12 de agosto de 2018

Fui à feira

Para quem não sabe, a Fiartil é a feira de artesanato mais antiga de Portugal. Começou em 1963 comemorando portanto este ano a sua 55ª edição. Está instalada no Estoril e conta com uma serie de pontos de venda de artesanato e locais de restauração. Todos os dias o palco recebe artistas de vários géneros musicais. Uns dias é fado, noutros música regional, mas também tem tido musica revivalista e até sonoridades mais urbanas.
 
Fui lá durante a semana. Estava um vento frio e talvez por isso tudo estava mais calmo, mas não deixou de ser interessante, com muitas barraquinhas para visitar, comida boa e música a criar um ambiente muito agradável.



Pão com chouriço, bifanas, sopa de peixe... muito bom.



Uma curiosidade: reparem na representação de Amália toda em crochet. Havia mais imagens espalhadas pela feira.




Até 9 de Setembro ainda têm oportunidade de visitar a Fiartil. Todas as semanas sai um cartaz com os artistas convidados e as barraquinhas de artesanato também se vão revezando. Na página de facebook está toda a informação.
 
Quem sabe um dia ainda alugo um espacinho na feira para Coisas de Feltro? Um daqueles sonhos que vão aguardando a vez para serem realizados... 


7 de agosto de 2018

Aura Festival

E mais uma vez o Aura Festival teve lugar em Sintra. Foi a 4ª edição e foram noites em que a vila se vestiu de luz e onde instalações de vários artistas puderam ser apreciadas. Em pleno verão é sempre bom percorrer a vila e assistir ao movimento de pessoas que chegam de vários locais e aderem com alegria a estas iniciativas. O centro de Sintra e as ruas periféricas ganham uma nova vida, as esplanadas estão cheias e a cor da noite ganha novos contornos. Deixo aqui algumas fotos, não é fácil fotografar à noite, mesmo com tripé e no meio da multidão. Mas aqui estão:

Projeções sobre as fachadas


 
O Castelo dos Mouros avista-se ao longe
 

Mais algumas instalações nas ruas



Por curiosidade, uma imagem do jardim próximo do museu  Museu Anjos Teixeira, na Volta do Duche.
 

Sobre o Palácio da Vila estava continuamente a ser projectado um vídeo mapping.
 


Luz e cor em movimento
 


Recordem aqui a edição do ano passado.

Então, o que acharam? Alguém que lá tenha estado nesta ou em edições anteriores que queira acrescentar mais alguma coisa? Comentem...

6 de agosto de 2018

Experiências culinárias

Ando sempre a inventar na cozinha, pois penso que fazer sempre a mesma coisa da mesma maneira se torna um bocado rotineiro. Já basta ter que cozinhar todos os dias, se não inventar um pouco, torna-se bastante aborrecido.
Assim, fiz umas experiências em dias diferentes que hoje aproveito para vos mostrar. Basicamente, inspirei-me numa semana promocional de um supermercado e trouxe umas coisinhas com as quais testei umas receitas.
 
Não diferem muito na confecção, por isso tentei reunir num só texto o modo de preparação. Separei apenas os ingredientes aos quais juntei a fotografia do prato. Aqui estão:

 
Massa chinesa com algas

 

1 pacote de algas desidratadas
massa chinesa de ovos
2 ovos
1 cebola
1 cenoura
pimenta
molho de soja
gordura para fritar



Massa chinesa com cogumelos e bambu
 
 
 
1 pacote de cogumelos chineses desidratados
1 frasco de rebentos de bambu
massa chinesa de ovos
2 ovos
1 cebola
pimenta
molho de soja
gordura para fritar
 
 
Confecção
 
Pré preparar os elementos desidratados (algas/cogumelos), seguindo as instruções do pacote. Por norma, serão 30 minutos em água fria até hidratarem e depois deixar escorrer a água (eu deixo ficar dentro do passador).
A massa chinesa, que geralmente vem em pacotes com três unidades dever ser escaldada seguindo as instruções da embalagem. Nesta receita usei apenas duas porções.
Cortar a cebola em rodelas fininhas e, no caso da primeira receita, as cenouras em tirinhas finas.
 
