2 de junho de 2019

Junho

Vamos saudar o novo mês que começou este fim de semana. Que nos traga coisas boas a todos!!!
Digam: Bem vindo Junho
 

31 de maio de 2019

Sardinhas

Tal como vos tinha dito aqui, com os novos padrões de tecidos (ou pelo menos uma parte deles, são tantos) decidi fazer alguns artigos que são os preferidos de muita gente. Assim, tenho agora uma nova série de sardinhas em formato de porta-chaves mas que poderão servir também de enfeite ou de lembrancinha para uma qualquer ocasião de festa.
 
Têm duas faces e são uma ternura de sardinhas.

 
 
Se estiverem interessados, é só enviar mensagem ou mail para coisasdefeltro@hotmail.com que o envio é rápido para qualquer ponto do país.
O que acham?


29 de maio de 2019

Irresistíveis

Tenho um novo lote de tecidos que são de perder a cabeça. Lindos, maravilhosos e com cores irresistíveis.
 
Tanto, que fiz uma nova série de peças já tradicionais e até criei uma colecção toda ela com os tecidos do momento. Têm cores que se complementam entre si e estas andorinhas são as primeiras de um conjunto de artigos que vos mostrarei entretanto.
 

 

Podem ser adquiridas em conjunto ou separadamente e também  poderão agrupa-las como preferirem, pois as cores complementam-se entre si.
São ou não são uma ternura? Agora para o final do ano lectivo, constituem uma óptima lembrança para oferecer às professoras. Noutros anos fiz também para ofertas aos convidados em casamentos, nesse caso com tecidos escolhidos pela noiva. No fundo, são tantas e tantas as ocasiões para fazer uma pessoa feliz, com um pequeno mas carinhoso gesto em forma de andorinha.

Por encomenda, através do envio de mensagem ou para o mail coisasdefeltro@hotmailcom

24 de maio de 2019

Bolo brigadeiro

Imagine um bolo com uma textura fofa e com forte sabor, recheado e coberto com brigadeiro e enfeitado com pepitas de chocolate. Diferentes texturas que desafiam os nossos sentidos e que só quem aprecia o sabor do chocolate pode entender. Tudo isto e muito mais na receita de hoje.




Quer aprender a fazer este atentado à dieta? É só seguir a receita.
 

Bolo
250 g de açúcar
8 ovos
200 g farinha de trigo
100 g chocolate em pó
1 colher (sobremesa) de fermento
manteiga para untar a forma


Recheio e cobertura
2 latas de leite condensado cozido
8 colheres (sopa) de cacau em pó
4 colheres (sopa) de manteiga amolecida
chocolate granulado

Bolo
Bater os ovos com o açúcar à velocidade máxima, até a mistura dobrar de volume. Só depois se adicionam os ingredientes secos, aos poucos e com a ajuda da vara de arames.

Vai ao forno  a 180º em forma untada e enfarinhada, durante 45 minutos. Vigiar a cozedura do bolo, ele vai subir rapidamente e nessa altura deve ser coberto com papel de estanho que só se retira perto do final da cozedura.

Recheio e cobertura
Misturar o leite condensado com o cacau e a manteiga até estarem bem ligados e levar a lume brando, mexendo sempre. Assim que o creme engrossar, retirar do lume e deixar arrefecer um pouco.

Entretanto corte o bolo ao meio e deixe-o arrefecer completamente. Aguarde até o creme estar apenas morno e espalhe uma parte sobre a base do bolo. Coloque a outra metade e cobra-o completamente com o restante creme, não esquecendo as laterais.

Enfeitar com as pepitas de chocolate.
 
Bom apetite

21 de maio de 2019

Beach Belle

A Tilda lançou a Beach Belle, a nova boneca projectada para quem gosta de costura criativa e eu não resisti. Assim que pus os olhos no novo modelo, imediatamente decidi que tinha que fazer a boneca, e como o molde foi disponibilizado novamente no site, nem pensei duas vezes. E já que ia fazer uma, por que não fazer logo umas quantas? Dei-lhe o meu toque pessoal, como é hábito mas mantive toda a estrutura original, inclusivamente os tamanhos. Ficou com 44 centímetros de altura e é uma gracinha mesmo. Tem até uma mantinha e uma almofada, e embora dê muito mais trabalho do que parece, ficou irresistível.
 
 
Depois disto tudo fiz uma outra mais personalizada ainda. Cabelo mais tradicional e uma calças de ganga ao jeito das que se usam agora. Com uma companhia muito especial:
 
 
Foram muitas horas (muiiiitas mesmo) a costurar e a encher aqueles bracinhos e perninhas que não são nada fáceis, mas valeu o esforço.
 
Como sempre, ou ficam ao meu gosto ou não vale a pena, por isso me empenho tanto em cada artigo que faço.
 
