27 de maio de 2022

As Aventuras de Sherlock Holmes

Já aqui tive oportunidade de dizer que sou grande fã do escritor Conan Doyle. Para mim, ele não é "só" o criador do detetive londrino Sherlock Holmes. Se quiserem ler os posts que escrevi anteriormente sobre o autor, podem ver aqui ou aqui onde faço referência a outros textos e personagens.
Contudo, a minha aproximação à escrita de Arthur Conan Doyle começou, obviamente, por ler histórias onde Sherlock Holmes e o seu amigo Watson eram os protagonistas. E isto aconteceu há muitos anos. Entretanto acabei por me desfazer de alguns livros e esses foram também embora. 


Até que recentemente descobri numa banca de edições antigas um livro que já tinha lido mas que queria voltar a ter. É uma edição diferente mas fiquei bastante satisfeita por voltar a ter em minha posse As Aventuras de Sherlock Holmes, um livro que reúne vários contos que Conan Doyle escreveu a partir de 1891, numa época em que foi colaborador do periódico Strand Magazine. A coluna assinada por si, cujo título deu nome ao livro, apresentava regularmente pequenos contos que deliciavam os seus ávidos leitores que se haviam tornado fãs de Sherlock Holmes.

Ao todo são 12 intrigantes contos onde o famoso morador londrino do nº 221B em Baker Street resolve pequenos mistérios recorrendo à exigente arte da dedução. 

Agora que reli estas histórias, recuei à época em que praticamente só lia policiais e livros de mistério. Foi uma fase literária a que se seguiram outras. Neste momento intercalo muito mais, posso até andar a ler dois livros em simultâneo, desde que sejam de estilos diferentes. 

Vocês também são assim, gostam de reler ou ler mais do que um livro em simultâneo? E o que dizem deste famoso detetive que, embora seja uma figura fictícia, tem admiradores em todo o mundo?

23 de maio de 2022

A minha mais recente aquisição

Por vezes acho que não tenho muito jeito para plantas. Para uma pessoa como eu, que adora a natureza, é um bocadinho frustrante não conseguir manter nem ervas de cheiro em vaso. Gostava imenso de ter hortelã ou coentros em pequenos vasinhos, mas cada vez que adquiro um, não dura quase nada. Ultimamente voltei a arriscar e a minha mais recente aquisição é esta Palmeira-Areca, também chamada  Areca-Bambu ou simplesmente Areca. É uma espécie originária de Madagáscar e tem como nome científico Dypsis Lutescens.

Veio comigo para casa numa ida semanal às compras. Estavam à venda tantas plantas de espécies semelhantes que não resisti e trouxe-a na esperança de conseguir mantê-la feliz.


Areca

Tinha um recipiente mesmo à medida para esconder o vaso de plástico onde ela veio, no qual não vou mexer por agora para não estragar. Estive a ver os cuidados que serão necessários observar e para já tem-se mantido bonita: está dentro de casa, num lugar onde tem muita luz natural mas sem incidência direta do sol. Duas vezes por semana ponho água moderadamente e dou-lhe uma "chuveirada" nas folhas porque gosta de humidade. Sendo uma planta de origem africana aprecia o ambiente com temperatura acolhedora e ventilada. Considera-se também que é uma planta purificadora do ar, por isso faz todo o sentido ter um exemplar em casa. Vamos ver como corre, para já está bem verde e brilhante.

E por aí, também gostam de plantas na decoração? Têm alguma desta espécie?
 

15 de maio de 2022

Banoffee Pie

Quem não gosta de uma sobremesa deliciosa, onde se vão descobrindo sabores a cada dentada? Uma sobremesa que derrete na boca e deixa adivinhar o seu segredo escondido entre camadas? E se a tudo isto juntar a sua fácil execução, sabemos que estamos perante uma fórmula de sucesso que fará as delícias de todos no final da refeição. 


