto de vista histórico e cultural e merece uma visita demorada, mas foi a possível desta vez e gostaria de mostrar um pouco daquilo que vi.
 
Praticamente todas as cidades com uma história antiga são banhadas por um rio e este caso não é excepção. O rio Mondego nasce na Serra da Estrela e atravessa Coimbra, tornando-se num dos pontos de referência obrigatórios. É verdadeiramente inspirador passear nas suas margens. Existem espaços de lazer, cafés e toda uma envolvência pensada para o visitante ou morador passar uma horas tranquilo.
 


Coimbra

Coimbra

Logo ao lado, a espreitar o rio, encontra-se o Hotel Astória. Projetado na primeira década do século passado pelo arquiteto Adães Bermudes e juntamento com o edifício do Banco de Portugal, constituem as maiores representações de Arte Nova em Coimbra.
 
Coimbra
Edifício do Hotel Astória
Os dois edifícios avistam-se em conjunto a partir do Largo da Portagem, a principal praça da cidade. Noutros tempos, este espaço era uma zona de cobrança de impostos sobre as mercadorias que vinham do sul.

Coimbra
Largo da Portagem
Daqui parte-se para a zona mais movimentada da cidade, cheia de lojas e turistas. É incrível como em determinadas ruas pouco se ouve falar português, tantas nacionalidades que andam por ali. Definitivamente o turismo está mesmo em alta em Portugal.

cidade

Coimbra

Coimbra

Coimbra ergue-se a partir de uma colina e por isso para chegar ao seu lugar mais emblemático é necessário subir a cidade, percorrer ruas estreitas das quais partem escadinhas de acesso. Lá em cima a paisagem permite ver todo o casario tendo o rio como pano de fundo.

Coimbra
 
E é aqui que encontramos um dos maiores ex-libris da cidade: a Universidade de Coimbra.
 
Criada a 1 de Março de 1290 pelo rei D. Dinis por assinatura de documento real em Leiria, passou por um largo período de tempo onde decisões políticas a fizeram deslocar-se alternadamente entre Lisboa e Coimbra.  
 
Definitivamente instalada no ano de 1537, viria a ocupar o então chamado Paço Real da Alcáçova alterando o nome para Paço das Escolas. Mais tarde, e devido ao acréscimo de faculdades, estas tiveram que alargar o seu território para edifícios construídos ali à volta.
 
Coimbra
À esquerda, a famosa Torre da Universidade de Coimbra

Coimbra
 
 
Coimbra
Fachada principal
Pormenor da fachada do edifício principal
Coimbra
Pátio interior

Coimbra

Com uma forte ligação à Universidade de Coimbra existe ainda o Penedo da Saudade, um lugar especial onde através de placas que vão sendo ali colocadas são relembrados cursos, turmas e tudo o que esteja relacionado com a vida académica.

Coimbra


Coimbra
Penedo da Saudade
Muito mais haveria para visitar em Coimbra, mas ficará para uma próxima oportunidade. Por aí, tenho leitores de Coimbra? O que é que podem acrescentar? Contem-me quais os lugares que, para além dos mais conhecidos, qualquer visitante não pode mesmo perder, aqueles pequenos sítios encantadores para quem não conhece. Fico à espera das vossas sugestões.

10 de outubro de 2018

Tarte de feijão e côco

Mais uma receita  com um sabor bem caseirinho para vos deliciar. Pode levantar uma certa dúvida quando se pensa em feijão e açúcar na mesma receita mas quem conhece e gosta de pasteis de feijão vai adorar. Quem não conhece vai ficar com curiosidade... acertei?

doçaria

doçaria

doçaria
 
 
Ingredientes:

1 base de massa folhada
400 gr de feijão branco cozido (frasco de compra)
150 gr de côco ralado
350 gr de açúcar
80 gr de farinha de trigo
100 gr margarina
5 ovos grandes
açúcar para polvilhar
 
 
Reduzir o feijão a puré. Num recipiente fundo ir colocando os ingredientes, misturando tudo com a ajuda da batedeira. Convém colocar os ovos um a um entre cada novo ingrediente para se tornar mais fácil obter uma massa homogénea. Pode também usar a vara de arames e bater tudo manualmente com vigor.
 
