7 de agosto de 2020

Um palácio que é um museu


Para os que visitam e conhecem Cascais, o Palácio dos Condes de Castro Guimarães é familiar, pois é um dos monumentos mais característicos da vila. Diria mesmo que é um dos seus postais. Foi construído no inicio do século XX e adquirido em 1910 pelo Conde Castro Guimarães que o doou em testamento ao município de Cascais. No entanto, muitas pessoas nunca lá entraram e desconhecem que aí funciona o Museu-Biblioteca Conde de Castro Guimarães, que se encontra aberto ao público e tem entrada gratuita.

O acesso é feito passando o portão principal e atravessando o jardim. A entrada dá directamente para um agradável pátio interior com uma fonte e o acesso às salas dá-se por uma porta lateral.




O interior tem o espólio do museu e podemos apreciar verdadeiras obras de arte passando de sala em sala e subindo ainda ao andar superior.




O palácio é de uma inegável beleza, inspirado por um estilo revivalista que conjugou apontamentos vários, entre os quais o romantismo tão em voga na época.

Mas não é tudo. O edifício foi construído num ponto estratégico, onde na maré alta o mar chega aos seus pés, através de uma pequena língua de água. Toda a zona envolvente é de uma beleza ímpar e merece uma visita atenta.




E por hoje é tudo, não sei se já conheciam ou se ficaram com vontade de fazer uma visita, de qualquer das formas deixo as coordenadas e espero que se sintam desafiados a aparecer por lá.

Coordenadas: 38°41'31.5"N 9°25'18.2"W

30 de julho de 2020

Dalgona coffee


Na Coreia do Sul criaram um caramelo esponjoso a que chamaram dalgona. Mas nesta era da globalização a ideia foi adaptada e alguém percebeu que poderia fazer espuma de café. Uma espuma tão forte que foi buscar o nome ao doce coreano. A novidade espalhou-se pelo mundo e surge o Dalgona Coffee, está na internet e eu experimentei fazê-lo. 

Após várias tentativas aqui está o meu café Dalgona:




2 colheres (sopa) de água quente
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres, (chá) de café solúvel
Leite gelado
Gelo (optativo)

Misture o café e o açúcar na água quente. Esta mistura vai ter que ser bem batida por alguns minutos. Como é uma porção pequena, usei o batedor de leite, um pequeno aparelho a pilhas, mas se não tiver, pode usar a batedeira num copo, só com uma vara. Tem é que ser batido até fazer uma espuma densa e consistente.

Num copo coloque o leite gelado, acrescente gelo se desejar e sobreponha colheradas da espuma de café.

Para beber misturando ou não, é uma bebida deliciosa para o calor.


nota: se fizer a espuma de café em maior quantidade do que precisa, pode guardar numa caixinha no congelador. Não perde a consistência de mouse e estará pronta para usar a qualquer momento.


21 de julho de 2020

A Barragem do Alqueva

A Barragem do Alqueva em pleno rio Guadiana, começou a ser projectada 50 anos antes de ser inaugurada mas foi efectivamente entre 1998 e 2002 que se deu a sua construção. Teve por base a vontade de combater a desertificação do Baixo Alentejo proporcionando condições para o desenvolvimento da agricultura e a produção de electricidade. Formou-se assim o maior lago artificial da Europa alterando para sempre a paisagem alentejana e nalguns casos a vida das pessoas que tiveram que ser realojadas em casas construídas para o efeito, uma vez que toda uma imensa área de solo ficaria para sempre submerso.
Já percorri grande parte das margens desta enorme albufeira e hoje deixo algumas fotografias tiradas em ocasiões diferentes.

A barragem propriamente dita: uma construção gigantesca, impressionante, capaz de reter milhões de litros de água.





O grande lago visto a partir de Monsaraz e nas fotografias seguintes, percorrendo a estrada que o atravessa...





... e de novo nos encontramos no inicio da barragem, com a inscrição que a caracteriza.

* num dia claro, você pode ver para sempre

Como eu disse, as fotos são de várias ocasiões mas achei que assim ficavam com uma ideia aproximada, para quem nunca lá foi (ainda).

Gostaram desta voltinha assim rápida? Espero que sim.

15 de julho de 2020

Tão refrescante!

Se gostam de citrinos como eu vão gostar desta limonada Suíça com leite condensado. Na verdade foi inventada no Brasil e tanto pode ser feita só com as limas como acrescentando leite condensado, o que permite dispensar o açúcar.

com leite condensado



1 lt de água gelada
3 limas
12 colheres (sopa)  de leite condensado
Açúcar (optativo)
Gelo (optativo)

No liquidificadora coloque a água e as limas cortadas em pedaços. Bata durante alguns segundos e coe a bebida com um passador. Volte a colocar na liquidificadora e acrescente o leite condensado. Se quiser pode acrescentar açúcar.