Saltear numa frigideira estilo wok. Abrir os ovos e mexer vigorosamente, a ideia é ficarem com um ar "desfiados". Adicionar as algas/os cogumelos e o bambu escorridos, incorporar bem e colocar a massa. No caso da segunda receita, colocar as delícias do mar. Temperar com o molho de soja e com a pimenta.
 
Envolver tudo e servir.
 
Eu gosto de acompanhar simplesmente com agriões mas dependerá do gosto de cada um. Esta receita dá para 4 pessoas.
 
nota: a qualidade das fotos não é a melhor mas foi um bocado à pressa e só depois me lembrei de publicar... mas ficam com a sugestão, se quiserem experimentar.

31 de julho de 2018

Maleficent

Como todos os amantes das personagens Disney sabem, o filme Maleficent 2 está em fase de pós-produção, desconhecendo-se por enquanto a data de estreia.
Estava a ler isto quando me lembrei que ainda não tinha mostrado aqui a Maléfica que fiz há uns tempos, por encomenda. Inspirando-me na personagem do filme de 2014, idealizei-a com base no molde de boneca Tilda, que faço habitualmente,
 
E  assim ficou a bruxa mais famosa de todos os tempos.
 
 
Tem 60 cm de altura, toda feita em tecido e com vestido de organza. Fofinha e nada assustadora, é uma boneca de coleção para ser estimada.  Digam lá se não está querida?...
 
Se quiserem ver outras personagens que já fiz anteriormente, espreitem  aqui a Alice no País das Maravilhas e aqui o Capuchinho Vermelho.

24 de julho de 2018

Bavaroise de manga

Se procuram uma sobremesa simples, que faça um vistaço e que tenha tudo a ver com o verão, esta é a receita. A bavaroise deverá ser preparada de véspera e acreditem que irá fazer sucesso na vossa mesa.



850 gr de polpa de manga triturada (pode usar de lata)
2 pacotes de natas (400 gr)
1 lata de leite condensado
8 folhas de gelatina incolor
1/2 manga em cubinhos

Bater as natas (deverão estar bem frescas) até ficarem com a consistência de chantilly. Eu costumo juntar uns pingos de limão para ficarem mais firmes. Misturar o leite condensado com 800 gr de manga (guardar os restantes 50 gr para decoração posterior).
Entretanto, já se demolharam as folhas de gelatina e dissolveram num pouco de água morna, adicionando ao preparado de manga.
Colocar tudo no recipiente onde se encontram as natas e envolver muito bem mas com delicadeza, com o auxilio da vara de arames.
 
Vai ao frigorífico umas horas. Eu prefiro deixar de um dia para o outro para garantir que ganhou consistência. Para desenformar, o melhor é mergulhar a forma em água quente, ou envolver por um minuto a forma num pano molhado e aquecido.
 
Esta sobremesa deve ser servida bem fresca, decorada com a calda de manga e os cubinhos que se tinha reservado.
 
Bom apetite

22 de julho de 2018

Um convite ao descanso

Mafra é sinónimo de Convento que é um monumento que conheço e do qual gosto imenso, mas hoje decidi mostrar o Jardim do Cerco, um espaço lindo e arborizado que se encontra mesmo do lado esquerdo do Convento de Mafra (para quem for a entrar).

Trata-se de um espaço com um total de 8 hectares mandado construir por D. João V em 1718, inspirado à época pelos jardins de Versalhes. Este jardim tem na sua continuidade a Tapada de Mafra, que já mostrei aqui mas não existe neste momento acesso directo.

Sob a tutela da Câmara Municipal de Mafra, encontra-se muito bem conservado, sendo um local magnifico para passeios com crianças, tendo inclusivamente um parque infantil, para além dos seus jardins, bosque e horta de plantas aromáticas bem tratadas e identificadas com nomes e demais informação.
 

O jardim ao estilo barroso tem um grande lago central e uma nora que foi recentemente restaurada encontrando-se agora em perfeitas condições de funcionamento







Passando para lá dos jardins, encontramos o bosque que convida a longas caminhadas. É verdadeiramente inspirador.