Forrar uma tarteira de fundo amovível com a massa folhada, picar o fundo e colocar a mistura que se acabou de preparar. Levar ao forno médio (175º) pré-aquecido, durante cerca de 30 minutos. Costumo chamar a atenção para o pormenor de que os fornos são todos diferentes, por isso a cozedura não leva exactamente o mesmo tempo em todos.
 
Polvilhar com açúcar e desenformar depois de frio.
 
 
Bom apetite

6 de outubro de 2018

Estoril Classics Week

Realiza-se por estes dias um evento para quem gosta de veículos motorizados aliada à paixão por modelos antigos. Trata-se do Estoril Classics Week e tem, a par da exposição de verdadeiras preciosidades do mundo das quatro rodas com concurso de elegância inclusivé, provas de competição no Autódromo do Estoril onde se incluem provas de motociclismo com modelos vintage. 
 
Hoje passei pelos jardins do Casino Estoril para ver estes veículos e realmente não dá para ficar indiferente a tanta beleza. Tirei fotografias a vários modelos em exposição e selecionei algumas para vos mostrar.
 
Automóveis antigos
Ford Mustang


Automóveis antigos
Bugatti


Automóveis antigos
Bugatti

Automóveis antigos
Ford V8 de 1935

Automóveis antigos
MG fabricado nos anos 30 com o compressor em exibição

Automóveis antigos


Automóveis antigos
Corvette modelo fabricado algures entre o final da década de 50 e o inicio dos anos 60 do século XX

Automóveis antigos
Aston Martin (sim, o modelo do 007)

Automóveis antigos


Automóveis antigos
Zona reservada a vários modelos de Aston Martin.

Automóveis antigos

De entre tantos modelos lindos, houve um que me chamou de imediato a atenção: este Ford Fairlane 500. É tão, mas tão magnífico que não parei de o fotografar. E passei por ele várias vezes, para ver melhor. Simplesmente irresistível.

Automóveis antigos

Automóveis antigos

Automóveis antigos

Automóveis antigos
 
Não sei se consigo explicar, mas este modelo faz completamente o meu imaginário. Parece saído de um filme antigo de Hollywood. O Ford Fairlane foi fabricado entre 1955 e 1971, por isso não posso precisar a data deste menino, mas é completamente "hollywoodesco".
 
O evento termina amanhã 7 de Outubro, e por isso se estiverem por perto podem sempre aparecer.
 
E vocês, assim pelas fotos, qual escolheriam se tivessem oportunidade de dar uma voltinha?





2 de outubro de 2018

Um grande parque urbano em Lisboa

O post de hoje é sobre um parque urbano de 26 hectares que só agora verdadeiramente descobri (sabia que existia mas nunca tinha lá ido) e que quero partilhar com vocês. Lisboa é uma cidade cheia de recantos, curiosidades e sítios lindos para visitar. Mas existem lugares que nem sempre estiveram abertos ao público e que só há relativamente poucos anos o seu acesso incondicional é permitido.
 
Desde 2005 que Lisboa conta com espaço de lazer enorme, resultado da junção de quintas muito antigas. Ali na zona do Lumiar, na parte Alta da cidade, existe um parque formado pela Quinta das Conchas e  pela Quinta dos Lilases. É um espaço maravilhoso de gestão camarária e que constitui um exemplo de perfeita união entre a natureza e a cidade, uma vez que por ali se podem observar inúmeras espécies de pássaros e de árvores numa partilha com todas as famílias que disfrutam de um sossego e de uma paz difíceis de encontrar numa grande cidade.
 