Qual é que gostam mais?

7 de maio de 2019

Almourol

Quando falamos do Castelo de Almourol referimo-nos inevitavelmente a uma parte da história de Portugal muito rica em acontecimentos. Muitas vezes associado à Ordem dos Templários, já existia aqui uma fortificação aquando da passagem de povos mais antigos. De todos, os Romanos e os Árabes são talvez os mais marcantes.

Quando D. Afonso Henriques conquistou estas terras ao Mouros em 1129, o castelo tinha o nome de Almorolan, tendo o rei  feito a entrega do castelo e território envolvente à Ordem dos Templários, que eram nessa altura responsáveis pela defesa e repovoamento do território compreendido entre o Mondego e o Tejo. Os Templários acrescentaram algumas alterações e tornaram-no assim, um refugio de caracter militar em plena Época Medieval.





Entretanto os Templários foram extintos e em seu lugar a Ordem de Cristo viria a ter um papel fundamental na dinamização do Castelo e de toda aquela área em ambas as margens do rio. Mais tarde, viria o declínio pois em termos estratégicos esta zona perdeu alguma importância.

Sabe-se que no  século XIX existiram novamente alterações, de acordo com os padrões estéticos da época o que significa que o Castelo de Almourol estará bastante diferente em termos visuais, quando comparado com os primórdios da sua fundação.


 
Quando cheguei a Almourol para visitar o castelo, este já estava fechado, pelo que apenas pude tirar fotografias do seu exterior.
 
Situado numa elevação de granito, a cerca de 18 metros do nível das águas do rio, é um monumento imponente, um dos mais bonitos castelos de Portugal. Ali mesmo, no meio do rio foi impossível ficar indiferente perante a calma das águas e um incrível final de tarde onde o sol tornava tudo mais dourado e a temperatura da Primavera possibilitou um agradável descanso.  





Localização
 
O Castelo de Almourol está situado numa ilhota no meio do Tejo, na freguesia de Praia do Ribatejo, concelho de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém.
 
Fica no centro do país  e as suas coordenadas são:

GPS: N 39 27.714' W 008 23.044' 
 

Se quiserem mais informações, acerca de horários e custos das visitas podem ver aqui.
 
E resta-me perguntar: já visitaram o Castelo de Almourol? Ficaram com vontade de conhecer?

1 de maio de 2019

As Grutas de Mira de Aire

Portugal tem locais surpreendentes e de uma beleza ímpar e estive recentemente num deles. Já lá tinha estado há muitos anos mas as recordações que tinha não eram exactas. Assim, foi com admiração e uma inegável curiosidade que visitei as Grutas de Mira de Aire, das quais hoje trago fotografias e vos falo um pouco.
 
Até 1947 não se conhecia a sua existência quando 4 habitantes locais encontraram uma passagem e desceram até à gruta. Levaria, contudo, bastante tempo até as grutas serem abertas ao público, o que aconteceu somente em 1974. Neste momento são já mais de 11.500 metros conhecidos, embora a visita se detenha nos 600 metros.
 
Cá fora existe um espaço de lazer e alguns animais. Está também localizada a entrada da gruta, o algar ou seja, a abertura por onde desceram os descobridores.
 




A visita não necessita de marcação. Chegados ao local, é só comprar o bilhete e esperar que a próxima visita se inicie. Esta começa por um pequeno filme projectado numa sala, onde o grupo de visitantes é convidado a entrar para assistir a um pequeno filme explicativo. Nele, são dadas informações acerca da descoberta da gruta, da sua formação e composição, para além de curiosidades geográficas da região onde se insere. Depois passamos para a visita propriamente dita onde somos guiados por entre câmaras e corredores surpreendentes, sempre tendo como guia alguém que vai explicando as variadas formações rochosas e onde descemos cerca de 110 metros distribuídos ao longo da visita, o que acaba por não ser assim tanto nem custar a percorrer. Os degraus são seguros, existem corrimões mas convém levar um calçado adequado que não escorregue. Dentro das grutas, claro que o ar é húmido mas a temperatura é agradável, contrariamente ao suposto.
 





 
Para além do aspecto didático da visita, há também a componente lúdica,  pois as grutas contam com iluminação, jogos de luzes, e mais para o final do percurso vemos até repuxos de água, o que em nada prejudica a sensibilização e conhecimento transmitidos.
 
A saída é feita por elevadores  e temos ainda uma mostra de rochas do local.
 

 
 
As Grutas de Mira de Aire são desde 2010 consideradas uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.
Estão localizadas em Mira de Aire, em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, concelho de Porto de Mós no distrito de Leiria.
 
Coordenadas GPS  N 39º32.423' W 8º42.260'
 
Informação de horários e tarifário aqui
Mais informações aqui.
 
