21 de junho de 2019

A Batalha do Vimeiro

Quando se fala no Vimeiro, de imediato associamos o nome às termas (que na verdade se encontram na vizinha Maceira) e às águas engarrafadas que nos habituámos a ver um pouco por todo o lado, sendo que atualmente talvez o seu nome não tenha a mesma projeção que teve noutros tempos. É também do conhecimento geral que em tempos travou-se ali uma importante batalha da qual Portugal saiu vencedor, numa época da nossa história algo complicado, onde o país correu o risco de perder a sua independência e da qual falarei mais adiante.

Vimeiro é assim uma vila pequena em tamanho mas grande em referências, que fica no concelho da Lourinhã, distrito de Lisboa, a uma distância de pouco mais de 70 km da capital.

Um destes dias, fui para os lados do Vimeiro e lembrei-me que nunca lá tinha estado, aproveitei para conhecer a vila e não foi difícil encontrar de imediato o seu  ex-libris, um monumento erguido pelo centenário da famosa batalha. Foi inaugurado no ano de 1908, bem antigo portanto.


Mesmo em frente fica o  Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro, o qual aproveitei para visitar. Tenho a dizer que é um edifício muito bem conseguido, em termos estéticos. Tem duas salas com exposição permanente e uma terceira onde decorre uma exposição temporária e que serve também de sala de conferências.

À entrada somos muito bem recebidos, explicam o funcionamento e disponibilizam gratuitamente material em suporte papel e informático  para uma melhor compreensão do acervo exposto.


Entrada


Fatos militares da época


Réplicas do armamento utilizado nos confrontos


Enquadramento dos confrontos


Vista geral da segunda sala


Vista geral da terceira sala


Réplica do campo dos confrontos


Painel em azulejo

Um dado curioso é que o Centro de Interpretação está localizado numa zona estratégica, mesmo em frente ao campo de batalha. Nesta janela, observa-se exactamente o local onde se terão dados os confrontos entre as tropas portuguesas (com auxilio dos Ingleses) e as tropas francesas.


 
O Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro tem  página de facebook, com toda a informação sobre os  programas e acções a decorrer. De salientar que o Centro dispõe também de visitas guiadas com marcação prévia.


Indicações úteis:

CIBV - Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro

Horário:
Terça a Domingo: 10:00h /12:30h e das 14h/17:30h
                              encerra 2ª feira e feriados

Morada: Rua do Monumento, nº 17 A - Vimeiro   2530-835 Lourinhã
Telefone:: 261-988 471
Coordenadas GPS:
                              Lat: N 39°10'33.9"
                              Long: W 9°18'57.5"


E agora um pouco de história...

O início
 
Para situar esta batalha em termos históricos, teremos que recuar um pouco ao momento em que Napoleão dá início ao que chamamos Campanhas Napoleónicas. Pretendia com isso dominar os países que se opunham a si e para tanto uma das muitas estratégias desenvolvidas seria a de fazer um embargo aos produtos ingleses, o que ficaria conhecido como Bloqueio Continental.
 
Por uma série de factores e também como aliado histórico de Inglaterra, Portugal seria um território a conquistar, o que tentou fazer numa primeira fase estabelecendo um acordo com Espanha, com vista à passagem das tropas francesas. Iniciava-se assim a chamada Guerra Peninsular que acabaria por envolver países para além dos da Península Ibérica, pois Inglaterra seria chamada a intervir em território português.
 
 
A Batalha do Vimeiro
 
Para comandar as tropas enviadas numa primeira tentativa de ocupação territorial, Napoleão escolheu o General Junot. Mas Portugal havia solicitado reforços a Inglaterra e o General Sir Arthur Wellesley (mais tarde foi-lhe atribuído o título de Duque de Wellington)  tinha preparado um exército constituído por soldados portugueses e ingleses. Os franceses transpuseram a fronteira, houve confrontos em varias localidades e a 21 de Agosto de 1808 foi travada uma feroz batalha que viria a provocar a retirada das tropas francesas. Alguns ainda resistiram ali perto mas a saída aconteceu pouco depois. Estima-se que tenha havido 1800 baixas da parte dos franceses e cerca de 700 entre o exército anglo-luso, contando com mortes, feridos, capturados e desaparecidos.
 