Sobremesa

Sobremesa

Se ficou com vontade de saborear esta famosa tarte inglesa, aqui fica a receita:

1,5 embalagem de bolacha Maria

200 gr de manteiga

200 ml de natas

1 lata de leite condensado cozido

4 bananas de tamanho médio

açúcar q.b.

raspa de chocolate

Comece por triturar a bolacha e amassá-la com a manteiga amolecida. Forre uma tarteira com fundo amovível, formando uma camada uniforme na base e nas laterais. Deve ficar bem prensada. Leve ao forno apenas para estabilizar a base.

Bata um pouco o leite condensado com a batedeira em velocidade máxima, para o tornar mais cremoso e fácil de espalhar sobre a totalidade da base de bolacha.

Depois de ter o leite condensado bem distribuído, inclusive nas laterais, está na altura de distribuir uniformemente as bananas cortadas em rodelas. 

Entretanto, faça um chantilly com as natas bem frias e se necessário adicione umas gotas de limão, para dar consistência. Coloque açúcar a gosto. 

Agora é só verter sobre a tarte (que deve estar fria) e espalhar muito bem o chantilly. Para terminar, leve ao frigorífico e antes de servir, enfeite com raspas de chocolate.

Bom apetite

Doce de colher


10 de maio de 2022

Castelo Novo e Idanha-a-Velha

De há algum tempo a esta parte tenho vindo a publicar imagens de vários locais que se agrupam nas chamadas Aldeias Históricas de Portugal. Ao todo esta rede integra 12 localidades (uma aldeia entretanto foi categorizada como vila) e já visitei metade. Por isso tentei mostrar a quem não conhece as imagens destas bonitas localidades onde estive. e como me faltavam ainda duas, resolvi traze-las de uma só vez. Temos assim um post dedicado a Castelo Novo e a Idanha-a-Velha. Nomes curiosos para duas aldeias distintas mas com a beleza como ponto comum.

Castelo Novo

Freguesia portuguesa do concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco, a aldeia está situada em plena Serra da Gardunha e a sua origem remonta a tempos muitos antigos, possivelmente antes mesmo da Idade do Bronze. Ali habitaram também os Romanos e esteve ainda na posse da Ordem dos Templários por atribuição da coroa portuguesa, sob forma de manter esta parte do território defendida dos muçulmanos que daí tinham sido retirados no séc. XIII. Tem no cimo um castelo e a sua estrutura é essencialmente medieval: o traçado das ruas é irregular, as casinhas tradicionais não seguem um alinhamento uniforme, moldando-se aos vários desníveis do terreno. Mas a riqueza desta aldeia está justamente nos testemunhos históricos que abriga, muitos dos quais foram sendo acrescentados com o passar do tempo.


Aqui temos um exemplo: no Largo do Pelourinho existe o edifício dos Paços do Concelho,. Embora já tenha sofrido remodelações posteriores, acredita-se que tenha sido mandado erguer por D. Dinis no ano de 1290. Mais tarde seria remodelado e anexado na fachada o chafariz D. João V, construído durante o seu reinado (1706 a 1750). Ao centro do largo temos o pelourinho do séc, XVI no estilo Manuelino.

Beira Baixa
Largo do Pelourinho

Toda a aldeia é testemunha de uma permanente ocupação, jamais tendo sido deixada ao abandono. É um autêntico museu a céu aberto.
 
Chafariz da Bica, de estilo Barroco


Torre do castelo


A próxima aldeia tem também uma riqueza cultural absolutamente imperdível, porém, a sua história tem contornos distintos.

Idanha-a-Velha

Pertence ao concelho de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco. Nesta aldeia foram feitas escavações arqueológicas que revelaram uma importante cidade romana que terá tido um papel fundamental na ocupação do território na Península Ibérica. Muitos monumentos ainda hoje se encontra em análise e podem ser apreciados como forma de uma melhor compreensão do  passado riquíssimo da região.

Igreja matriz antiga capela da Misericórdia, sec. XVII ou XVII


Templo de origem visigótica, cuja ocupação árabe viria também a transformar, a Igreja de Santa Maria -  Sé Catedral - deve o atual aspeto às remodelações que terão sido efetuadas nos finais do séc. XVI.

