8 de janeiro de 2025

Viseu

Situada na divisão entre o norte e o centro do país, esta cidade é hoje um centro dinâmico, um lugar cheio de história mas também moderna e agradável. É sede de distrito e estrategicamente edificada numa região por onde passavam estradas importantes que ligariam os principais pontos da Península Ibérica a ocidente. O nome mais antigo que se conhece seria Vissaium, a partir do qual as várias declinações dariam origem ao nome atual: Viseu.

A origem da cidade perde-se na memória dos tempos. Da idade do ferro e do cobre conhecem-se vestígios, viriam depois os romanos, os visigodos e seria disputada pelos mouros, vindo a ser palco de lutas pela sua posse, antes mesmo de integrar o Condado Portucalense. Está também associada a Viriato, um herói Lusitano que lutou pela independência da região face aos romanos no século II A.C.

É uma cidade que já conheci há muitos anos mas onde tive oportunidade de voltar no ano passado, e desta vez tentar descobrir o máximo possível. Foi muito bom e deixo aqui um pequeno apontamento desta visita. Na zona histórica podemos encontrar a Igreja da Misericórdia de Viseu e a Sé Catedral. Duas belíssimas obras arquitetónicas que não se pode mesmo deixar de visitar. Estão próximas e ali está também instalado o museu mas por ser segunda-feira encontrava-se fechado.


Igreja da Misericórdia de Viseu - séc XVIII

Igreja da Misericórdia de Viseu

Do lado de lá da praça, mesmo em frente, temos a Sé Catedral de Viseu, foi bom entrar e conhecer um pouco da sua história. Sabe-se que teria sido edificada no séc. XII sobre os vestígios de uma construção românica, tendo posteriormente vindo a ser acrescentada, como era habitual.


Sé Catedral de Viseu



Nave principal.


Por ali e ainda na zona histórica temos edifícios de habitação antigos e a cada passo algo nos surpreende e encanta.


Fonte das Três Bicas

Chafariz do Largo Pintor Gata

A zona antiga estava protegida pelas muralhas das quais ainda restam uma boa parte. Conta-se que estas muralhas teriam sete portas, restando atualmente duas e sendo uma delas a Porta do Soar.

Porta do Soar

Estátua de D. Duarte







E é assim, depois de muito caminhar a pé neste verdadeiro museu a céu aberto, que nos deslocamos mais para a cidade onde avenidas largas e modernas convivem com pontos históricos e pequenos tesouros que podemos descobrir por toda a cidade.

Igreja de S. Francisco


Não consigo transmitir aqui toda a beleza de Viseu. Visitei num dia tranquilo de inverno em que as temperaturas não estavam muito baixas e pude ver uma cidade moderna mas cheia de história onde apetece voltar sempre.

Não sei se já conheciam, mas aconselho vivamente uma visita, vão ficar encantados com toda a região.

Para mais informações consulte: visitviseu

24 de dezembro de 2024

FelIz Natal

Olá a todos!

Tenho andado mais afastada do blog por falta de tempo, mas não queria passar esta época sem deixar uma mensagem para todos aqueles que regularmente me acompanham. 

Para todos, os meus votos de um Feliz Natal, com muita saúde e conforto e que dele guardem memórias que vos aqueça o coração o ano inteiro.

Deixo o meu postal como de costume, que este ano é de um dos muitos Pais Natal que tenho vindo a fazer.

Abraço caloroso a todos!

Feliz Natal

12 de outubro de 2024

Ermida da Nossa Senhora de Aracelis

Local de devoção e romarias, é um daqueles tesouros do Alentejo de que poucos ouvem falar mas que faz parte da riqueza histórica da região. Situada na divisão dos concelhos de Castro Verde e Mértola, as respetivas freguesias - S. Marcos da Ataboeira e Corte Pequena - contribuem para a manutenção e elaboração das festas em honra da Nossa Senhora de Arcelis, nome atribuído pela Ordem de Santiago, que, provavelmente em finais do séc. XVI terá erguido a capela num local que já servira de torre de vigia em épocas anteriores, de ocupação romana e moura. A capela terá sido remodelada entretanto, mantendo a sua identidade e simplicidade que tanto cativa todos os que a conhecem. 

O nome Aracelis deriva de uma expressão latina Ara Coelis, que significa "Altar do Céu", em referência à altitude considerável que permite vislumbrar a paisagem em redor.

Cheguei lá num fim de tarde com uma luz maravilhosa e fiz este registo que aqui deixo.

Visão geral da Ermida

A entrada



A simplicidade do interior da capelinha

A entrada vista do pátio interior


A outra passagem que dá para a planície



Do adro da capela avistam-se quilómetros de planície alentejana


Diz-se que esta capelinha tem seis irmãs (que em dias de céu limpo as consegue avistar), numa clara alusão às outras capelas que fariam parte do percurso romeiro de outros tempos. São elas, para além da Capela de N. Srª de Aracelis,  a de N. Srª dos Remédios em Alcaria, a da Cola em Ourique, a da N. Srª do Castelo em Aljustrel, a N. Srª de Guadalupe em Serpa, a da N. Srº da Saúde em Castro Marim e a da N. Srª da Piedade em Loulé.

Espero que tenham gostado desta incursão a um daqueles lugar onde apetece estar e ficar em silêncio, apenas comtemplando a paisagem. É um local de oração e respeito e é acima de tudo um lugar de meditação e muita paz.