 
E foi assim, contado de uma forma muito resumida, uma das grandes batalhas da história de Portugal.
Espero que tenham gostado do post de hoje, necessariamente maior do que o habitual mas onde tentei mostrar, para quem não conhece, um pouco da nossa história.
 


17 de junho de 2019

Duas rodas

Nos últimos dias Cascais recebeu o 28º Rally Anual Europeu do Grupo de Proprietários de Harley-Davidson  (H.O.C.) .) e eu fui até lá para ver os modelos.
 
Todos os anos é escolhido um país diferente para a maior concentração de motas Harley-Davidson da Europa. Desta vez Portugal, e mais precisamente Cascais, foi o local escolhido para receber cerca de 15 mil Harley-Davidson que vieram de todos os cantos da Europa e muitas até de mais longe. Já cá tinham estado em 2012 mas este ano voltaram e a concentração foi maior.
 
Foram 4 dias de desfiles, provas, muita animação e até concertos onde o tema principal foi esta mítica mota que tanto faz o meu imaginário.
 
Tentei fotografar aquelas que mais despertaram o meu interesse, mas devido ao grande aglomerado de pessoas e motas, foi um pouco difícil. Ainda assim,  aqui ficam algumas fotos para quem aprecia a Harley-Davidson  ou simplesmente a aventura em duas rodas, de uma maneira geral.











 
Não tenho carta de mota, acho que nunca conseguiria conduzir uma mas sinto um grande fascínio pelas Harley. Talvez porque tenha a ver com aquela imagem de uma certa América profunda, de estradas intermináveis e muito rock & roll. Ou talvez pela sensação de evasão, seguindo o lema da própria Harley-Davidson  "All for freedom, freedom for all"

Alguém aqui que sinta o mesmo que eu? Contem-me tudo.
 

7 de junho de 2019

Para mim

Um dia destes descobri na net este vídeo da Riera Alta. Conheço a marca há bastante tempo, acho a Claudia Andrade uma comunicadora nata, quer no Youtube, quer nos seus registos na televisão e achei tão gira a bolsinha para cartões que ela ensinava a fazer, que imediatamente resolvi fazer uma para mim também. 

Afinal, também mereço ter coisas bonitas para uso pessoal e já que a minha carteirinha anterior estava a ficar velhota, por que não substituí-la?
 


 
Quem quiser experimentar a fazer, e mesmo que seja novato nestas coisas, tem todas as explicações no vídeo. É só imprimir o molde que a Riera Alta disponibiliza no seu site e meter mãos à obra. Aproveitem também para conhecer a loja e todo o trabalho desenvolvido pela Claudia. Só tenho pena que esteja tão distante de mim, se não, iria lá conhecê-la pessoalmente.
 
Em todo o caso, para quem estiver mais perto e quiser ter essa oportunidade, fica a indicação.
 

2 de junho de 2019

Junho

Vamos saudar o novo mês que começou este fim de semana. Que nos traga coisas boas a todos!!!
Digam: Bem vindo Junho
 

31 de maio de 2019

Sardinhas

Tal como vos tinha dito aqui, com os novos padrões de tecidos (ou pelo menos uma parte deles, são tantos) decidi fazer alguns artigos que são os preferidos de muita gente. Assim, tenho agora uma nova série de sardinhas em formato de porta-chaves mas que poderão servir também de enfeite ou de lembrancinha para uma qualquer ocasião de festa.
 
Têm duas faces e são uma ternura de sardinhas.

 
 
Se estiverem interessados, é só enviar mensagem ou mail para coisasdefeltro@hotmail.com que o envio é rápido para qualquer ponto do país.
O que acham?


29 de maio de 2019

Irresistíveis

Tenho um novo lote de tecidos que são de perder a cabeça. Lindos, maravilhosos e com cores irresistíveis.
 
Tanto, que fiz uma nova série de peças já tradicionais e até criei uma colecção toda ela com os tecidos do momento. Têm cores que se complementam entre si e estas andorinhas são as primeiras de um conjunto de artigos que vos mostrarei entretanto.
 

