23 de novembro de 2020

O Segurança VIP

Fernando Santos escreveu este livro na 1ª pessoa, assegurando que todos os factos relatados correspondem à verdade e foram por si vividos.

De jovem militar da Armada, até segurança muito bem pago de várias famílias das casas ricas da Linha do Estoril, o percurso por vezes inusitado de alguém que a certa altura da vida se deparou com uma oportunidade única de aliar aquilo que sabia fazer, à oportunidade de ter o que desde sempre sonhou.


Este exemplar foi-me oferecido há uns tempos e li-o rapidamente, movida por uma certa curiosidade. Nunca tinha ouvido falar do livro, mas achei-o interessante e a verdade é que tem uma escrita simples e honesta, que nos prende da primeira à última página. Os nomes foram alterados de propósito pelo autor, mas é interessante a forma como retrata as casas e as personagens abastadas desta zona costeira perto de Cascais.

É um livro que se lê facilmente, entretém e que aconselho se quiserem desanuviar a cabeça e passar umas horas descontraídas.



20 de novembro de 2020

Bolo de marmelada

Costumo fazer um bolo de marmelada super simples, que fica sempre bem. Rápido e saboroso, é o acompanhamento ideal para um chá ou café a meio da tarde.


200 g de marmelada

150 g de açúcar

250 g de farinha

125 g de manteiga

1 yogurte natural

4 ovos

fermento

açúcar de pasteleiro para polvilhar

Bater os ovos com o açúcar na velocidade máxima, até ficar um creme clarinho. Adicionar o yogurte, a manteiga à temperatura ambiente e a marmelada aos pedacinhos. Bater em velocidade mínima, só para envolver. A marmelada não irá ficar totalmente desfeita, é mesmo assim. Peneirar a farinha com o fermento e envolver na massa sem bater. Nesta fase uso a vara de arames.

Vai ao forno pré-aquecido a 170º durante cerca de 45 minutos (dependendo do forno, este tempo pode variar).

Desenformar ainda morno e polvilhar com o açúcar de pasteleiro.


O aroma pela casa é delicioso. O bolo ficou super fofo e a derreter na boca e irá desaparecer rapidamente. 

Parece-vos bem esta receita? Façam e digam o que acharam, aguardo as vossas notícias.

17 de novembro de 2020

Estufa Fria

O Parque Eduardo VII é o maior parque de Lisboa e quem não visitou, pelo menos terá ouvido falar. Prolonga-se alameda acima e tem um miradouro no topo de onde se observa o Marquês de Pombal e lá ao fundo o rio Tejo. 


Neste miradouro foi construído um monumento de homenagem ao 25 de Abril da autoria do escultor João Cutileiro, cuja peça chave é um cravo estilizado em mármore.



Mas hoje pretendo falar concretamente de um outro espaço que se localiza nesta zona do Parque: a  Estufa Fria. Situada mesmo ao lado do enorme lago, que desde os anos 40 abriga patos e se tornou um espaço de passeio e observação para muitas famílias.

Estufa Fria



A estufa foi inaugurada em 1933 e mais tarde remodelada, tendo sido acrescentadas dentro do seu perímetro interior outras duas estufas: a estufa quente e a estufa doce (onde se encontram os cactos e as suculentas).
Na verdade a estufa original não é assim tão fria, apenas tem esse nome porque não é utilizado um sistema de aquecimento, apenas de cobertura e onde as plantas crescem abrigadas e mantidas num ambiente controlado. 


Lá dentro caminha-se entre plantas e estátuas, por entre vegetação devidamente identificada.

Estufa Fria

Estufa Fria

Estufa Fria

A partir desta porta dá-se entrada na estufa quente, em que a temperatura sobe alguns graus onde a vegetação é própria dos climas tropicais.

entrada da Estufa Quente

Estufa Quente

Estufa Quenet

Subindo e descendo temos uma visão desta estufa cheia de vida. Saímos por outra porta e observamos algumas espécies bem cuidadas, como é o caso desta orquídea Sapatinho.

Orquídea Sapatinho

O tamanho da estufa permite ter espécies vegetais de todo o mundo, algumas bem antigas e tudo perfeitamente cuidado e bem desenvolvido.  São mais de 300 variedades dos 5 continentes, distribuídas conforme as suas necessidades.





Neste momento os seus horários estão condicionados mas deixo aqui as indicações, caso queiram visitar

GPS: 38° 43' 44.69'' N | 9° 9' 18.54'' W


Já tiveram oportunidade de visitar a Estuda Fria? Já lá fui algumas vezes e é sempre um espaço relaxante para voltar. 

14 de novembro de 2020

Uma voz maravilhosa

A Bia Cardoso é uma jovem que adora cantar. Tem um canal no youtube e o sonho de ser reconhecida no panorama musical. Talento não lhe falta: toca, canta e está a investir na carreira, apresentando covers onde dá a conhecer a sua voz maravilhosa e o seu jeito sentido de cantar.




Conheci a Bia ainda em criança, sei que é uma pessoa muito querida e gostaria de convidar quem passa aqui pela página a conhecer esta menina tão cheia de talento.