A um canto dos jardins existe a horta com as plantas aromáticas devidamente identificadas. São inúmeros canteiros bem cuidados com as plantas que se utilizariam na época da sua construção.



A entrada do Jardim do Cerco, mesmo ao lado do Convento de Mafra.

 
 
Horário de funcionamento:
9:00 h /17:00h (Outubro a Março)
9:00 h /19:00h (Abril a Setembro)
Entrada livre (Encerra ao 3.º domingo de cada mês)
 
Mais informação: aqui
 
Espero que tenham gostado desta sugestão de passeio, para quem ainda não conhecia. Para quem já lá esteve, o que acharam? Vale bem outra visita, não é?...

 

18 de julho de 2018

Trabalhar para o bronze

Quer ganhar uma corzinha logo nos primeiros dias de praia, sem se exceder na exposição solar?
A pensar naquelas pessoas que, tal como eu, têm dificuldade em conseguir um tom mais a condizer com o verão, partilho uma dica simples e que resulta.
 
Beber todos os dias um copo de sumo de cenoura!
 
Sim, diz que faz bem aos olhos. Mas se para além disso proporcionar uma pequena ajuda ao bronzeado, é de tentar, não acham? Eu já experimentei noutros anos e realmente a diferença é notória. Gosto de ter um certo tom de verão mas claro que não me exponho ao sol sem um protector solar de índice elevado, (que eu sempre tive muito cuidado com a pele), nem vou para a praia nas horas criticas do dia, porque não vale tudo para ter cor, muito menos apanhar escaldões ou coisas piores ao longo dos anos.
 
Assim, se quiserem experimentar ainda vão a tempo. Este ano os dias de sol têm sido escassos, mas eu ando a preparar-me para quando ele chegar. E ainda aproveito para ingerir uma dose extra de vitaminas.


 

14 de julho de 2018

Que livro acabei de ler?

Quando se fala de Dan Brown imediatamente nos lembramos de "O Código Da Vinci". Seja em livro ou em filme, quase todos nós conhecemos a história. Eu li primeiro o livro e só depois vi o filme, e ainda bem, pois o livro é bastante mais completo. Claro que quase sempre os livros superam os filmes, pois a narrativa consegue ser mais detalhada, se bem que eu vejo qualquer filme onde entre o Tom Hanks, com especial agrado.

Mas hoje venho falar de um outro livro de Dan Brown: Fortaleza Digital. Embora tenha chegado às nossas livrarias já depois do autor ter atingido fama mundial, este livro data de 1998 e acabaria por se revelar tardiamente um best sellers.

Confesso que tinha o livro em casa há já imenso tempo mas estava de tal maneira guardado que só recentemente dei por ele e o li. Foi com imenso agrado que mergulhei na intricada trama desenvolvida pelo autor e o li de seguida, nuns quantos serões. 


A narrativa desenvolve-se rapidamente e nela somos levados pelos meandros de serviços secretos, ao mesmo tempo que viajamos por entre ruas e praças, num desenrolar da história onde o mistério e a intriga se reúnem.
 

Sem querer desvendar muito posso dizer que a leitura das passagens por Sevilha, cidade que conheço relativamente bem, dá para nos imaginar por lá. Se bem que algumas descrições não correspondam inteiramente à realidade, consegui andar pela Plaza de España e atravessar o rio pela Ponte de Triana recorrendo à memória e à descrição no livro.


Plaza de España

Ponte de Triana
 
Para quem gosta deste género de leitura, aconselho, pois é um livro que se lê muito bem e com entusiasmo. Posso dizer que Dan Brown nunca desilude.
 
 
  

E vocês, qual foi o último livro que leram, ou que ainda estão a ler? Falem-me dele.

9 de julho de 2018

Bastidores bordados

E mais bastidores vão surgindo. Eu bem disse que não conseguia parar! Desta vez um bem romântico com aplicação de tecido e outro com um flamingo bem charmoso.