Beira Baixa


No seu exterior procedeu-se já a variadas investigações como forma de compreender toda a riqueza cultural que por ali se encontra dispersa.



E assim termino esta curta passagem por aldeias e localidades numa zona mais rural do nosso país e que merece ser visitada. A Beira Baixa é uma região muito interessante não só do ponto de vista natural mas também histórico e aconselho a todos uma visita.

Deixo aqui os links, para se quiserem ver os posts de outras localidades integradas na rede de Aldeias Históricas de Portugal.




6 de maio de 2022

Sabem que dia é hoje?

Hoje 6 de Maio, comemora-se o Dia da Coragem. Todos os dias acabam por ser dedicados a algo e concordo plenamente que se guarde um dia para debater o tema.

Entretanto, lembrei-me de um poema que li há algum tempo e gostaria de aqui deixar para reflexão. O seu autor é o jovem Bráulio Bessa, nascido em 1985 no município do Alto Santo, Estado do Ceará, no Brasil. Bráulio já editou alguns livros de poesia e participa regularmente em palestras e programas de televisão, além de se manter muito ativo na internet.



Toda coragem precisa 
de um medo para existir.
Uma estranha dependência
complicada de sentir.
A coragem de levantar 
vem do medo de cair.

Use sempre a coragem
para se fortalecer.
E quando o medo surgir
não precisa se esconder.
Faça que seu próprio medo
tenha medo de você.

                   Bráulio Bessa



1 de maio de 2022

Feliz Dia da Mãe


Breve história

De variadas formas, a mãe desde há longos anos é celebrada, pois sabe-se que na Grécia e Roma antigas existia uma comemoração que coincidia com o início da Primavera.

Mais recentemente, na Inglaterra do séc. XVII o quarto domingo da Quaresma era denominado como Mothering Sunday e permitia-se aos empregados das casas particulares terem o dia livre para visitarem as suas mães.

No entanto, foi nos Estados Unidos que a comemoração havia de ter um dia específico para celebrar a mãe. Essa iniciativa coube a Anna Jardis, filha de uma ativista que desde sempre havia lutado por melhorar as condições de laboração de muitas mães e que na sequência da morte da mesma, chamou a si a responsabilidade de continuar o seu trabalho, criando um memorial e batendo-se pela causa, conseguindo que fosse instaurado um feriado nacional que foi pela primeira vez celebrado a 9 de Maio de 1914.

Em vários países o dia da mãe é assinalado em datas diferentes. Em Portugal e durante muitos anos comemorou-se a 8 de Dezembro, coincidindo com o feriado que comemora o Dia da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal, mas a partir de certa altura passou a ser comemorado no primeiro domingo do mês de Maio, mês de Maria segundo o calendário católico.

Esta é, muito resumidamente, a história do Dia da Mãe que hoje se festeja em Portugal. 

Por ser um dia especial, embora o dia da mãe deva ser todos os dias, deixem-me enviar um beijinho muito especial a todas as mães que por aqui passarem hoje.


24 de abril de 2022

Vozes no Vento - Evelyn Anthony

Este é um dos livros que mais gostei de ler ultimamente. A sua autora, Evelyn Anthony, nasceu em Inglaterra em 1926, onde viria a falecer em 2018. De seu verdadeiro nome Evelyn Bridgett Patricia Ward-Thomas, editou o primeiro livro em 1953 em forma de romance histórico, característica comum aos seus primeiros livros publicados. Mais tarde viria a escrever romances de espionagem que a tornariam ainda mais popular. Está traduzida em, pelo menos, dezanove idiomas e já vendeu milhares de livros em todo o mundo.


O livro

Katharine Alfurd é uma sexagenária francesa que vive em Inglaterra há muito anos. Sozinha desde que enviuvou, tem por companhia um pequeno cão Terrier e de vez em quando recebe a visita da sua única filha, que mora longe desde que casou.