O parque tem várias entradas e, começando pela Quinta das Conchas, a surpresa é enorme pela sua tranquilidade, numa área imensa servida por café com esplanada que até tem espreguiçadeiras, num verdadeiro convite ao repouso, existindo também um pequeno edifício com área de exposições. Ali tudo é muito verde, o lago estava nesse dia com dois patos que se deixaram fotografar sem ligar muito à presença humana. As pessoas estavam por lá, em mantas no chão ou mesmo sentados na relva a ler. Mais ao lado numa área com arvoredo, pequenos grupos faziam festas de aniversário e até reparei em dois baby shower e num chá de revelação. Mas tudo sem grandes alaridos, respeitando o sossego dos outros.

Parque urbano

Parque urbano

Parque urbano

Parque urbano

Parque urbano

Continuando no parque e ao fundo da Quinta das Conchas (lado norte) separada por um muro com passagem, temos a Quinta dos Lilases.
É um espaço diferente em estado mais natural, por assim dizer, lembrando um pequeno bosque. Por ali estão dispersos aparelhos de exercício e um outro lago acolhedor. O cheiro a natureza é permanente e repousante.

Parque urbano

Parque urbano

Parque urbano

Parque urbano

Parque urbano

É ou não um sitio lindo dentro da cidade? Quem conhece certamente se revê no que aqui escrevo, quem não conhece penso que ficará curioso em visitar. Como referi, tem várias entradas, estando a principal situada na Alameda das Linhas de Torres, no Lumiar, em Lisboa. Tem telefone de contacto:  21-759 45 16.
 
Aproveitem e passem uma tarde tranquila...


 

28 de setembro de 2018

Pudim de leite sem forno

Esta é mais uma daquelas receitas super simples para quem quer uma sobremesa fácil de fazer e com poucos ingredientes. O "pudim" é rápido, apenas tem que ser feito com algumas horas de antecedência, pois terá que solidificar no frigorífico. Mas até essa tarefa pode ser facilitada se o colocar no congelador. Não mais do que uma hora, para não congelar realmente.
 
Na verdade não é exactamente um pudim, pois não leva ovos nem é cozinhado, mas constitui uma óptima alternativa, por exemplo, em tempo de férias.


Pudim sem forno

 
Vamos à receita:
 
1 lata de leite condensado
2 embalagens de natas (total 400 ml)
1 chávena de leite
5 folhas de gelatina neutra
açúcar
água
 
Comece por fazer a calda, tal como num pudim tradicional: o açúcar vai ao lume até ganhar cor de caramelo e depois é colocado numa forma de pudim não muito grande.
 
Entretanto, hidrate a gelatina num pouco de água e de seguida dissolva-a no leite morno. Agora é só colocar isto num copo misturador, juntamente com as natas e o leite condensado. Bata tudo de imediato na velocidade máxima.
 
De seguida coloque na forma caramelizada e leve ao frigorífico, de preferência de um dia para o outro. Desenforme e saboreie.
 
E é tudo, espero que façam e que depois digam como ficou!
Bom apetite!

24 de setembro de 2018

Praia das Avencas

A linha de Cascais é conhecida pelas suas praias bastantes diversificadas. Umas têm largos areais e convidam ao descanso, outras à pratica de actividades marítimas, como o surf. Mas há uma diferente pela sua biodiversidade marinha. Refiro-me à Praias das Avencas que desde meados deste ano ganhou a classificação de Área Marinha Protegida das Avencas.
 
É uma pequena praia localizada entre a Bafureira e a Parede, com uma zona de plataforma rochosa e com uma fauna e flora únicas, sendo por isso interdita à pesca e a diversas outras actividades que possam pôr em perigo esta estabilidade por vezes precária. Esta praia também serve de estudo e investigação para diversos cursos em áreas ligadas à vida marítima.
 
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Mas claro que não é por isso que deixa de ser uma óptima praia para uns mergulhos. É vigiada durante a época balnear e tem até um bar de apoio. As suas águas são cristalinas e o cheiro a maresia uma constante.

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E agora que o Outono chegou, que outra forma temos para não ficarmos cheios de saudades dos dias quentes de Verão? Prolongando os dias enquanto se pode, que a chuva e o frio chegarão mas até lá aproveita-se o calor.

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Por curiosidade, quer ver a praia em tempo real? Espreite aqui.