 

Podem ser adquiridas em conjunto ou separadamente e também  poderão agrupa-las como preferirem, pois as cores complementam-se entre si.
São ou não são uma ternura? Agora para o final do ano lectivo, constituem uma óptima lembrança para oferecer às professoras. Noutros anos fiz também para ofertas aos convidados em casamentos, nesse caso com tecidos escolhidos pela noiva. No fundo, são tantas e tantas as ocasiões para fazer uma pessoa feliz, com um pequeno mas carinhoso gesto em forma de andorinha.

Por encomenda, através do envio de mensagem ou para o mail coisasdefeltro@hotmailcom

24 de maio de 2019

Bolo brigadeiro

Imagine um bolo com uma textura fofa e com forte sabor, recheado e coberto com brigadeiro e enfeitado com pepitas de chocolate. Diferentes texturas que desafiam os nossos sentidos e que só quem aprecia o sabor do chocolate pode entender. Tudo isto e muito mais na receita de hoje.




Quer aprender a fazer este atentado à dieta? É só seguir a receita.
 

Bolo
250 g de açúcar
8 ovos
200 g farinha de trigo
100 g chocolate em pó
1 colher (sobremesa) de fermento
manteiga para untar a forma


Recheio e cobertura
2 latas de leite condensado cozido
8 colheres (sopa) de cacau em pó
4 colheres (sopa) de manteiga amolecida
chocolate granulado

Bolo
Bater os ovos com o açúcar à velocidade máxima, até a mistura dobrar de volume. Só depois se adicionam os ingredientes secos, aos poucos e com a ajuda da vara de arames.

Vai ao forno  a 180º em forma untada e enfarinhada, durante 45 minutos. Vigiar a cozedura do bolo, ele vai subir rapidamente e nessa altura deve ser coberto com papel de estanho que só se retira perto do final da cozedura.

Recheio e cobertura
Misturar o leite condensado com o cacau e a manteiga até estarem bem ligados e levar a lume brando, mexendo sempre. Assim que o creme engrossar, retirar do lume e deixar arrefecer um pouco.

Entretanto corte o bolo ao meio e deixe-o arrefecer completamente. Aguarde até o creme estar apenas morno e espalhe uma parte sobre a base do bolo. Coloque a outra metade e cobra-o completamente com o restante creme, não esquecendo as laterais.

Enfeitar com as pepitas de chocolate.
 
Bom apetite

21 de maio de 2019

Beach Belle

A Tilda lançou a Beach Belle, a nova boneca projectada para quem gosta de costura criativa e eu não resisti. Assim que pus os olhos no novo modelo, imediatamente decidi que tinha que fazer a boneca, e como o molde foi disponibilizado novamente no site, nem pensei duas vezes. E já que ia fazer uma, por que não fazer logo umas quantas? Dei-lhe o meu toque pessoal, como é hábito mas mantive toda a estrutura original, inclusivamente os tamanhos. Ficou com 44 centímetros de altura e é uma gracinha mesmo. Tem até uma mantinha e uma almofada, e embora dê muito mais trabalho do que parece, ficou irresistível.
 
 
Depois disto tudo fiz uma outra mais personalizada ainda. Cabelo mais tradicional e uma calças de ganga ao jeito das que se usam agora. Com uma companhia muito especial:
 
 
Foram muitas horas (muiiiitas mesmo) a costurar e a encher aqueles bracinhos e perninhas que não são nada fáceis, mas valeu o esforço.
 
Como sempre, ou ficam ao meu gosto ou não vale a pena, por isso me empenho tanto em cada artigo que faço.
 
Qual é que gostam mais?

7 de maio de 2019

Almourol

Quando falamos do Castelo de Almourol referimo-nos inevitavelmente a uma parte da história de Portugal muito rica em acontecimentos. Muitas vezes associado à Ordem dos Templários, já existia aqui uma fortificação aquando da passagem de povos mais antigos. De todos, os Romanos e os Árabes são talvez os mais marcantes.

Quando D. Afonso Henriques conquistou estas terras ao Mouros em 1129, o castelo tinha o nome de Almorolan, tendo o rei  feito a entrega do castelo e território envolvente à Ordem dos Templários, que eram nessa altura responsáveis pela defesa e repovoamento do território compreendido entre o Mondego e o Tejo. Os Templários acrescentaram algumas alterações e tornaram-no assim, um refugio de caracter militar em plena Época Medieval.