Assim, para não se sentir tão só, costuma frequentar o barzinho próximo de sua casa, no qual consegue encontrar sempre com quem conversar. E é numa dessas conversas de ocasião que conhece alguém com quem irá partilhar memórias de juventude. 

E se parecia que Katharine não passava de uma dona de casa comum, as memórias que irá partilhar provam que a sua juventude foi tudo menos tranquila: durante a II Guerra Mundial pertencera à Resistência Francesa e lutara na clandestinidade para ajudar a libertar o seu país da ocupação alemã.

No original Voices in the Wind, Vozes no Vento  foi publicado pela primeira vez em 1985. 

A minha opinião

É um livro que se lê muito bem. Nele, vamos acompanhando as memórias da protagonista, ao mesmo tempo que conhecemos um pouco das movimentações e dificuldades que os elementos da Resistência teriam que enfrentar. As memórias vão sendo intercaladas com a narrativa na atualidade e o romance toma um novo rumo a partir de certa altura, quando somos surpreendidos por novas revelações. Por tudo isto e pelo gosto que esta leitura me proporcionou aconselho vivamente este romance.

18 de abril de 2022

O que se escreve sobre Coisas de Feltro?

Passei por aqui apenas para dizer que se visitarem o blog O Primeiro Limão, vão poder encontrar-me por lá. A Vanessa Casais foi uma querida e escreveu um artigo todo ele dedicado a Coisas de Feltro.


Se ficaram com curiosidade, passem por lá. O blog é este aqui e se quiserem podem também visitar o seu Instagram , deixem-lhe uma mensagem simpática que bem merece.

Da minha parte só tenho a agradecer à Vanessa as palavras carinhosas com que descreveu o meu trabalho, fiquei até comovida.

Muito obrigada

17 de abril de 2022

Desejo a todos uma Páscoa Feliz



Que tenham uma mesa farta e muito amor. As celebrações são um momento de convívio e troca de afetos e esta deveria ser uma época festiva, independentemente das convicções religiosas de cada um.

Tenham um dia feliz.

9 de abril de 2022

Os taleigos estão na moda

São sacolas para colocar o pão e no Alentejo chamavam-se taleigos ou talegos, nome que acabou por se estender a mais regiões. Antigamente, nos tempos em que a escassez de recursos obrigava as pessoas a reaproveitar tudo, faziam-se de partes da roupa que já não desse para remendar.  Aproveitavam-se alguns pedaços de tecido que se costuravam e assim se obtinham sacolas para conservar o pão ou transporte de qualquer alimento seco. Na verdade serviam para tudo.
Ficaram esquecidos durante muitas décadas, na altura em que o plástico começou a invadir o quotidiano mas com a emergência de uma nova consciência ambiental começou-se a repensar o uso excessivo dos plásticos.

E ei-los de volta
 
Agora já não são feitos a partir de roupas velhas, podemos utilizar as sobras de outros projetos de costura assim como podemos cortar tecido propositadamente para criar efeitos diversos. De qualquer forma, evitam-se desperdícios na utilização do plástico descartável e tornou-se uma maneira bem gira de guardar o pão.


Apeteceu-me fazer estas sacolas de retalhos, os famosos taleigos: os primeiros ficaram cá em casa, outros ofereci. E quero continuar com outros padrões, mantendo sempre o aspeto do taleigo tradicional, embora eu goste de os forrar por dentro com tecido branco de algodão.





Já tinha feito sacolas com este formato, mas não utilizando a técnica do retalho, estes ficaram muito engraçados e não quero parar. Gostam dos meus taleigos?

4 de abril de 2022

Belmonte

Há algum tempo falei aqui de um percurso que efetuei por algumas aldeias do interior do país, as quais fazem parte de uma rede denominada Aldeias Históricas de Portugal que visa preservar estes lugares e divulgar as suas tradições. Pois bem, hoje trago imagens de uma delas que, curiosamente já nem é aldeia mas sim vila e que dá pelo nome de Belmonte

Com certeza muitos já devem conhecer esta localidade, ou pelo menos já ouviram o nome. Aqui, há uma forte ligação ao Brasil, pois trata-se nada mais nada menos da terra onde nasceu Pedro Álvares Cabral.

