11 de janeiro de 2026
Uma Família Quase Normal - review
27 de dezembro de 2025
Palmela
Numa região habitada desde os tempos do Neolítico superior e por onde passaram povos tão diversos como os celtas, romanos e árabes, Palmela foi palco de lutas e conquistas, tendo sido integrada no território português numa primeira fase por D. Afonso Henriques em 1147 e mais tarde voltando ao reino português depois de perdida por um breve período para o califado que dominava a região quando os limites do território nacional não estavam ainda definidos como atualmente. Seria D. Sancho I em 1201 que fixaria a região de Palmela como pertença do reino português.
Dada a sua localização estratégica, Palmela foi durante muito tempo uma zona de elevada importância a todos os níveis contudo, com o passar dos anos e consequente paz estabelecida a nível nacional, Palmela deixou de ser considerada um ponto estratégico fundamental para garantir a defesa do território.
Hoje, é sede de município dentro do distrito de Setúbal, sendo uma vila agradável, onde se destaca o castelo que se eleva a cerca de 235 metros acima do nível do mar, o que permite uma vista de 380 graus em redor. Por incrível que pareça, do cimo do castelo conseguimos avistar de um lado a península de Troia e do outro o estuário do Tejo, tudo sem sair do mesmo lugar. Venham daí.
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| Ruínas da Igreja de Santa Maria |
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| Praça das Armas |
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| Do cimo do castelo avista-se a Península de Tróia |
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| Ainda do cimo do castelo, mas no lado oposto vemos ao longe o rio Tejo |
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| Do lado esquerdo, podemos ver a Serra de Sintra a quilómetros de distância |
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| Casa Capelo- antiga residência do governador da Fortaleza do Castelo |
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| Igreja de Santiago |
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| Interior da igreja |
Espero que tenham ficado com vontade de visitar Palmela e se quiserem conhecer mais pormenores têm aqui o link onde terão acesso a toda a informação.
Até breve.
24 de dezembro de 2025
Feliz Natal 2025
15 de dezembro de 2025
Natal em Oeiras
No Natal multiplicam-se os espaços alusivos com barraquinhas e diversões para toda a família. Como gosto imenso desta época, das decorações, das atividades e de todo o ambiente que se vive na quadra natalícia, desta vez fui conhecer o parque de Natal que está instalado nos jardins do Palácio do Marquês de Pombal em Oeiras.
O centro da vila de Oeiras está todo iluminado e o próprio edifício da câmara convida todos a viverem a experiência de Natal no palácio mesmo em frente e quando entramos nos jardins do Palácio do Marquês de Pombal somos transportados para um mundo de cor e fantasia a que até os adultos não podem ficar indiferentes. Por entre carrosséis, um mini comboio ou instalações para tirar fotografias, vemos várias personagens natalícias e existe até uma área onde foram colocadas barraquinhas de comes e bebes para que nada falta nesta visita tão especial. Há ainda uma tenda onde a horas certas decorrem pequenos espetáculos previamente anunciados.
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| A fachada do edíficio da Câmara Municipal |
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| No interior dos Jardins do Palácio Marquês de Pombal |
7 de novembro de 2025
Em Nome do Amor - Review
Este ano li pela primeira vez um livro de Kristin Hannah - podem ver aqui - e fiquei completamente rendida à autora. Voltei à sua escrita recentemente com Em Nome do Amor e devo dizer que não me desiludiu minimamente.
Publicado pela primeira vez em 2004 com o título original The Things We Do For Love, conta-nos uma história de amor e superação que começa quando Mikaela Campbell sofre um acidente e fica em coma, tendo a seu lado o marido Liam que tudo fará para que a mulher saia da situação em que se encontra e regresse a casa onde os seus dois filhos a aguardam. A sua dedicação é extrema mas o que Liam não esperava era que uma descoberta do passado viesse a colocar em risco o casamento e a felicidade que sempre sentiu naquele lar construído por ambos. Irá Mikaela despertar do coma e tudo voltar ao normal, ou o futuro estará para sempre comprometido depois da descoberta de Liam?
A Minha Opinião
É uma história muito bonita e bem construída, num livro que se lé rapidamente e com entusiasmo. As pressões, as dúvidas e o compromisso são aqui tratados de uma forma interessante, perante um cenário de incertezas onde as personagens se movimentam e onde as escolhas que fizerem terão o seu preço.
É um livro que aconselho para aqueles momentos em que procuramos um livro com uma boa história acerca das várias facetas do amor.
16 de outubro de 2025
Ferraria de São João
A Serra da Lousã possui uma grande riqueza a vários níveis e um deles são as aldeias que emergem por entre a densidade arbórea do local. Muitas das aldeias fazem parte da rede Aldeias de Xisto, uma iniciativa que pretende dar suporte a uma série de aldeias típicas que fazem parte do nosso património cultural e que estão espalhadas por vários pontos da zona centro do país.
Desta vez fui conhecer a Ferraria de S. João, na freguesia da Cumeeira e concelho de Penela. O nome terá surgido eventualmente a partir da existência de uma área de exploração de ferro associando-se ao nome do Santo da devoção dos habitantes, que surge em outras referências ao longo do povoado.
Terra de xisto e quartzo, o sobreiro é a árvore por excelência e a entreajuda dos habitantes uma qualidade que deu à aldeia a curiosa característica de ter numa das extremidades uma série de currais onde cada família guardava o seu gado, predominantemente cabras que eram pastoreadas em conjunto e ciclicamente por todos os proprietários.
Nos dias de hoje as casas são essencialmente de segunda habitação, poucos lá moram, mas a essência mantêm-se ao longo das ruas tranquilamente alinhadas.
Por tudo isto aconselho uma visita a esta aldeia e a toda a região, cheia de trilhos para descobrir e percorrer a pé ou de bicicleta.
Venham daí!
30 de setembro de 2025
Alcaria Ruiva
Por terras do Lince Ibérico e lá longe no Alentejo profundo existem surpresas dignas de reconhecimento. O verão ia a meio, o que nesta zona representa um calor insuportável, quando cheguei a uma aldeia tipicamente alentejana chamada Alcaria Ruiva. Sede de freguesia pertencente ao concelho de Mértola, é uma daquelas aldeias com casinhas brancas alinhadas em ruas limpas e desertas. Não há certeza quanto à origem do nome. Pensa-se que o termo "alcaria" provém de uma palavra árabe que significa aldeia pequena ou lugar, enquanto "ruiva" seria referente à cor que apresenta durante grande parte do ano. Mas quanto a isso não há certezas.
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| Alcaria Ruiva |
Numa zona mais elevada ergue-se a igreja, pequena em tamanho mas com o charme típico do que é verdadeiro.
Em Alcaria Ruiva podemos encontrar os genuínos pratos alentejanos em alguns restaurantes acolhedores, que nos permitem saborear a excelente cozinha tradicional da região.
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Para entradas foi servido o tradicional pão de Mértola, o chouriço caseiro e o toucinho da região, experimentei o Cozido de Grão que estava simplesmente delicioso.
Depois do almoço subi ao ponto mais alto do concelho de Mértola: a serra de Alcaria Ruiva tem uma altitude de 370 metros e lá de cima consegue-se avistar a imensidão da planície alentejana que se transforma ao longo do ano. No verão os campos são maioritariamente amarelos e a paisagem a perder de vista revela a riqueza do montado da região.
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Tão bom agora que chegou o Outono, podermos recordar dias felizes de verão.
























































