3 de maio de 2026
A Mãe
29 de abril de 2026
Programa Estou Aqui
O que é?
Já anteriormente tinha falado da pulseira "Estou Aqui" da PSP. É uma pulseira que aquando do lançamento foi pensada para colocar nas crianças no verão, por causa daquelas situações em que se perdem dos pais, principalmente na praia. O sistema foi alargado, podendo a pulseira ser solicitada a partir do início de cada ano e logo que esteja disponível será entregue e colocada no pulso. Destina-se a crianças com idades compreendidas entre os 2 e os 15 anos.
Como funciona?
A pulseira tem um código e esse código encontra-se inserido numa base de dados à qual apenas os agentes da autoridade têm acesso. Caso a criança se perca e levada à presença de um agente, este lerá o código e terá acesso à informação onde consta o nome dos responsáveis pela criança. Não é uma pulseira com dispositivo de rastreamento nem GPS.
O sucesso foi tal que mais recentemente foi lançado um programa Estou Aqui - adultos. Foi pensado para uso de pessoas que, "em função da idade ou de patologia, possam ficar desorientadas ou inconscientes na via pública". À semelhança da pulseira para crianças, terá um código ao qual o agente tem acesso e que permitirá contactar os familiares e assim prestar auxilio à pessoa necessitada.
Para mais informações, deixo o link onde poderão esclarecer todas as dúvidas ou solicitar as pulseiras.
Estou Aqui - crianças
Estou Aqui - adultos
24 de abril de 2026
Vale de Meios - no rasto dos dinossauros
Foi num dia de muito calor e sem estar à espera, que soubemos que próximo do local onde nos encontrávamos havia vestígios de trilhos de dinossauro do Jurássico Médio (cerca de 168 milhões de anos). Ali, em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, na freguesia de Alcanede e a 1 km da pequena povoação de Pé da Pedreira, onde anteriormente chegaram a existir três pedreiras, encontramos a jazida de pegadas de dinossauro de Vale de Meios.
Estas pegadas foram deixadas numa época em que o mar estava próximo do local e naquele território existia uma laguna, um lugar de águas mornas e baixas, com solo calcário e lamacento. Ali habitariam grandes Terópodes - uma subordem de dinossauros que se deslocavam nas patas traseiras. Pelas pegadas deixadas conclui-se que alguns seriam tridáctilos, ou seja, possuíam três dedos nos membros inferiores, sobre os quais se deslocavam. As pegadas medem entre 50 e 70 cm o que dá para perceber a envergadura destes dinossauros e os trilhos percorridos.
Vale de Meios foi identificado como uma das mais importantes jazidas da Península Ibérica, um geossitio cujo património geológico permite compreender melhor estes grandes animais pré-históricos.
Por ser um local com uma importância tão grande, achei-o um pouco abandonado. Há ali imensas possibilidades e seria interessante haver um centro de interpretação que permitisse ao visitante compreender melhor toda a estrutura envolvente. É sem dúvida um espaço a preservar.
17 de abril de 2026
Esquecidos - a receita
Provenientes da Beira Baixa, os Esquecidos fazem parte da gastronomia típica da região. São fáceis de fazer e ficam deliciosos a acompanhar um chá ou um café a meio da tarde.
Ingredientes:
Bater os ovos com o açúcar até ficar uma massa esbranquiçada. Adicionar a farinha e mexer com a vara de arames. Querendo, acrescentar umas gotinhas de sumo de limão. Deixar a massa descansar uns 10 minutos à temperatura ambiente.
Forrar o tabuleiro com papel vegetal e untar ligeiramente, eu uso spray para formas de bolo que se compra no supermercado.
Deitar colheradas pequenas de massa, deixando um espaço entre elas, uma vez que a massa irá espalhar-se um pouco durante a cozedura. Vai ao forno pré-aquecido a 180º durante 10 minutos.
Nota: de tão fáceis, apenas é necessário ter atenção ao tempo que levam no forno, pois 10 minutos a 180º são suficientes. Dá para fazer vários tabuleiros em simultâneo e deixá-los mais ou menos morenos, conforme a altura do tabuleiro ou a distância a que fica do de cima. Rendeu cerca de 30 unidades.
5 de abril de 2026
Páscoa feliz
28 de março de 2026
Beja II
Começamos pela Sé Catedral de Beja. Na origem desta catedral terá estado uma igreja medieval mas a mesma teria sido destruída para dar origem à Sé inaugurada no sec. XVI e que terá passado por obras de melhoramento e requalificação.
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| Sé Catedral |
Não longe dali, temos o Hospital Grande de Nossa Senhora da Piedade, mandado construir por D. Fernando para receber peregrinos e doentes. Dessa estrutura original já pouco resta, destacando-se a portaria em estilo gótico e manuelino. Foi entregue à Santa Casa da Misericórdia, que faz a sua gestão.
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| Interior da Capela |
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| Câmara Municipal de Beja |
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| Igreja da Misericórdia. |
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| Igreja de Santo Amaro |
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| Núcleo Visigótico |
Não me posso esquecer de referir o castelo, mas como já o visitei anteriormente e aqui deixei um post, não me irei alongar.
E mais um pulinho, estamos no parque na cidade. Claro que nem tudo se fez a pé, mas essencialmente foi um passeio descontraído, e chegados ao parque podemos sentir a paz e tranquilidade de uma área bem preservada e um excelente espaço de lazer.
