22 de outubro de 2021

Mil Folhas gigante

Em Portugal penso que não há ninguém que não conheça o Mil Folhas, esse célebre bolo de massa folhada que se vende em qualquer pastelaria por todo o país. Bastante doce, toda a gente já comeu, pelo menos uma vez na vida ...

Pois bem, recriei-o em tamanho gigante, não ficou perfeitinho mas estava bastante saboroso. Bom para festas, desperta aquele "uau" pois parece que ficámos de repente pequenos...



Aqui vai a receita:

   2 folhas de massa folhada retangular

recheio:

   4 ovos

   3 colheres (sopa) de maizena

   150 de água

   100 de açúcar

   20 g de açúcar baunilhado

cobertura:

   300g de açúcar de pasteleiro

   3 colheres (sopa) de chocolate em pó

Levar a massa folhada ao forno pré-aquecido a 170º. Devem ficar douradas em 10 minutos, no entanto, convém vigiar pois depende sempre do forno. Deixar arrefecer numa superfície lisa enquanto se faz o recheio.

Levar a água e o açúcar ao lume para fazer uma calda muito ligeira, deixar arrefecer um pouco. Enquanto isso, batem-se os ovos com a maizena. Essa mistura deverá ser depois vertida na calda e mexida com agilidade. Vai depois ao lume, de preferência em banho-maria. Esta operação tem que ser feita com muito cuidado, mexendo sempre para não ganhar grumos. Quando estiver cozinhado, retirar do lume e bater energicamente com a batedeira na potência máxima. Isto irá tornar o creme mais fofo.

Colocar a primeira folha de massa folhada e sobre esta, o recheio de creme de ovos quase frio. Colocar a restante massa folhada. Um truque consiste em voltar para baixo esta placa para ficar com a superfície do mil folhas mais regular. Por acaso, desta vez esqueci-me de fazer isso.  

E já podemos preparar a cobertura: fazer uma pasta com o açúcar de pasteleiro e uma gotas de água. Convém ir colocando gota a gota e mexendo sempre até ter uma consistência de "betume" que se distribui uniformemente sobre o bolo. Deixar secar e preparar o chocolate. Pode utilizar mesmo chocolate instantâneo e, uma vez mais, apenas algumas gotas para deixar o chocolate humedecido mas consistente. Com a ajuda de um saco pasteleiro traçam-se uma riscas sobre a camada de açúcar e depois com a ajuda de um palito ou um cabo de colher, traçam-se umas riscas no sentido diagonal, o que vai fazer dar o aspeto "repuxado" tão característico neste bolo.

Depois é só deixar umas horas no frigorífico para ser servido bem fresquinho.

Bom apetite


Dica: Como neste caso não tinha um prato com o tamanho suficiente, abri uma caixa de cereais e forrei com o papel de estanho que se usa em culinária. Ficou óptimo para ir à mesa.


19 de outubro de 2021

Versões musicais

Muitas músicas que passam ou passaram recentemente na rádio já foram também grandes êxitos anteriormente. A verdade é que os originais têm sempre aquela força e sabor a nostalgia, mas há recriações que vão muito para além do simples cover e são abordagens musicais muito bem conseguidas.

Eis alguns exemplos:

A Little Respect

Erasure - 1988

Silence 4 - 1998

You Don't Own Me

Lesley Gore - 1963

Saygrace - 2015


The Sound of Silence

Simon &Garfunkel - 1964

Disturbed - 2015

Heart of Glass

Blondie - 1979

Miley Cyrus - 2020


Fernando

ABBA - 1975

Cher - 2018

O que pensam sobre isto? Há mais algumas que gostariam de acrescentar?


12 de outubro de 2021

Vila Nova de Milfontes

Praia, sol e calor. É isso que nos vem à memória quando pensamos em Vila Nova de Milfontes. Esta pequena povoação na foz do rio Mira, pertence ao concelho de Odemira, distrito de Beja e encontra-se inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina mas nem sempre foi sinónimo de férias e dias de descanso. 