Entretanto os Templários foram extintos e em seu lugar a Ordem de Cristo viria a ter um papel fundamental na dinamização do Castelo e de toda aquela área em ambas as margens do rio. Mais tarde, viria o declínio pois em termos estratégicos esta zona perdeu alguma importância.

Sabe-se que no  século XIX existiram novamente alterações, de acordo com os padrões estéticos da época o que significa que o Castelo de Almourol estará bastante diferente em termos visuais, quando comparado com os primórdios da sua fundação.


 
Quando cheguei a Almourol para visitar o castelo, este já estava fechado, pelo que apenas pude tirar fotografias do seu exterior.
 
Situado numa elevação de granito, a cerca de 18 metros do nível das águas do rio, é um monumento imponente, um dos mais bonitos castelos de Portugal. Ali mesmo, no meio do rio foi impossível ficar indiferente perante a calma das águas e um incrível final de tarde onde o sol tornava tudo mais dourado e a temperatura da Primavera possibilitou um agradável descanso.  





Localização
 
O Castelo de Almourol está situado numa ilhota no meio do Tejo, na freguesia de Praia do Ribatejo, concelho de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém.
 
Fica no centro do país  e as suas coordenadas são:

GPS: N 39 27.714' W 008 23.044' 
 

Se quiserem mais informações, acerca de horários e custos das visitas podem ver aqui.
 
E resta-me perguntar: já visitaram o Castelo de Almourol? Ficaram com vontade de conhecer?

1 de maio de 2019

As Grutas de Mira de Aire

Portugal tem locais surpreendentes e de uma beleza ímpar e estive recentemente num deles. Já lá tinha estado há muitos anos mas as recordações que tinha não eram exactas. Assim, foi com admiração e uma inegável curiosidade que visitei as Grutas de Mira de Aire, das quais hoje trago fotografias e vos falo um pouco.
 
Até 1947 não se conhecia a sua existência quando 4 habitantes locais encontraram uma passagem e desceram até à gruta. Levaria, contudo, bastante tempo até as grutas serem abertas ao público, o que aconteceu somente em 1974. Neste momento são já mais de 11.500 metros conhecidos, embora a visita se detenha nos 600 metros.
 
Cá fora existe um espaço de lazer e alguns animais. Está também localizada a entrada da gruta, o algar ou seja, a abertura por onde desceram os descobridores.
 




A visita não necessita de marcação. Chegados ao local, é só comprar o bilhete e esperar que a próxima visita se inicie. Esta começa por um pequeno filme projectado numa sala, onde o grupo de visitantes é convidado a entrar para assistir a um pequeno filme explicativo. Nele, são dadas informações acerca da descoberta da gruta, da sua formação e composição, para além de curiosidades geográficas da região onde se insere. Depois passamos para a visita propriamente dita onde somos guiados por entre câmaras e corredores surpreendentes, sempre tendo como guia alguém que vai explicando as variadas formações rochosas e onde descemos cerca de 110 metros distribuídos ao longo da visita, o que acaba por não ser assim tanto nem custar a percorrer. Os degraus são seguros, existem corrimões mas convém levar um calçado adequado que não escorregue. Dentro das grutas, claro que o ar é húmido mas a temperatura é agradável, contrariamente ao suposto.
 





 
Para além do aspecto didático da visita, há também a componente lúdica,  pois as grutas contam com iluminação, jogos de luzes, e mais para o final do percurso vemos até repuxos de água, o que em nada prejudica a sensibilização e conhecimento transmitidos.
 
A saída é feita por elevadores  e temos ainda uma mostra de rochas do local.
 

 
 
As Grutas de Mira de Aire são desde 2010 consideradas uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.
Estão localizadas em Mira de Aire, em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, concelho de Porto de Mós no distrito de Leiria.
 
Coordenadas GPS  N 39º32.423' W 8º42.260'
 
Informação de horários e tarifário aqui
Mais informações aqui.
 
Digam-me, ficaram com curiosidade em conhecer? E quem já lá foi, o que achou?