Belmonte pertence ao distrito de Castelo Branco e é sede de município. Sabe-se que toda esta região já era habitada na pré-história e que a ocupação romana teria ali um importante ponto estratégico como atestam as diferentes vias que ainda hoje se podem observar. Os romanos também procederam à extração mineira e dada a fertilidade dos solos, esta região também teve um notório desenvolvimento agrícola. 

Faz parte do território nacional praticamente desde a fundação do nosso país, pois D. Sancho I concedeu-lhe foral no ano de 1199 com intenção de fomentar o crescimento em termos de população.

Para além da forte ligação ao Brasil, que a nível cultural ainda hoje é evidente - existem exposições e dinâmicas que o comprovam - uma outra característica faz de Belmonte uma vila de destaque: no séc. XVI foram implementadas regras na Península Ibérica que determinaram a expulsão dos judeus ou a sua conversão ao cristianismo, mas ali naquela vila formou-se uma comunidade que resistiu à expulsão e à perseguição por parte da Igreja Católica. Claro que nos dias de hoje já existe uma maior envolvência entre todas as pessoas, coexistindo pacificamente a sinagoga e as igrejas. Há até um museu para mostrar ao mundo vestígios dessa época e da cultura judaica.

Quando chegamos a Belmonte sentimos que esta vila tem muito dinamismo e uma forte componente cultural. Logo no castelo existem bilhetes para entrada em diversos núcleos e exposições ali e em terras vizinhas. Não tive tempo para ir a todo o lado, visitei o castelo e percorri as ruas da vila. Ficam as fotografias que ilustram o local.








Belmonte
Homenagem a Zeca Afonso que ali viveu alguns anos




A poucos quilómetros de distância, mais concretamente em Colmeal da Torre existe um vestígio romano que pela sua originalidade tem sido amplamente estudado. Denominado Torre de Centum Cellas não há unanimidade quanto à sua utilização. Fazia parte de uma Villa Romana e pode ter servido de abrigo ou estrutura de defesa.

E por hoje é isto. Espero que tenham gostado de conhecer esta vila tão bonita e tão escondida no interior de Portugal. Fica mesmo aos pés da Serra da Estrela, virada para os lados de Espanha e se já tiveram oportunidade de visitar gostaria que dissessem o que mais gostaram de ver em Belmonte. 


30 de março de 2022

O Alibi Perfeito - Patricia Highsmith

Este é um livro que se lê muito rapidamente e que nos traz cinco histórias, cada uma com um final surpreendente. Começa com o conto que dá título ao livro, O Álibi Perfeito, ao qual se seguem mais quatro brilhantes narrativas.  Entre homicídios, traições e equívocos é impossível parar a leitura e depressa se chega à última página.

Patricia Highsmith foi uma escritora norte americana da qual já falei aqui. Tem uma escrita muito dinâmica e penso que até mesmo quem não gosta deste estilo, dentro de um género marcadamente policial, vai encontrar motivos para gostar deste livro.

Se puderem, leiam-no, se já conhecem contem-me a vossa experiência. Da minha parte, só posso recomendar.

25 de março de 2022

Coisas para bebé

E hoje passei só para deixar aqui umas imagens de um trabalhinho recente. Uma boneca toda em pano naquele modelo desenhado por mim a que veio juntar-se a bandana, fita de chucha e porta-documentos para o boletim das vacinas. Um conjunto lindo para uma menina acabada de nascer.



A avó gostou imenso e eu própria fiquei feliz com o resultado. A costura criativa tem este efeito em mim: primeiro é aquele entusiamo de imaginar, escolher tecidos, depois vem a parte de concentração e só depois do trabalho terminado e entregue é que fico descansada com aquela sensação de dever cumprido. 
Acho que todos passamos por isso quando nos propomos a fazer um trabalho com dedicação e amor, não é? E na costura criativa isto tem mesmo que acontecer, se não nem vale a pena começar.