Existem indícios de ocupação que remontam à idade do ferro e dadas as características geográficas da região, com a formação de um porto natural, muitos foram os povos que ali se instalaram, inclusivamente gregos e romanos. Com a queda do império romano, mais uma vez a região assistiu à chegada de povos que sucessivamente tomavam conta do lugar. Vila Nova de Milfontes, ainda sem ter esta denominação que chegaria em 1512, pertenceu ao Reino Visigótico, a um Califado e por fim, passou a integrar o território português.


Vista geral a partir da outra margem

Vila Nova de Milfontes é hoje um local essencialmente turístico, onde muitas pessoas têm casa de férias e onde a oferta hoteleira e gastronómica é cada vez maior. Dependendo da vontade, é possível ir a banhos tanto do lado do mar, como no rio e temos aquela sensação boa de estarmos no Alentejo, com sol e campos sem fim mas também com praias maravilhosas para descontrair.

Sigam-me nesta incursão pela localidade.

Praia de Vila Nova de Milfontes

"Arcanjo" uma escultura de Aureliano de Aguiar

Jardim público

O mítico cinema Girassol um dos mais antigos do país ainda em funcionamento. É de enaltecer o esforço para apresentar bons filmes numa época em que o digital faz tanta concorrência. 


Vila Nova de Milfontes

E numa das ruas mais movimentadas, cheia de lojinhas, deparo-me com esta preciosidade. Uma decoração bem imaginativa a que não se consegue ficar indiferente.



A sua posição privilegiada e os fáceis acessos permitiram estabelecer trocas comerciais por via marítima e durante muitos anos foi necessário proceder à sua proteção, daí ainda hoje existir o Forte de S. Clemente com acesso direto ao rio.

Vila Nova de Milfontes

Vila Nova de Milfontes

Rio Mira

Rio Mira

Já que estamos aqui vale a pena percorrer cerca de 3 Km para norte para visitar o Portinho do Canal, pequeno porto de pesca rodeado de arribas de onde a vista é espetacular.
 
Vila Nova de Milfontes

Vila Nova de Milfontes

Vila Nova de Milfontes

Não é por acaso que Vila Nova de Milfontes é chamada a Princesa do Alentejo. Na verdade, nunca conheci ninguém que ficasse indiferente a esta bela localidade onde os dias são mais azuis, libertos e tranquilos. Tem o cheiro da maresia mas também o aroma dos campos do Alentejo. Tem aquela tranquilidade tão boa seja de verão ou de inverno. Tem tanto que só por lá passando podemos descobrir.

Venham daí...


8 de outubro de 2021

Tag - Irmandade das Blogueiras

E não é que fui nomeada para responder a mais uma TAG? Desta vez chama-se Irmandade das Blogueiras e como acho carinhoso da parte de quem se lembra de mim, vou então responder. O "culpado" foi o Emerson Garcia do blog Jovem Jornalista.

Regras para esta TAG

1 - Agradecer a quem te nomeou

2 - Responder às 10 perguntas propostas pelo blog que te nomeou

3 - Nomear 10 bloggers para responderem a esta TAG

4 - Criar 10 perguntas para os nomeados responderem


Vamos lá então:

1. Se você pudesse ser definido por um meme, qual seria?

    Sabem aquele meme da menina a olhar desconfiada e incrédula? Seria por aí... 

2. Se você pudesse ser definido por um emoji, qual seria?

    Aquele com óculos de sol... só observando...

3. Como você definiria o seu blog numa frase?

    Um bom lugar para fazer uma visita e descontrair um pouco.

4. Fale sobre um mico que você cometeu que foi marcante para a sua vida.

    Assim de repente não me lembro, contam as quedas que já dei na via publica e onde fico a rir de vergonha?

5. Qual foi a coisa que você printou para guardar ou mostrar a alguém que te deu mais "vergonha alheia"?

    Não me lembro mesmo de guardar prints, não faço por norma.

6. Deixar de fazer algo ou morrer fazendo?

    Eu até costumo ter noção de quando devo parar. Está respondido.