Está pronta a servir com ou sem gelo.

Deverá ter em atenção que esta bebida não pode ser guardada para mais tarde, pois tem tendência a tornar-se amarga com o passar do tempo.

Já fiz vários testes e o de hoje foi o que correu melhor. Esta limonada convém fazer mesmo com lima (que no Brasil tem o nome de limão) pois vão usar o fruto inteiro e no caso dos limões (que no Brasil se chama limão Siciliano), têm demasiada pele branca sob a casca, o que dará um sabor muito amargo à bebida.
Neste caso cortam as limas em quatro longitudinalmente e extraem aquela pele branca que fica no centro do fruto.

Parece-vos bem? Façam e depois digam como é que correu.

7 de julho de 2020

Sou eu

A Marianna Tom é uma jovem ilustradora italiana cujo talento promete. E esta sou eu através do seu olhar.
As bonecas, as sardinhas... sem lhe pedir detalhes pensou em tudo e surgiu este desenho onde me transformou numa personagem de mangá, uma das suas referências estilísticas. Escusado será dizer que simplesmente adorei a sua criatividade.



Se quiserem saber mais sobre a Marianna visitem a sua página no Instagram ou conheçam-na no Fiverr onde podem também encomendar uma ilustração que vos será enviada em formado .JPG.

Eu fiquei fã da Marianna e espero que continue a ter muito sucesso porque ela merece.



30 de junho de 2020

Vila Real de Santo António

Hoje trago-vos imagens desta pequena cidade a sul de Portugal, na região algarvia. Aqui, apenas o rio Guadiana separa a portuguesa Vila Real de Santo António da espanhola Ayamonte e pela proximidade da fronteira já foi uma cidade com importância estratégica.

De inicio era apenas uma pequena povoação piscatória mas o Marquês de Pombal, ministro de D. José I percebeu que pela proximidade do país vizinho, ali deveria ser construído algo mais marcante.

Em 1774 surgia uma cidade com o mesmo principio arquitectónico da baixa pombalina em Lisboa: ruas desenhadas à esquadria, o território perfeitamente ordenado com ruas bem definidas e áreas delimitadas. A cidade cresceu muito por causa das pescas e das conservas mas também porque o seu porto permitia receber os barcos que desciam o Guadiana carregados de minério extraído das Minas de São Domingos, no Alentejo. Pode-se dizer que foi uma cidade próspera, a ponto de ser a primeira no Algarve a ter iluminação pública a gás nas suas ruas.

No século XX a vida mudou na cidade e instaurou-se um certo declínio, superado entretanto pelo crescimento e expansão do turismo. 




A praça a partir da qual a cidade se expande

Pormenor do antigo mercado, transformado em Centro Cultural António Aleixo





Um edifício antigo, exemplo de alguma construção recuperada

Estátua de homenagem ao Marquês de Pombal
Hoje a cidade vive principalmente do sector turístico e é um local muito procurado por causa das águas mornas e dos extensos areais. A sua longa e antiga avenida acompanha o rio e é percorrida pelos turistas que cada vez mais ocorrem à região. Tem assim, de um lado o rio e aos pés o oceano, numa geografia privilegiada que cada vez mais atrai pessoas de longe, que procuram o contacto com o sol e o ambiente descontraído para passar férias e saborear, claro, o bom peixe da região..

Já estiveram em Vila Real de Santo António? O que acharam do local?

27 de junho de 2020

Coisas que eu penso


 "Quem não compreende um olhar tão pouco compreenderá uma longa explicação".

20 de junho de 2020

Bolinhos de amido de milho

Querem distrair-se um bocado e deixar os mais pequenos felizes? Esta receita é para vocês.


Com poucos ingredientes conseguem fazer uns bolinhos com uma textura completamente diferente e que se mantêm secos mesmo após vários dias. Vão precisar de:


5oo gr de Maizena (amido de milho)
200 gr de margarina
1 lata de leite condensado
algumas gotas de limão (optativo)

Misturar tudo muito bem com a batedeira usando as varas para massas densas. 


Num tabuleiro forrado com papel de alumínio (não precisam de untar) distribuir pequenos montinhos de massa, não esquecer de deixar espaço entre eles pois vão alargar com o calor. 

Vai ao forno a 170º durante uns 20 minutos.

A receita deu para 30 unidades. 


Bom apetite

Nota: tal como todos os posts que fiz até aqui, nada é patrocinado. Embora possam aparecer marcas fotografadas, é tudo adquirido por mim e da minha inteira responsabilidade, simplesmente opto por não as esconder, é apenas um post real e nada mais.