Concordam comigo?

20 de março de 2022

Primavera

E no hemisfério norte começa hoje a Primavera. Vem mais cedo, a 20 e em Portugal começa exatamente às 15:33h. O tempo está chuvoso e neste renovar de esperança que por norma acompanha o início da estação vemos tristeza, e muita apreensão. Já é a terceira Primavera que começamos da pior maneira e desta vez por razões diferentes. Quero ter esperança, mesmo em momentos difíceis precisamos de manter o foco em melhores dias.
Vamos tentar fazer acontecer? 

Seja Primavera

No hemisfério sul começa o Outono e quero deixar um abraço também aí mais para sul. 

Nota: todos as imagens que utilizo neste blog são criadas por mim, exceto quando indicação em contrário como é o caso de hoje. Criei este pequeno grafismo recorrendo a imagens grátis disponibilizadas no site rawpixel  e utilizando o Photoshop para composição final.





 

12 de março de 2022

Tarte de maçã coberta

Uma reconfortante tarte de maçã cujo sabor se adivinha pelo aroma maravilhoso que enche toda a casa. Aproveite os dias frios e faça esta sobremesa deliciosa, é difícil alguém provar e não gostar. Já sabem que a receita está aqui, é só testarem.

Sobremesa

1,50 kg de maçãs

200 g de açúcar

gotas de sumo de limão

1 colher (chá) de canela

2 bases de massa folhada redonda

Gema de ovo

Descascar e descaroçar as maçãs e partir em pequenos cubos. Levar ao lume com o açúcar, a canela e uma gotinhas de limão. Quando a maçã estiver quase cozinhada mas ainda em pedaços é altura de retirar do lume. Entretanto, untar e enfarinhar a tarteira. Colocar uma das massas folhadas na forma e cortar em tiras a outra massa. Dispor a mistura de maçã e por cima distribuir as tiras de massa, tentando fazer uma quadrícula como na foto. Pincelar com gema de ovo e levar ao forno a 170 graus durante meia hora. Convém vigiar pois os diversos fornos podem fazer variar o tempo de cozedura.

Bom apetite

7 de março de 2022

Piódão

De entre as várias localidades que visitei numa curta passagem pelo interior da região centro de Portugal, desta vez trago as imagens de uma aldeia bastante isolada e original. Em plena Serra do Açor e situada na encosta rodeada de socalcos, encontramos Piódão. Uma aldeia presépio, assim chamada por causa da disposição das casas que vistas da estrada formam uma curiosa harmonia. 
Pensa-se que terão sido os Monges de Cister no sec. XIII a instalarem-se no local e aí a construírem um mosteiro. Dele já não restam vestígios, no entanto com a vinda de mais pessoas para o lugar, mais tarde seria erguida na entrada da aldeia uma igreja que terá passado por processos de ampliação até chegar ao que é hoje.

Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

Piódão é uma freguesia que pertence ao município de Arganil, no distrito de Coimbra e faz parte da rede de Aldeias Históricas de Portugal. Percorrer as suas ruas ingremes e estreitas é toda uma experiência inesquecível. As casas são na grande maioria habitações de ocupação sazonal, uma vez que os habitantes há muito que partiram para viver em zonas com mais diversidade de emprego. Há também alguma oferta hoteleira e gastronómica nesta aldeia que recebe cada vez mais visitantes que vêm conhecer  um lugar único onde as casas em pedra de xisto têm as portas e janelas pintadas de azul. 

Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

Aldeias Históricas de Portugal

E por agora é tudo. Estes últimos posts foram dedicados a lugares inesquecíveis que tive muito gosto em mostrar a quem não conhece ou pretende matar saudades. Se ainda não viram, têm aqui os links para aceder aos posts anteriores.


Espero que tenham gostado. Obrigada por me acompanharem nesta breve incursão ao meu país.