Assim, se vos fizer sentido, subscrevam o seu canal, assistam aos vídeos e deixem o vosso "gosto". A Bia ficará feliz e motivada para continuar a crescer enquanto artista. Ela merece.

Edit: se preferir, aceda por  este link.

9 de novembro de 2020

Depois de muita chuva...

... um fim de tarde com as cores maravilhosas da natureza. 

Esta foto ficou assim desfocada, lembrando uma ilustração.




"Tente. Sei lá, tem sempre um pôr do sol esperando ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelos menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe."

                                                                                                                                    Caio Fernando Abreu

3 de novembro de 2020

Doce da Casa

Com certeza já devem ter ouvido falar no "Doce da Casa" quando vão ao restaurante e provavelmente até já comeram. É uma sobremesa que agrada a toda a gente e embora a base seja sempre parecida, eu faço desta maneira, que poderá ser diferente da de outra pessoa. Hoje dou a receita.



4 Gemas

2 Claras

1 pacote de natas

1 lata de leite condensado

a mesma medida de leite meio gordo

Café


Misturar os leites e as gemas e levar a lume brando não parando de mexer para não ganhar grumos. Quando engrossar deve ser retirado do lume e colocado em tacinhas, onde deverá arrefecer.

Quando estiver frio, colocar bolacha Maria embebida em café sobre o creme e bater as natas em ponto de chantilly. À parte, bater as claras em castelo e misturar delicadamente nas natas, utilizando a vara de arames. Se quiser, adicione uma pequena colher de açúcar, tendo em conta que o creme anterior é bastante doce.

Colocar esta "espuma" sobre as bolachas e finalizar com bolacha triturada. Dá para 6 doses


Bom apetite!


30 de outubro de 2020

Moura

O post de hoje é sobre uma cidade fronteiriça, no Baixo Alentejo  pertencente ao distrito de Beja. A Moura chega-se depois de muito caminhar, atravessando a planície e com longos quilómetros de estrada para cada lado. Já habitada desde tempos longínquos, durante a ocupação romana chamaram-lhe Aruci Movum, tendo sido depois conquistada pelos mouros e mais tarde integrada no território nacional, em 1232. Dado o seu valor estratégico, foi sempre um lugar muito disputado, tendo o castelo assumido uma posição de relevo na vigilância da área envolvente. 

É bom passear por Moura. Tem um ambiente pacífico e as ruas mais típicas estão enfeitadas com vasos cheios de plantinhas, dando a tudo um ar muito alegre.



Tem um castelo e curiosamente, dentro das suas muralhas existem duas nascentes de água, sendo que junto a estas muralhas foi edificado o Estabelecimento Termal de Moura. Também a água é enviada para duas fontes (Santa Comba e Três Bicas) e principalmente esta última é muito famosa pelas características ornamentais. Destaque ainda para a Torre do Relógio que Moura tão bem conhece.




Fonte das Três Bicas

À entrada do estabelecimento termal está também o famoso jardim ao estilo vitoriano, o Jardim Doutor Santiago de onde se consegue ver parte da cidade e uma vasta área de planície que se estende para lá do horizonte.


Coreto do Jardim Doutor Santiago




Uma curiosidade: sabiam que desde finais do séc. XIX a água dessas nascentes é comercializada em Portugal? A famosa Água Castello é engarrafada e distribuída por todo o país sendo hoje uma marca de excelência a nível nacional.

Todas os lugares têm a sua história, mesmo que se encontrem distantes e isolados dos grandes centros urbanos. O caso de hoje é apenas um exemplo, conhecem Moura?

27 de outubro de 2020

Como Água Para Chocolate

Foi o primeiro romance escrito por Laura Esquível, lançado em 1989. Como Água Para Chocolate recebeu diversos prémios internacionais e tonou-se num êxito absoluto, tanto que foi adaptado ao cinema em 1992 sob a direcção do mexicano Alfonso Arau.

A história gira em torno de Tita e do seu amor por Pedro que, embora correspondido, não se poderá concretizar por causa das tradições familiares vigentes (e neste ponto a história acontece numa época imediatamente anterior à Revolução Mexicana - inícios do sec. XX), mas a originalidade da escrita está justamente na forma como isto tudo é contado, seja com receitas culinárias à mistura, seja com o ambiente da cozinha da casa, onde grande parte da narrativa se desenrola.

Posso dizer que este livro me surpreendeu pela positiva. Li-o rapidamente em três noites consecutivas e mesmo com elementos fantasiosos pelo meio, ou até por causa disso, a veracidade das personagens está mesmo ali, num México rural e distante onde as normas sociais se sobrepõem muitas vezes ao real desejo do indivíduo. A autora acaba por fazer uma análise emocional das mulheres num contexto sociocultural opressivo onde não raras vezes as emoções passam para primeiro plano através exactamente das refeições partilhadas.

Creio que muitos de vocês já ouviram falar deste título, alguém já leu ou ficou com curiosidade?