7. Qual foi a lição mais preciosa que a pandemia te deixou? Porquê?

    Que a vida imita a arte. O mundo parar e todos ficarem fechados em casa parece coisa de argumento de filme.

8. Diga sua relação com o blog "Jovem Jornalista" em uma frase.

   Um blog onde volto sempre.

9. Qual é o post preferido do seu blog? Porquê?

   Não tenho post preferido, mas posso dizer que o post mais lido de sempre continua a ser o da receita de bolo de abóbora. Vai-se lá saber por quê.

10. Cite algo que você faz que considerava difícil, mas você foi lá e fez.

     Usar a máquina de costura. Achava difícil, sentia insegurança e levou tempo até ter o à-vontade que tenho hoje.


Agora que já respondi, vamos então às perguntinhas difíceis (mentira, não são nada):

1 - Ontem ganhou um primeiro prémio (Euro milhões ou algo assim). O que está a fazer hoje?

2 - Qual é o hábito que tem e que mais gostaria de perder?

3 - "Amigo do meu amigo, meu amigo é" - Verdade ou mentira?

4 - Quando foi a última vez que fez algo que sempre disse que jamais faria?

5 - Já se arrependeu de algum gesto de bondade que teve, por perceber que a pessoa afinal não merecia?

6 - Qual a mentira piedosa que contou para não magoar alguém?

7 - O melhor amigo/amiga liga às nove da noite para convidar para aquele programinha imperdível  hoje mesmo, mas já está de pijama e pantufas. Corre para se arranjar?

8 - Apanhou a sua melhor amiga numa mentira. Confronta-a?

9 - O telefone toca, mas não vai a tempo de atender. Liga de volta ou aguarda que liguem de novo?

10 - Qual é aquela música que nunca se cansará de ouvir?


E quem irei nomear agora? Tcharan... 


Os nomeados já sabem, pensem em 10 novas perguntas e continuem a TAG. Vamos mexer com essa internet e fazer os blogs interagirem. Como digo sempre, escolho os nomeados com base na minha própria perceção, arriscando imaginar quais os que gostariam de participar nisto. Apenas!


1 de outubro de 2021

Piscina de Chocolate

Hoje é para verdadeiros amantes de chocolate. A Piscina de Chocolate é feita na forma ballerine, que já usei para fazer a tarte com morangos. Podem ver aqui. 

Esta é daquelas receitas mesmo para apreciadores, em que cada dentada é uma imersão num universo chocolateiro onde uma base de bolo de chocolate se mistura com a fluidez do creme macio e aromático, formando uma combinação de texturas completamente irresistível.

receita de sobremesa

Receita de sobremesa

Base 

2 ovos 

1 colher (sopa) de açúcar baunilhado

3 colheres (sopa) de óleo

150 g de farinha com fermento

150 g de açúcar

5 colheres(sopa) de leite

5 colheres (sopa) de chocolate em pó

 Cobertura

100 g de chocolate preto 

200 g de natas

um pouco de leite

1 colher  (sopa) de maizena

Bater os ovos com o açúcar até ficar uma espuma esbranquiçada e acrescentar todos os outros ingredientes que fazem parte desta base, misturando com a vara de arames.

Vai ao forno a 170º cerca de 20 minutos. Desenformar e deixar arrefecer.

Entretanto desfazer a maizena no leite e levar ao lume com as natas e o chocolate. Deve cozinhar em lume muito brando ou em banho-Maria. Nesta receita e contrariamente ao usual, em que uso chocolate de culinária, usei uma tablete de chocolate negro mas daquele que é mesmo para consumo direto.

Deixar arrefecer e colocar sobre o bolo. Querendo, pode enfeitar com raspa de chocolate.

Bom apetite!

25 de setembro de 2021

Beja

É uma cidade a sul de Portugal, onde o verão é mais longo e as noites mais quentes. No último post falei de um espaço de lazer recente ao largo de Beja, hoje falo-vos da cidade, capital do distrito com o mesmo nome, o único em toda a extensão do Baixo Alentejo.

