23 de fevereiro de 2026

Museu de Lisboa - O Teatro Romano

Lisboa é uma cidade com muitas historias para contar. Muito antiga, por aqui já passaram muitos povos e diferentes culturas tendo cada uma deixado marcas, que em alguns casos ainda estão em parte por descobrir. No sentido de mostrar a todos os interessados o tanto que a cidade representa, foi criado o Museu de Lisboa. Distribuído por cinco polos em diferentes locais da cidade, o visitante tem oportunidade de compreender melhor toda a estrutura, do ponto de vista histórico e também socio-cultural.

E é sobre o polo que engloba o antigo teatro romano, que o meu post de hoje incide. Situado na Rua de S. Mamede resulta da descoberta de um teatro do século I da nossa Era, altura em que grande parte da Península Ibérica pertencia ao Império Romano, tendo Lisboa recebido o nome de Felicitas Julia Olisipo.

Este polo divide-se em duas áreas distintas; uma que é o espaço arqueológico propriamente dito e outra cuja exposição ocupa dois edifícios em frente e onde temos oportunidade de ver achados arqueológicos de várias épocas distintas e também uma perspetiva histórica do espaço envolvente.

Venham daí!

A nossa caminhada começa na zona da Baixa de Lisboa de onde partimos, atravessando o bairro da Mouraria no sentido ascendente.







Avistamos o Castelo um pouco mais acima, mas o nosso destino leva-nos até à Rua de S. Mamede e às escavações que puseram a descoberto parte do Teatro Romano que na sua época seria imponente, com espaço para 4.000 pessoas.







Daqui passamos para os edifícios do outro lado da rua, onde comecei a visita pelo primeiro andar. É um espaço muito bem aproveitado, com janelas e vista sobre o rio, permitindo circular à volta da sala térrea e ter uma perspetiva diferente do material exposto. Este espólio resulta das escavações no local e são peças de várias épocas deixadas sucessivamente por quem habitou nesta zona da cidade.














Se ficaram com curiosidade vejam aqui mais informação sobre o polo do Teatro Romano e aqui sobre as coleções de todo o museu em geral.

Foi o primeiro polo que visitei até à data, mas espero vir a conhecer todos os outros. Para já convido-vos a visitar o Museu de Lisboa e a conhecer um pouco mais a história desta cidade.

5 de fevereiro de 2026

A Paciente Silenciosa - review

É um livro que já li há algum tempo, estava na lista para fazer aqui a review, e hoje aconteceu. Foi o livro de estreia do seu autor, Alex Michaelides, nascido no Chipre em 1977, filho de pai grego e mãe inglesa. Formou-se em Literatura Inglesa pela Trinity College, em Cambridge e fez o mestrado em Escrita de Argumentos Para Filmes no American Film Institute em Los Angeles. Actualmente vive em Londres

O Livro

A Paciente Silenciosa, no original The Silent Patient foi lançado em 2019 e neste momento já se encontra editado em 50 países, tendo vendido até à data mais de seis milhões de exemplares em todo o mundo.

Este triller psicológico conta a história de Alicia Berenson, uma pintora famosa que mata o marido com cinco tiros. A partir daí não volta a falar, sendo internada sob prisão num hospital psiquiátrico de Londres. Este caso torna-se muito conhecido, não só por ter sido praticado por uma pintora famosa, mas também pelo facto dela nunca mais ter falado e não se perceber qual a situação que teria levado Alicia a disparar. Por outro lado existe Theo Faber um profissional na área da psiquiatria forense que pretende desvendar este mistério e movido pelo interesse científico tudo fará para conseguir ter êxito no seu propósito.

A Minha Opinião

Para quem gosta do género, não pode mesmo deixar de ler este livro. Tem uma escrita muito dinâmica, lê-se rapidamente e nem falta um plot twist surpreendente. Sem duvida que aconselho, se calhar ate há aqui que já tenha lido este livro e possa acrescentar algo mais. Fiquem a vontade para comentar.



29 de janeiro de 2026

A Fábrica da Nata

Se, tal como eu, não resistem a um bom pastel de nata, vão ficar encantados com esta pastelaria. Já tinha ouvido falar da Fábrica da Nata mas nunca tinha entrado em nenhuma destas lojas e quis o acaso que fosse conhecer a da Rua Augusta, em Lisboa.

Os pastéis de nata são deliciosos e o espaço é magnífico. Tem a loja onde o cliente pode ver os pastéis a serem confecionados e no primeiro andar uma sala muito bem decorada, com vista para a rua. Nas paredes, fotografias antigas testemunham uma cidade cheia de história e grandes painéis em azulejo relembram as caravelas que partiam do Tejo e deixavam Lisboa, rumo a paragens longínquas.








Uma experiência a repetir sem dúvida, agora fiquei com vontade de conhecer as outras lojas. Existem três em Lisboa, duas no Porto e uma em Sintra. Talvez lá passe um dia destes.