7 de outubro de 2024

Não Adormeças - review

Terminei de o ler ontem à noite e hoje apeteceu-me vir já fazer a review. Foi a estreia de Liz Lawler como escritora e não poderia ter começado da melhor maneira. Inglesa, oriunda de uma família numerosa de catorze irmãos, trabalhou vinte anos como enfermeira, mais tarde como gerente de hotel e dado o êxito que os seus livros estão a ter (pena que este é o único traduzido para português até ao momento), parece ser definitivamente esta a profissão que irá abraçar daqui para a frente.


O Livro

No original Don't Wake Up, foi editado em 2018 e recebeu o nome de Não Adormeças (sim, parece estranho). Nele vamos conhecer Alex Taylor, uma médica que desperta num bloco cirúrgico, cujo médico tem com ela uma conversa pouco profissional.

Sentindo-se imobilizada, não consegue perceber como teria ido ali parar e quando mais tarde é encontrada na via publica debaixo de uns troncos caídos, a sua história é posta em causa por colegas e até pelo namorado, uma vez que não tem qualquer marca física que comprove o que insiste em contar. 

Alex começa a compreender que pode estar a enfrentar alucinações, até porque traz consigo as memórias de um trauma anterior. E enquanto a dúvida se instala, outro caso suspeito irá surgir, para colocar em causa as suas dúvidas, a dos colegas e a da própria polícia.

A Minha Opinião

Foi para mim uma agradável surpresa. A leitura de Não adormeças revelou-se rápida, compulsiva e até mesmo aquelas partes da narrativa mais impressionantes vieram trazer ainda mais entusiamo à história. De lembrar que a escritora é enfermeira e a narrativa se passa em grande parte num ambiente hospitalar e sendo um triller é de prever algumas descrições bastante gráficas, o que nem todos poderão suportar. 

Com esta advertência posso garantir que o livro é um bom entretenimento, daí o aconselhar a quem gosta do estilo.

28 de setembro de 2024

Manta de retalhos

Um projeto que levou bastante tempo a concluir, e é fácil explicar porquê: a ideia era aproveitar as calças que se iam rasgando aqui por casa e não serviam para mais nada, Acho que foram anos a guardar material e quando vi que tinha o suficiente, calculei o tamanho adequado de cada quadrado com vista a aproveitar o máximo de tecido. Para dar um aspeto uniforme fiz o alinhamento no chão da sala e depois costurei os quadrados até obter tiras que posteriormente costurei entre si. A parte de baixo da manta é de tecido de algodão comprado para esse propósito, daí ter escolhido um padrão a condizer. Não foi fácil costurar os quadrados e depois unir tudo ao pano inferior, pois alguns tecidos tinham elasticidade e outros não, o que não é aconselhável se queremos um trabalho uniforme, mas seria para nós e não me importei com as imperfeições. 

Acabei a manta mesmo a tempo de a levar este ano para férias, e deu bastante jeito para colocar no chão.





Devia ter fotografado todo o processo mas na verdade não o fiz, este foi um trabalho moroso e nem pensei que poderia mostrá-lo posteriormente.



O que acham, gostaram do resultado? É uma forma de reaproveitar o que já não teria uso.

16 de setembro de 2024

Monsaraz

Aldeia medieval que encanta aqueles que a conhecem, Monsaraz é um local que todos deveriam visitar pelo menos uma vez na vida. Já lá fui duas e o sentimento é sempre o mesmo .Depois de percorrermos uma estrada junto ao Alqueva, e de avistarmos ao longe a colina de onde Monsaraz reina, somos enviados para um lugar parado algures no tempo. Esta aldeia medieval é cercada por muralhas e o acesso ao seu interior é feito através de uma das várias entradas, depois de deixarmos o automóvel num dos parques exteriores gratuitos.

Monsaraz durante muitos anos serviu de ponto de vigia para defesa da fronteira portuguesa, após ter sido conquistada aos mouros em 1167 pelas tropas de Geraldo Sem Pavor, tendo recebido a sua primeira carta de foral em Janeiro de 1276, concedida por D. Afonso III. Hoje é sede de freguesia e pertence ao concelho de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora e vive essencialmente do turismo, tendo sido inclusivamente eleita vencedora em 2017 na categoria Aldeias-Monumento no concurso "7 Maravilhas de Portugal" - Aldeias.

Pouco mais posso acrescentar, preferindo mais uma vez convidá-los a ver algumas fotos que tirei, num registo que fica sempre aquém, perante a grandiosidade do lugar.

Monumento de Homenagem ao Cante Alentejano



Uma das entradas em Monsaraz, através da muralha












Existe ainda um museu, onde se dá a conhecer grande parte da história de Monsaraz, desde os movimentos da Inquisição, à antiga judiaria, passando pela zona megalítica existente a uns quilómetros fora do povoado. Também temos oportunidade de ver uma reprodução à escala de toda a área ocupada pelas muralhas que envolvem a aldeia, junto a um painel explicativo.


A área ocupada pelas muralhas com painel explicativo.


Uma última foto que tirei numa loja de produtos regionais e vinícolas, ou não estivéssemos numa zona do país onde se produzem alguns dos mais conceituados vinhos com castas específicas adaptadas ao solo e calor da região.


E assim termino esta necessariamente breve mostra sobre Monsaraz, espero que tenham gostado. Quem já visitou com certeza reconhece algumas imagens, quem ainda não visitou acredito que tenha ficado com vontade de o fazer. O que dizem?