Digam-me, ficaram com curiosidade em conhecer? E quem já lá foi, o que achou?

 
 

25 de abril de 2019

Tarte ballerine com morangos




A receita de hoje resulta de uma experiência que fiz depois de ter comprado uma forma não convencional para tarte.
 
Nem ia à procura, pois já tenho imensas formas, algumas até nem uso muito, mas esta despertou-me a atenção pelo seu formato curioso.  Por cerca de 3 euros trouxe mais uma forma do supermercado e não descansei enquanto não a estreei.
 
De passagem pelo Google fiquei a saber que este formato se denomina ballerine e que também existem formas mais altas, para bolo. Vi até sites brasileiros onde se chama bolo piscina quando feito nestas formas.
Não procurei por receitas, pois queria fazer algo simples e pensei que deveria ser fácil conseguir uma massa fofa e com uma densidade capaz de suportar o recheio sem fazer efeito esponja.
 
Medi a capacidade da forma usando um pequeno truque que consiste em encher de água e transpor para um copo medidor. Assim pude calcular aproximadamente a quantidade de ingredientes necessária. E não é que deu certo?
 
Tomei nota de tudo e passo a explicar:

 
 
Base da tarte
2 ovos grandes
3 colheres (sopa) de óleo
150 g de farinha com fermento
150 g de açúcar
1 colher (sopa) de açúcar baunilhado
5 colheres (sopa) de leite
 
Bater os ovos com o açúcar até ficar uma espuma esbranquiçada e acrescentar todos os outros ingredientes, misturando com a vara de arames.
 
Vai ao forno a 180º na forma untada e enfarinhada, durante cerca de 25 minutos. Como esta forma tem muitos cantinhos usei margarina derretida e o pincel de culinária para ter a certeza que não escapava nada.
Desenformar e esperar que arrefeça.
 
Cobertura
400g de morangos
150g de natas
1 colher (chá) de açúcar baunilhado
Açúcar a gosto
uns pingos de limão
 
Bater as natas bem firmes (devem estar bem frescas). Colocar, enquanto se bate, uns pingos de limão que ajuda a ganhar consistência. Acrescentar os açúcares e misturar.
 
Distribuir este creme sobre a base da tarte. Colocar os morangos cortados ao meio como se vê na imagem.


 
 
 
Espero que gostem desta receita que trago hoje. Agora que estamos em plena época dos morangos, todas as desculpas são boas para ter uma sobremesa assim.

Bom apetite
 
 
 

14 de abril de 2019

Kitschy Friends

Ultimamente as minhas costuras têm andado muito à volta da boneca Tilda. São fases de inspiração. Noutras alturas foco mais na costura criativa dirigida aos mais novos, também gosto de bordar e tenho feito experiências em bastidor, mas volta e meia lá vem a minha paixão por bonecas de pano ao de cima e não resisto.
 
Isto para mostrar o que tenho andado a fazer nesse campo. A Tilda, disponibilizou uns modelos e eu não resisti. Tanto que  hoje trago a minha versão da Kitschy Friends que é simplesmente deliciosa. Fiz três e nem consigo decidir qual é a mais gira, pois para mim são todas.

Deram trabalho? Sim, muito! Parece que não, mas depois aqueles bracinhos e aquelas perninhas não têm margem de erro. Tem tudo que bater certo ao milímetro ou não resulta. Mas compensa, pois olho para elas e sei que valeu cada minuto de dedicação.
 
 




São grandes, têm 60 cm de altura e uma vontade enorme de fazer alguém feliz. Difícil é escolher a mais gira. Eu não consigo decidir, pois para mim representaram um igual esforço, que o digam as minhas costas e os meus olhos, depois de horas e horas de costura minuciosa, ehehe.

E agora digam lá, têm alguma preferida? Qual?

5 de abril de 2019

Bolo de iogurte e fruta

Muito fofo, perfumado e a lembrar as tardes quentes de verão. Ficou assim este bolo que tem uma pequeníssima história por trás.

Quando comprei o pacote de frutos vermelhos para fazer o bolo do qual já partilhei a receita aqui, reparei que havia lá à venda também uma outra embalagem com frutos variados. Fiquei curiosa e acabei por trazer, noutra ida às compras.
 
Entretanto pensei que bolo poderia fazer com as frutas e lembrei-me que a base poderia muito bem ser um bolo de iogurte. E já que é de bolo de iogurte, porque não fazer um recheio e cobertura na mesma linha? Resultou assim um bolo leve e agradável, fresquinho e delicioso.

 
 
Preparados para a receita?
 