24 de outubro de 2020

Recordações

Hoje, enquanto revia fotos antigas de bonecas, encontrei esta que estava esquecida. Foi oferta para uma pessoa amiga, que queria uma boneca tipo Moranguinha (ou Strawberry Shortcake no original).
 
Esta sai fora da minha linha de confecção, mas como foi para oferecer não vi problema em recriar.



Passou tanto tempo e foi bom recordar. Às vezes encontramos um sorriso nestas coisas simples da vida e é quanto basta.

19 de outubro de 2020

Quase uma crepioca

Fiz uma crepioca, ou pelo menos tentei, vá. Isto porque há muito tempo que queria experimentar fazer crepes de mandioca mas ainda não tinha comprado o material. E na última vez que fui ao supemercado vi na prateleira farinha de mandioca e nem pensei duas vezes. Só em casa comecei a pesquisar e vi que não era bem a farinha de mandioca que tinha que usar. Vi vídeos onde colocavam simplesmente o produto na frigideira para formar um crepe e aí percebi que não tinha comprado a coisa certa.

Li alguns artigos e compreendi que o que se usa é na verdade fécula de mandioca. 

Ok, a teimosia é maior e mesmo assim hoje fiz um crepe recheado de salada que ficou muito saboroso.


Apenas hidratei a farinha com água e um pouco de manteiga, fiz uma mistura grossa e fritei numa frigideira anti-aderente. Deixei ganhar cor dos dois lados e depois foi só rechear com uma mistura de vegetais para salada, rodelas de tomate e sementinhas de sésamo. Do mais ligth que pode haver.

Para a próxima tenho que experimentar com queijo e frango desfiado, deve também ficar bom.

Andei a ler tanto sobre as várias farinhas e derivados de mandioca, que aproveito e deixo aqui um link, e outro  para quem quiser também alguma informação.

nota: Pensei se deveria fazer este post, pois na verdade não deu assim tão certo, mas por outro lado, talvez haja quem (assim como eu) também não saiba que os crepes são feitos com fécula e não com a farinha e assim já fica a saber a diferença.



15 de outubro de 2020

Animais camuflados

Como já terão reparado, eu gosto de fotografar. E nem sempre o faço da mesma maneira, às vezes dirijo-me a um local já com essa intenção, outras vezes vou simplesmente captando o que vejo e só quando passo para o computador é que reparo que algumas fotos até estavam mais desfocadas do que pareciam ou não gostei mesmo nada das sombras ou da perspetiva. Por vezes são mais as que apago do que as que guardo. 

E já aconteceu ir a passar, ver uns animais ali, no seu habitat, tentar fotografar meio à pressa e só depois quando passo para o computador é que reparo que eles ficaram perfeitamente camuflados. 

Hoje trago um desafio: tentem perceber qual o bichinho ou bichinhos que se escondem nestas fotos. No final tenho a solução, mas tentem ver antes de ler as respostas, ok? eheh.

Preparados?

1


2


3


4





Será que conseguiram ver todos? Aí estão as respostas:

1 - Uma lebre

2 - Seis patos distribuídos pelas pedras

3 - Dois veados

4 - Uma lebre

Acertaram? Vão lá ver de novo.


7 de outubro de 2020

Serpa, a tradição no Baixo Alentejo

Pense numa cidade tradicional, acolhedora, no Alentejo profundo. Com casinhas brancas alinhadas e ruas de calçada antiga. O que de mais típico tem o Baixo Alentejo está ali, ao virar da esquina, em cada habitação, no ar que se respira, e é tão bom esquecermos as horas e caminharmos sem pressa. 


Serpa, no distrito de Beja,  tem um encanto muito próprio e possivelmente a sua imagem de marca encontra-se ligada ao aqueduto construído nos finais do séc. XVII que se avista de vários ângulos da cidade.

Sabe-se que o território já era habitado antes da ocupação romana, que o desenvolveu bastante. Foi por várias vezes objecto de disputa dado o seu valor estratégico, mas foi D. Afonso Henriques quem a conquistou definitivamente aos mouros no século XII. 

Deixo algumas fotografias que ilustram esta pequena cidade tão harmoniosa e convidam o visitante a perder-se nas suas ruas.

Cidade genuína no Alentejo profundo



Torre do relógio



Cidade genuína no Alentejo profundo
Entrada do Castelo

Cidade genuína no Alentejo profundo
Praça da República

Cidade genuína no Alentejo profundo
Aqueduto


Acho que não preciso de acrescentar muito mais. Se quiserem conhecer a cidade em época de festejos então a melhor altura será pela Páscoa, quando a Festa em Honra de Nossa Senhora de Guadalupe, a santa padroeira, traz à região muitas pessoas de fora. Também em Agosto se faz a Feira Medieval que ocorre entre sexta-feira e domingo no início da segunda quinzena do mês. Este ano, por razões óbvias as coisas não foram bem assim, mas esperemos que para o ano possa regressar tudo à normalidade.

Ficaram com curiosidade em conhecer melhor Serpa? Aqui estão as coordenadas para uma próxima visita:

Latitude: 37°56′44″ N
Longitude: 7°35′51″ O