Baixo Alentejo
Vista geral da cidade, a partir do castelo

Supõe-se que o povoado, enquanto aglomerado populacional  distinto, terá sido fundada em 400 A.C. por uma ramificação do povo Celta. Por ali passaram também cartagineses contudo, com a chegada dos romanos, a cidade adquiriu uma importância nunca vista até então. Designaram-na como  Pax Julia e fizeram-na crescer. Com a queda do império romano no ocidente, a sua importância  viria a perder-se um pouco, apesar de povos como os Alanos, Suevos e Visigodos tomarem sucessivamente posse da cidade até esta ser conquistada pelos árabes que viriam a mudar-lhe o nome para algo semelhante a Beja (com uma pronunciação muito própria). Os cristãos ocupariam em definitivo a cidade a partir de 1162 mas Beja demoraria ainda alguns anos para receber foral. Este chegou no ano de 1524, tornando Beja, de novo, grandiosa.

Para hoje selecionei algumas fotografias que tirei recentemente, são só algumas mas espero que agucem a vossa curiosidade. 

Começo pelas fotografias do castelo. Este tem a particularidade de ficar ao nível do casario. Muitas vezes vemos castelos no alto de montes mas neste caso não. As casas estendem-se ao redor e para termos uma vista mais folgada, o ideal será subirmos à torre de menagem do castelo. A entrada é grátis e vale bem a visita. Conseguimos ter uma perspetiva geral tanto da cidade como do castelo propriamente dito.

Alentejo

Castelo de Beja
Torre de Menagem

Alentejo

Alentejo

Alentejo

Alentejo

Alentejo

Alentejo

Alentejo

Alentejo

Terminada a visita, ainda há muito para ver. O melhor é caminhar pelas típicas ruas estreitas e partir à descoberta. Será fácil encontrar a Igreja de Santa Maria, com a característica Torre do Relógio.

Alentejo

Alentejo
Igreja e Torre do Relógio

Alentejo

Muitos mais haveria para conhecer mas não se pode fazer tudo de uma vez... resta-nos visitar o Jardim Público de Beja e descansar um pouco depois da longa caminhada porque nisto de visitar monumentos, ficamos sempre com os pés doridos de tanto subir e descer.

Alentejo

Alentejo

Espero que tenham ficado com vontade de visitar a cidade, talvez muitos já conheçam mas é sempre bom relembrar.

Para terem uma ideia mais pormenorizada acerca do tanto que há para ver na região, podem clicar aqui e irão encontrar mais sugestões de monumentos para conhecer.

Vão sem pressa, há muito para descobrir.


22 de setembro de 2021

Parque Fluvial de Cinco Reis

A cerca de sete quilómetros de Beja, em pleno Baixo Alentejo foi inaugurada em Julho de 2020 aquela que promete ser a grande atração da cidade. É um parque fluvial pensado para toda a família, onde não falta uma zona de serviço de refeições com esplanada, parque infantil, balneários, circuito de manutenção e até um posto para observação de aves. Tudo devidamente certificado e com vigilância de nadadores-salvadores na zona de banhos durante toda a época balnear.
A Praia Fluvial de Cinco Reis fica assim inserida no Parque com o mesmo nome, as suas águas provêm da Barragem do Alqueva que ainda fica longe mas que são trazidas para aqui através de um sistema de canais e condutas.

Beja

Beja

Beja

Beja

Beja

Beja

Estive lá nas férias e realmente dá gosto passar umas horas entre o areal, uma ida ao bar, uns mergulhos nas águas mornas e um passeio nas vias pedonais que se afastam um pouco da zona de banhos e permitem uma imersão na natureza. Reparei que foram plantadas árvores a toda a volta, agora ainda estão pequenas mas quando crescerem irão proporcionar sombra refrescante em dias de maior calor. Existe ainda uma área na entrada para deixar o carro, tudo com muita organização para permitir desfrutar do parque com o máximo de condições.

O único senão é a estrada para chegar ao parque pois não está nas melhores condições, como se ainda fosse levar alcatrão no futuro.