19 de março de 2026
Pai
Pai é proteção e abrigo. É carinho e segurança.
E o meu é também um caso de muita paciência. Depois de uma vida de trabalho veio a reforma e como não é de ficar parado, lá arranjou uma (de entre muitas outras) formas de se entreter. Começou por construir manualmente pequenas casinhas regionais. Transformou a curiosidade em paixão, aperfeiçoando a arte e construindo cada vez com maior complexidade, recorrendo a materiais diversos que ele testa e explora, numa busca constante pela perfeição. Muniu-se também de ferramentas mais adequadas que lhe permitem uma maior minucia e excelência nos acabamentos, não perdendo contudo o caracter artesanal dos seus projetos.
Distribui pelos amigos e conhecidos, envia para longe, apenas pelo prazer de entregar um pouco da sua arte e do seu tempo.
As peças que fotografei são as mais simples, das primeiras que experimentou mas que significam exatamente o início de algo que descobriu já depois de ter deixado para trás uma vida de trabalho que em nada tinha a ver com modelagem.
E sendo hoje Dia do Pai e também do Artesão, lembrei-me que poderia vir a propósito deixar aqui uma sincera homenagem.
Abraços a todos os pais que estão aí desse lado.
28 de fevereiro de 2026
A Ilha - Review
Victoria Hislop é uma escritora britânica, nascida em 1959 e formada em inglês pela Universidade de Oxford. Casada e com dois filhos, Victoria tem já editados uma série de livros e contos, cuja maioria tem como cenário a Grécia e as várias ilhas circundantes.
O amor pela Grécia e o contributo para uma melhor compreensão da sua cultura levou mesmo a que lhe fosse concedida a cidadania grega.
O Livro
Este seu primeiro romance A Ilha, publicado em 2005 com o título original "The Island" decorre, como não poderia deixar de ser, na Grécia, mais concretamente na localidade de Spinalonga, uma pequena ilha ao largo de Creta que foi durante largos anos uma colónia de leprosos, um lugar para onde eram enviadas as pessoas com lepra, mantendo-as assim afastadas das suas familias e isoladas do mundo. Quem era enviado para lá sabia que mais tarde ou mais cedo iria ali falecer, numa altura em que a doença não tinha cura e era altamente estigmatizante.
A história começa quando Alexis Fielding parte para a Grécia para tentar resgatar o seu passado e encontrar respostas sobre a mãe, que não chegou a conhecer verdadeiramente. Este será o ponto de partida para o leitor acompanhar Sofia Petrakis, a mãe de Alexis, numa jornada de luta e resiliência, marcada por episódios comoventes numa época que não deve ficar esquecida.
A Minha Opinião
Muito bem escrito, este romance transporta-nos para uma realidade diferente daquela a que associamos as ilhas gregas. É um livro marcante que, para uma pessoa curiosa como eu, despertou a vontade de pesquisar um pouco sobre o tema, o que tornou a experiência de leitura ainda mais enriquecedora.
Por tudo isto, aconselho este livro. É o primeiro que leio de Victoria Hislop mas acredito que não será o último.
23 de fevereiro de 2026
Museu de Lisboa - O Teatro Romano
Lisboa é uma cidade com muitas historias para contar. Muito antiga, por aqui já passaram muitos povos e diferentes culturas tendo cada uma deixado marcas, que em alguns casos ainda estão em parte por descobrir. No sentido de mostrar a todos os interessados o tanto que a cidade representa, foi criado o Museu de Lisboa. Distribuído por cinco polos em diferentes locais da cidade, o visitante tem oportunidade de compreender melhor toda a estrutura, do ponto de vista histórico e também socio-cultural.
E é sobre o polo que engloba o antigo teatro romano, que o meu post de hoje incide. Situado na Rua de S. Mamede resulta da descoberta de um teatro do século I da nossa Era, altura em que grande parte da Península Ibérica pertencia ao Império Romano, tendo Lisboa recebido o nome de Felicitas Julia Olisipo.
Este polo divide-se em duas áreas distintas; uma que é o espaço arqueológico propriamente dito e outra cuja exposição ocupa dois edifícios em frente e onde temos oportunidade de ver achados arqueológicos de várias épocas distintas e também uma perspetiva histórica do espaço envolvente.
Venham daí!
A nossa caminhada começa na zona da Baixa de Lisboa de onde partimos, atravessando o bairro da Mouraria no sentido ascendente.
Avistamos o Castelo um pouco mais acima, mas o nosso destino leva-nos até à Rua de S. Mamede e às escavações que puseram a descoberto parte do Teatro Romano que na sua época seria imponente, com espaço para 4.000 pessoas.
Daqui passamos para os edifícios do outro lado da rua, onde comecei a visita pelo primeiro andar. É um espaço muito bem aproveitado, com janelas e vista sobre o rio, permitindo circular à volta da sala térrea e ter uma perspetiva diferente do material exposto. Este espólio resulta das escavações no local e são peças de várias épocas deixadas sucessivamente por quem habitou nesta zona da cidade.
Se ficaram com curiosidade vejam aqui mais informação sobre o polo do Teatro Romano e aqui sobre as coleções de todo o museu em geral.
Foi o primeiro polo que visitei até à data, mas espero vir a conhecer todos os outros. Para já convido-vos a visitar o Museu de Lisboa e a conhecer um pouco melhor a história desta cidade.

































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