15 de junho de 2020

Histórias da Terra e do Mar

Este é um daqueles livros que só me passou pela mão porque faz parte do Plano Nacional de Leitura do ensino em Portugal. Não que eu não aprecie Sophia de Mello Breyner Andresen, muito pelo contrário, mas se não tivesse sido pedido para a disciplina de Português da minha filha, possivelmente não o chegaria a ler.

Já há muitos anos li O Cavaleiro da Dinamarca, A Menina do Mar e A Noite de Natal. É realmente uma escrita deliciosa que eu gostei muito de conhecer em miúda. Portanto quando comprei este livro, Histórias Terra e do Mar, não descansei enquanto não o li. E que bem que soube reler esta autora!

Há dias revi o livro e passei os olhos por estes contos e de novo aquela sensação de infância onde as histórias bem contadas faziam eu querer ler mais e mais e saborear até à última página uma prosa tão fluída e tão descritiva.


                                                                   
Mas não pensem que este livro é só para crianças. São cinco histórias numa narrativa leve mas com profundidade que se pode ler nesta altura numa esplanada ou deitada na relva. Este livro trás-nos o cheiro da maresia e o som do vento nas árvores, recorda-nos outras vidas e outras histórias que todos já tivemos oportunidade de conhecer.

Aliás, eu penso até que em cada fase da nossa vida podemos apreciar os textos de Sophia de Mello Breyner Andresen sob diversas perspectivas, tal é a riqueza da sua escrita.

Uma curiosidade: Portugal atribui anualmente prémios aos melhores nas várias categorias cinematográficas e esse prémio chama-se justamente Prémio Sophia, numa homenagem à escritora cujo nome significa sabedoria.

Já leram algo desta autora? Que livro gostaram mais?

8 de junho de 2020

Uma casa singular

Quem passa pela estrada que vai dar às Azenhas do Mar, vindo de Sintra, não pode deixar de reparar numa casa virada para o mar que se destaca pela sua singularidade. Construída em 1920 pelo arquitecto Raul Lino como sua casa de férias, as linhas arquitectónicas são simples mas de uma grandeza ímpar. É a Casa do Marco, mais conhecida por Casa Branca.

Se nunca passaram por aqui mas mesmo assim a casa lhes parece familiar, então é porque é. Madonna gravou lá parte do vídeo que promove o tema Batuka. Esse mesmo!









Passo ali há tantos anos e não deixa de ser curioso que uma casa que desperta o meu imaginário há imenso tempo, fique assim internacionalmente conhecida num vídeo de música pop.


Gostaram desta curiosidade?

4 de junho de 2020

Sobre o arco-íris

Costumo colocá-los em  móbiles infantis e logo no início da pandemia pediram-me para fazer porta-chaves com o arco-íris. Tive que redesenhá-lo para o adaptar mas achei a ideia amorosa.


Contudo, foi um misto de sensações. Se antes o fazia como sinónimo de alegria, cor, pertença do imaginário infantil, um bocado como os unicórnios e o Little Poney, agora vejo-o como símbolo de esperança, mas onde a apreensão reina. Dizemos que vai ficar tudo bem, mas sinto que é mais para nos convencermos disso, pois não há certezas de nada.

Ainda assim, vamos acreditar que nestes tempos de adaptação a esperança fará sempre parte. Celebremos as pequenas coisas boas da vida e acreditemos no futuro, não porque existe um pote de ouro no final do arco-íris mas sim porque quando ele aparece no céu é sinal que o sol espreita. 

1 de junho de 2020

Criança

"Toutes les grandes personnes ont d'abord été des enfants, mais peu d'entre eles s'en souviennent."
Antoine de Saint-Exupéry  in Petit Prince

29 de maio de 2020

Lisboa amanhece calada

Dei uma volta por Lisboa numa manhã de domingo após o desconfinamento e encontrei-a calma, brilhante, cheia de sol e de Primavera. Não visitava a cidade há algum tempo, antes da pandemia nos mandar para casa e impor restrições à circulação. Devo dizer que não fiz como de costume, não passeei a pé pelas ruas, não parei para beber um café, na verdade quase não parei. Apenas circulei numa voltinha rápida e as únicas vezes que saí do carro foi para fotografar, mas deu para sentir a enorme diferença em que encontro as ruas vazias, quase sem circulação automóvel, sem turistas ao sol e com as esplanadas desertas. Mas com aquela cor que Lisboa tem.

Os Jacarandás floriram

Palácio de S. Bento
O Palácio de São Bento, sede do parlamento português

Escadinhas tão típicas 

Praça dos Restauradores
Praça dos Restauradores

Avenida da Liberdade
Avenida da Liberdade

Avenida da Liberdade
O verde das árvores e a calçada portuguesa na principal avenida da cidade

Calçada Portuguesa
Pormenores

Tão refrescante

Sem dúvida um misto de sensações numa manhã de domingo em que deu principalmente para apreciar a beleza da Primavera em Lisboa.