Por isso já sabem... se forem para aqueles lados façam uma visita ao Parque de Cinco Reis. Se estiver calor deixem-se refrescar naquelas águas apetecíveis, se estiver mais fresco, aproveitem e sintam a natureza, o silêncio bom e a tranquilidade do Alentejo.

Coordenadas GPS 38.009944, -7.938417 ou 38°00’35.8″N 7°56’18.3″W

18 de setembro de 2021

Park Avenue 79

Acabei recentemente um livro de um autor que li pela primeira vez. Trata-se de Harold Robbins e já há algum tempo que sentia curiosidade pela sua escrita. Adquiri Uma Mulher Park Avenue 79 numa banquinha de feira, que visito regularmente e onde se podem comprar livros antigos, tanto em segunda mão, como edições que já não se comercializam nas livrarias. Fico sempre feliz com estes achados e neste caso é uma edição de 1968.

Harold Robbins nasceu em Nova Iorque em 1916 e viria a falecer em 1997 na Califórnia. De origens humildes, a sua habilidade para os negócios fê-lo crescer e, no meio de algumas vicissitudes onde perdeu tudo, chegou a Hollywood e a partir de um emprego modesto renasceria e tornar-se-ia um importante executor nos estúdios da Universal.

Da observação e vivências passadas encontrou material para se dedicar em simultâneo à escrita, e o seu sucesso enquanto escritor permitiu até ver algumas obras passarem para o cinema. Este mesmo livro foi adaptado à televisão em 1977 numa minissérie de três episódios... espreitei no youtube assim que terminei de ler, mas achei que não tinha nada a ver e não aguentei nem 5 minutos.

H. Robbins publicou mais de 20 títulos, traduzidos em 32 idiomas e neste momento as vendas já ultrapassaram os 750 milhões de exemplares em todo o mundo.

Harold Robbins

A História

O livro começa quando Mike Keyes, promotor público, é designado para representar o Estado em tribunal, numa acusação contra Maryann Flood que está indiciada como responsável pela empresa de acompanhantes de luxo que se auto-intitula de agência de modelos. O problema é que Mike conhece a ré desde os tempos em que eram pouco mais que duas crianças nos bairros pobres de Nova Iorque, e essas lembranças vão acompanhar o desenrolar de toda a ação. A história não é contada de uma forma linear: vai oscilando entre a narrativa na primeira pessoa, quando os factos são atuais e intercala com as memórias que são narradas como acontecimento visto de fora, numa exploração de factos que vai fazer o leitor compreender toda a trama envolvente.

A minha opinião

É um livro que se lê rapidamente e que prende a atenção do principio ao fim. A diferenciação entre a atualidade e o passado é bem marcada e permite uma leitura fluída. Tem policias, gangsters, prostitutas e tribunal. É também uma história sobre opções de vida e as suas inevitáveis consequências.

No original tem o título de 79 Park Avenue e foi publicado pela primeira vez em 1955. Em Portugal recebeu o nome de Uma Mulher Park Avenue 79 e mais recentemente 79 Park Avenue Agência de Modelos. No Brasil foi editado com o mesmo título do original:  79 Park Avenue.

Sem dúvida que vou querer ler mais títulos do autor, e vocês, já leram algum livro de Harold Robbins?

14 de setembro de 2021

Eu vi um sapo

Lembra aquela canção infantil e é o membro mais jovem da família Tilda Friends. Agora foi a vez deste sapinho se juntar à coleção e como postei primeiro na página de FB, foi logo adotado, mas posso sempre fazer mais irmãozinhos.



São 48cm de charme, todo ele em tecido de algodão macio e enchimento antialérgico, preparado para muitas aventuras.

E por hoje é isto que vos queria mostrar. Gostaram?


10 de setembro de 2021

Hand Color

Na publicação de hoje trago uma marca artesanal que já conheço há alguns anos, da qual sou cliente e que gostaria que vocês conhecessem também. 