 
Tal como os anteriores, estes têm 21 cm de diâmetro. O da gaiola já tem dona, mas é possível fazer novo modelo. O do flamingo ainda está disponível. Deem a vossa opinião, o que acham destes bastidores bordados?

2 de julho de 2018

Novidade!

Uma nova paixão surgiu, vindo-se juntar aquelas que me fazem ficar mergulhada nos trapos durante horas. Refiro-me ao bordado em bastidor.
 
Os bastidores foram desde  sempre um acessório  precioso que ajuda  a manter o tecido esticado, facilitando assim um bordar mais exacto. Mas agora são eles o objecto de decoração e ficam mesmo bem para dar aquele toque final numa parede ou numa decoração mais acolhedora.
 
E a esta tendência juntei uma outra: as folhas tropicais. Fiz assim um misto e adorei o resultado. Vejam:
 

 



Estes bastidores têm 21 cm de diâmetro e já estou a trabalhar em mais modelos e tamanhos. É mesmo um vício bom!

20 de junho de 2018

Óbidos - A Lagoa

No post anterior falei sobre a vila de Óbidos e, no seguimento desse post, hoje trago fotos da Lagoa de Óbidos, que se encontra a uns 15 km da vila.
 
Com uma fauna e uma flora rica e diversificada, esta lagoa com abertura para o mar surpreende pela extensão. Nunca lá tinha estado e nem imaginava que fosse assim. Conheço outras lagoas em Portugal mas achei esta muito peculiar. Para além da sua área enorme, é também muito diferente conforme percorremos parte da sua extensão. Geograficamente, encontra-se situada em território de dois concelhos: Óbidos e Caldas da Rainha, sendo a sua ligação ao mar feita neste último, mais propriamente na Foz do Arelho.  
 
A zona sul, digamos assim, é uma área mais selvagem, com pontos de observação e onde a natureza está mais próxima da origem. Por ali as aves nidificam numa estrutura quase pantanosa.  
 





A zona mais a norte já se encontra mais "humanizada". Aí podemos encontrar escolas de surf, movimento de pessoas (não eram muitas pois o sol estava teimoso), e pequenas embarcações de pesca.



Não chegámos a ir mesmo à zona onde a lagoa se abre ao oceano, na praia da Foz do Arelho. A luz já não era a melhor e estava na hora de regressar. Voltarei noutra altura, quem sabe...

Agora que partilhei esta minha agradável experiência gostaria de saber a vossa opinião. Conhecem a Lagoa de Óbidos? Ficaram com curiosidade para fazerem uma visita? Contem-me tudo.

16 de junho de 2018

Óbidos - a vila

É uma das mais emblemáticas vilas de Portugal. A vila de Óbidos fica no concelho com o mesmo nome - distrito de Leiria - e já no tempo dos romanos era habitada, por ela tendo passado povos como os visigodos e os árabes. Foi terra de reis e rainhas sendo, inclusivamente, parte do dote de casamentos reais e mantém desde a época medieval um traçado típico de uma vila construída dentro das muralhas do castelo.
 
Sendo uma zona turística por excelência, ao longo dos anos os seus eventos temáticos tornaram-na ainda mais famosa. Já lá fui nessas alturas mas desta vez optei por visitá-la em dias mais calmos.
Calmos não significa desertos, antes pelo contrário. As ruas principais estão em permanente azáfama mas dá para passear tranquilamente, sair dos caminhos mais óbvios e percorrer toda a vila, onde ruas estreitas levam a habitações que parecem quase de bonecas.
 










A vila está vedada aos automóveis que não sejam de moradores locais ou de serviço (podem deixar o carro num dos parques à entrada, sendo um deles gratuito)  portanto, preparem-se para andar a pé. Não é complicado porque Óbidos é relativamente pequena mas se quiserem ver tudo vão ter que subir e descer umas quantas ruas.
 
- Então, e a famosa ginja de Óbidos em copo de chocolate, provaste?
- Desta vez não! Que a tarde já ia a meio e tivemos de fazer-nos ao caminho, que ainda havia mais para visitar...