Morada
Rua Augusta nº 275 A
1100-052 Lisboa
Horário: diariamente das 08:00 às 23:00Segunda a Domingo – 8h às

17 de janeiro de 2026

O castelo de Alcanede

Alcanede é uma pequena vila, sede de freguesia e pertencente ao município de Santarém. Nesta localidade teria existido um castro pré-histórico e na zona do castelo uma fortificação romana, mais tarde tomada pelos mouros e passada para o domínio português aquando da conquista da localidade pelas tropas de D. Afonso Henriques.

Entre perdas e reconquistas D. Sancho tomaria definitivamente posse de toda a região, integrando-a no reino português e ficando a Ordem da Calatrava responsável pela fortificação que entretanto já havia sido ampliada. Mais tarde, no reinado de D. Dinis (1279-1325), novas melhorias e ampliações tiveram lugar, executadas pela Ordem de Avis, a quem foram entretanto entregues as chaves do castelo. 

Com o passar dos anos a importância estratégica do local foi-se perdendo e o castelo ficou ao abandono, tendo sido recuperado no seculo XX ao ser designado como Imóvel de Interesse Público.















É um castelo pequeno comparativamente a outros, mas mantem uma imponência e beleza dignas de apreciação. Se estiverem por perto, não deixem de fazer uma visita. 

Coordenadas geográficas: 39º 25' 02º N, 8º 49' 17º O




11 de janeiro de 2026

Uma Família Quase Normal - review

A primeira leitura deste ano é do autor sueco Mattias Edvardsson que conta já com três livros publicados. Entretanto a Netflix adaptou este livro e lançou uma mini série mas eu nem sabia da sua existência.



O Livro

Publicado originalmente em 2018 e dois anos depois em Portugal, Uma Família Quase Normal conta a história de Stella, uma jovem de 18 anos que é acusada de matar Christoffer, um empresário de 32 anos, com quem mantinha um relacionamento um tanto ou quanto encoberto.
Stella vive numa pequena cidade onde a sua família é bem conhecida: a mãe é advogada e o pai é padre da Igreja Sueca (o que nós podemos chamar de Pastor).
O maior desejo dos pais é manter uma família bem estruturada aos olhos da comunidade mas tudo isso é posto em causa quando a filha está prestes a ser condenada por um crime que eles recusam a acreditar que ela tenha cometido.
A obra está dividida em três partes, cada uma contada por um deles e a visão dos acontecimentos apenas nos deixa mais intrigados, sem saber realmente o que terá acontecido. Paralelamente a isso vamos conhecendo os anseios de cada membro e descobrindo um pouco o que cada um viveu até ao momento, inclusivamente o início do namoro dos pais, os seus objetivos e anseios.

A Minha Opinião

O livro está muito bem escrito, e embora seja bastante volumoso, lê-se rapidamente. Gostei bastante da construção das personagens, com as várias camadas que entretanto vamos descobrindo. Stella consegue ser irritante, mas também a conseguimos compreender umas páginas à frente, mostrando que nem tudo é preto ou branco, o mesmo acontecendo com as restantes personagens que nos despertam sentimentos ambíguos.
O autor sabe como nos transportar para dentro da narrativa, descrevendo pequenos gestos e detalhes que conferem ao texto toda uma envolvência a que não ficamos indiferentes.

Confesso que estou cada vez mais fã dos policiais nórdicos e este não é exceção.

27 de dezembro de 2025

Palmela

Numa região habitada desde os tempos do Neolítico superior e por onde passaram povos tão diversos como os celtas, romanos e árabes, Palmela foi palco de lutas e conquistas, tendo sido integrada no território português numa primeira fase por D. Afonso Henriques em 1147 e mais tarde voltando ao reino português depois de perdida por um breve período para o califado que dominava a região quando os limites do território nacional não estavam ainda definidos como atualmente. Seria D. Sancho I em 1201 que fixaria a região de Palmela como pertença do reino português.

Dada a sua localização estratégica, Palmela foi durante muito tempo uma zona de elevada importância a todos os níveis contudo, com o passar dos anos e consequente paz estabelecida a nível nacional, Palmela deixou de ser considerada um ponto estratégico fundamental para garantir a defesa do território. 

Hoje, é sede de município dentro do distrito de Setúbal, sendo uma vila agradável, onde se destaca o castelo que se eleva a cerca de 235 metros acima do nível do mar, o que permite uma vista de 380 graus em redor. Por incrível que pareça, do cimo do castelo conseguimos avistar de um lado a península de Troia e do outro o estuário do Tejo, tudo sem sair do mesmo lugar. Venham daí.





Depois de entrar no castelo começa uma viagem no tempo, cada recanto conta uma história 

Ruínas da Igreja de Santa Maria



Praça das Armas


Do cimo do castelo avista-se a Península de Tróia



Ainda do cimo do castelo, mas no lado oposto vemos ao longe o rio Tejo

Do lado esquerdo, podemos ver a Serra de Sintra a quilómetros de distância




Casa Capelo- antiga residência do governador da Fortaleza do Castelo

Igreja de Santiago

Interior da igreja

De volta à vila temos belos exemplos de arquitetura mesmo no centro de Palmela.

Biblioteca municipal de Palmela

Capela de São João Baptista


Espero que tenham ficado com vontade de visitar Palmela e se quiserem conhecer mais pormenores têm aqui o link onde terão acesso a toda a informação.

 Até breve.