A Hand Color é uma marca portuguesa, artesanal e familiar. Talvez pelo nome não se perceba imediatamente, mas assim ditou a sua ambição em ultrapassar fronteiras. Produz jóias artesanais, como se pode ler no próprio site e conta já com três lojas onde comercializam também muitas outras peças de artesanato.

Estive recentemente na loja situada num edifício rustico mesmo no centro de Mértola onde adquiri um bonito colar da coleção Calçada Portuguesa, uma peça cheia de referências culturais.

Falei um pouco com a senhora que me atendeu e pedi licença para tirar algumas fotografias.


Reparem no colar que adquiri, da coleção Calçada Portuguesa:


Ainda hoje tenho a primeira peça que comprei lá na lojinha: um anel que já foi muito a banhos nas férias e ainda conserva as suas cores originais.



As outras peças já ofereci mas na altura nem pensei em fotografar.

E é isto, se ficaram com curiosidade em conhecer melhor a Hand Color, vão até ao site ou passem pelas lojas em Cabanas de Tavira, Mértola ou Vila Nova de Milfontes. Estão no sul de Portugal ou à distância de um click, como queiram, e têm página de FB e Instagram.

E por hoje é isto, ressalvo que não tenho qualquer vínculo comercial com a marca, apenas gosto de mostrar o que de bom de faz no meu país pois acredito na pequena produção local e na aquisição de bens e serviços numa troca justa e sustentável.


4 de setembro de 2021

Odeleite, uma surpresa bem escondida na serra

Quando falamos no Algarve, logo nos vem à mente praias maravilhosas com extensos areais, um pôr-do-sol único e aquele peixe e marisco tão apreciados na região. Mas o Algarve tem ainda mais para nos oferecer. Quando percorremos o interior do sotavento algarvio vamos encontrar verdadeiras preciosidades que o tempo não apagou. 

Hoje mostro-vos uma visita que fiz à aldeia de Odeleite, uma freguesia pertencente ao município de Castro Marim e que está situada numa pequena encosta que termina na margem da Ribeira de Odeleite, um afluente do rio Guadiana. Por este facto sempre houve muito movimento na aldeia, pois era lá que se reuniam as matérias primas colhidas na região, amêndoas, alfarroba, azeitona e os cestos de cana produzidos nessa zona e que eram vendidos longe dali. Tudo isto seguia rio acima numa época em que os rios eram a melhor via de circulação.

Organizei algumas fotografias e espero que fiquem encantados, como eu fiquei. Começamos por apreciar a vista panorâmica da aldeia, antes de estacionar e percorrer as ruas, atentos aos pormenores das suas casas.

Vista panorâmica de Odeleite

À esquerda, uma chaminé tipicamente algarvia

A torre da igreja matriz

Serra algarvia

Um pormenor curioso: por toda a aldeia vemos esculturas em metal. São da autoria de Carlos de Oliveira Correia e representam figuras ligadas à terra. 

Carlos de Oliveira Correia

Ribeira de Odeleite
Ribeira de Odeleite

Quem quiser ficar a saber tudo sobre o passado desta aldeia tão importante na região não pode perder uma visita à Casa de Odeleite. Fica aqui o link para uma observação mais pormenorizada. 


Uma surpresa: encontrar uma "biblioteca comunitária" na via publica. Uma caixa com livros onde quem quer pode ir buscar para ler e se possível, deixar alguns livros para partilha.



Vista panorâmica


A tarde já vai longa e se retomarmos ao IC27 passaremos mais adiante pela Barragem de Odeleite. Com uma vista imperdível e uma serenidade que pede para voltarmos.


Espero que tenham gostado desta pequena tour por uma aldeia emblemática da serra algarvia. Se forem para aqueles lados, não percam a oportunidade de conhecer o interior da região.  Acredito que irão ficar encantados, como eu fiquei, já que passo pela estrada principal todos os anos e nunca tinha entrado na aldeia. Vale bem a visita, são uma horas bem passadas a descobrir o "outro lado" do Algarve.

Para não se perderem, ficam então as coordenadas:

                                                                           GPS:  37° 20' 04" N 7° 29' 16" O