Massa 
4 ovos grandes
250 gr de farinha
250 gr de açúcar
1 copo de iogurte*
1 copo de óleo 
fermento
 
Recheio e cobertura
1 pacote de frutos variados congelados**
200 gr de natas
4 copos de iogurte
4 folhas de gelatina
 
Bater os ovos com o açúcar até ficar uma mistura fofa e esbranquiçada. Acrescentar o óleo, o fermento e o iogurte e continuar a bater. Adicionar delicadamente a farinha com a ajuda da vara de arames.
Vai ao forno a 180º em forma untada e enfarinhada durante cerca de 45 minutos.
 
Desenformar ainda morno e cortar o bolo ao meio. Deixar arrefecer.
 
Bater as natas até ficarem bem firmes. Dissolver as folhas de gelatina (previamente hidratadas) num pouco de iogurte morno e adicionar ao restante iogurte. Acrescentar as natas e mexer com suavidade para não perder volume, mas de maneira a que o creme fique uniforme.
 
Levar ao frio para prender um pouco.
 
Montagem do bolo
 
Colocar a base no prato, distribuir metade do creme que já deverá estar fresco e colocar por cima metade das frutas. Sobrepor a outra metade do bolo e distribuir sobre esta o resto do creme. Colocar as restantes frutas e enfeitar com hortelã (opcional). Servir bem fresco.
 
 
* Comprei uma embalagem de 1 kg de iogurte cremoso com pedaços de pêssego e maracujá e ainda sobrou
** Descongelei e retirei o excesso de líquido, mas faz-se perfeitamente com frutas variadas e macias que tenha em casa.



Então já sabem, espero que façam este bolo que fica realmente muito agradável, e depois contem como correu. Se tiverem alguma dúvida deixem nos comentários.

1 de abril de 2019

Chubby e gira

Voltando às costuras, hoje apresento uma versão que idealizei a partir do molde da Tilda Chubby. Na verdade, só a estrutura é a mesma, porque fiz alterações a nível dos tecidos, sapatinhos ... praticamente tudo.
 
Mas aquilo que lhe dá o toque final,  são uns óculos feitos propositadamente para ela. São em material resistente e dão-lhe aquele ar curioso e distinto.
 
 
Tem também roupa interior delicada, ora vejam:


Uma elegância única!


Não imaginam como fiquei orgulhosa com ela. Esta beleza meda 37 centímetros de altura e ainda não tem dona. Mas não acredito que fique assim por muito tempo, pois é uma gorducha irresistível.
 
O que acham? Gostaram deste projecto?

29 de março de 2019

Um miradouro que é um monumento

Lisboa tem imensos miradouros - lugares de onde se pode apreciar a cidade lá bem do alto. Uns derivam do próprio relevo geográfico mas outros foram propositadamente construídos a pensar na possibilidade de ver melhor a paisagem urbana. 
 
Estive num monumento emblemático da cidade de Lisboa onde o seu miradouro proporciona uma vista incrível e é a partir deste lugar que hoje trago fotografias.
 

O Padrão dos Descobrimentos tem uma história curiosa. Na verdade, o primeiro foi construído  em materiais menos resistentes, para a grande Exposição do Mundo Português que teve lugar em 1940. Cotinnelli Telmo e Leopoldo de Almeida foram os seus autores e idealizaram um monumento onde as principais figuras responsáveis pela expansão marítima foram retratados com imensos pormenores. A própria estrutura simboliza uma caravela onde o Infante D. Henrique está à proa com uma caravela menor nas mãos seguido por muitas outras personalidades que tiveram o maior destaque na história marítima portuguesa.
 
A curiosidade é que o que vemos hoje foi mandado contruir à semelhança do original mas desta vez em materiais resistentes e pedra de qualidade.  Em 1960 e após 500 anos da morte do Infante D. Henrique é finalmente inaugurado o Padrão dos Descobrimentos mas ainda assim viria a ser alterado o seu interior e desde 1985, sob um projecto do arquitecto Fernando Ramalho, podemos subir e admirar a paisagem envolvente.


Um elevador traz-nos até 56 metros de altura e a vista é deslumbrante.

A marina






O rio Tejo


Um restaurante num lago artificial


O Tejo e a outra margem


O Mosteiro dos Jerónimos

Daqui consegue-se ver perfeitamente a Rosa dos Ventos embutida no passeio frente à entrada do Padrão dos Descobrimentos. Nela estão traçadas as principais rotas marítimas da expansão Portuguesa.

A famosa Rosa dos Ventos



Pensar que foi daqui, do estuário do Tejo que partiram muitas caravelas rumo a um mar que à época seria em grande medida um território totalmente desconhecido faz-nos pensar no quanto este rio terá já visto. Despedidas, sonhos e desejo de aventura... tudo isto há mais de 500 anos.

Padrão dos Descobrimentos
Av. Brasília 1400-038 Lisboa
Tel. 21 303 1950