14 de abril de 2019

Kitschy Friends

Ultimamente as minhas costuras têm andado muito à volta da boneca Tilda. São fases de inspiração. Noutras alturas foco mais na costura criativa dirigida aos mais novos, também gosto de bordar e tenho feito experiências em bastidor, mas volta e meia lá vem a minha paixão por bonecas de pano ao de cima e não resisto.
 
Isto para mostrar o que tenho andado a fazer nesse campo. A Tilda, disponibilizou uns modelos e eu não resisti. Tanto que  hoje trago a minha versão da Kitschy Friends que é simplesmente deliciosa. Fiz três e nem consigo decidir qual é a mais gira, pois para mim são todas.

Deram trabalho? Sim, muito! Parece que não, mas depois aqueles bracinhos e aquelas perninhas não têm margem de erro. Tem tudo que bater certo ao milímetro ou não resulta. Mas compensa, pois olho para elas e sei que valeu cada minuto de dedicação.
 
 




São grandes, têm 60 cm de altura e uma vontade enorme de fazer alguém feliz. Difícil é escolher a mais gira. Eu não consigo decidir, pois para mim representaram um igual esforço, que o digam as minhas costas e os meus olhos, depois de horas e horas de costura minuciosa, ehehe.

E agora digam lá, têm alguma preferida? Qual?

5 de abril de 2019

Bolo de iogurte e fruta

Muito fofo, perfumado e a lembrar as tardes quentes de verão. Ficou assim este bolo que tem uma pequeníssima história por trás.

Quando comprei o pacote de frutos vermelhos para fazer o bolo do qual já partilhei a receita aqui, reparei que havia lá à venda também uma outra embalagem com frutos variados. Fiquei curiosa e acabei por trazer, noutra ida às compras.
 
Entretanto pensei que bolo poderia fazer com as frutas e lembrei-me que a base poderia muito bem ser um bolo de iogurte. E já que é de bolo de iogurte, porque não fazer um recheio e cobertura na mesma linha? Resultou assim um bolo leve e agradável, fresquinho e delicioso.

 
 
Preparados para a receita?
 
Massa 
4 ovos grandes
250 gr de farinha
250 gr de açúcar
1 copo de iogurte*
1 copo de óleo 
fermento
 
Recheio e cobertura
1 pacote de frutos variados congelados**
200 gr de natas
4 copos de iogurte
4 folhas de gelatina
 
Bater os ovos com o açúcar até ficar uma mistura fofa e esbranquiçada. Acrescentar o óleo, o fermento e o iogurte e continuar a bater. Adicionar delicadamente a farinha com a ajuda da vara de arames.
Vai ao forno a 180º em forma untada e enfarinhada durante cerca de 45 minutos.
 
Desenformar ainda morno e cortar o bolo ao meio. Deixar arrefecer.
 
Bater as natas até ficarem bem firmes. Dissolver as folhas de gelatina (previamente hidratadas) num pouco de iogurte morno e adicionar ao restante iogurte. Acrescentar as natas e mexer com suavidade para não perder volume, mas de maneira a que o creme fique uniforme.
 
Levar ao frio para prender um pouco.
 
Montagem do bolo
 
Colocar a base no prato, distribuir metade do creme que já deverá estar fresco e colocar por cima metade das frutas. Sobrepor a outra metade do bolo e distribuir sobre esta o resto do creme. Colocar as restantes frutas e enfeitar com hortelã (opcional). Servir bem fresco.
 
 
* Comprei uma embalagem de 1 kg de iogurte cremoso com pedaços de pêssego e maracujá e ainda sobrou
** Descongelei e retirei o excesso de líquido, mas faz-se perfeitamente com frutas variadas e macias que tenha em casa.



Então já sabem, espero que façam este bolo que fica realmente muito agradável, e depois contem como correu. Se tiverem alguma dúvida deixem nos comentários.

1 de abril de 2019

Chubby e gira

Voltando às costuras, hoje apresento uma versão que idealizei a partir do molde da Tilda Chubby. Na verdade, só a estrutura é a mesma, porque fiz alterações a nível dos tecidos, sapatinhos ... praticamente tudo.
 
Mas aquilo que lhe dá o toque final,  são uns óculos feitos propositadamente para ela. São em material resistente e dão-lhe aquele ar curioso e distinto.
 
 
Tem também roupa interior delicada, ora vejam:


Uma elegância única!


Não imaginam como fiquei orgulhosa com ela. Esta beleza meda 37 centímetros de altura e ainda não tem dona. Mas não acredito que fique assim por muito tempo, pois é uma gorducha irresistível.
 
O que acham? Gostaram deste projecto?

29 de março de 2019

Um miradouro que é um monumento

Lisboa tem imensos miradouros - lugares de onde se pode apreciar a cidade lá bem do alto. Uns derivam do próprio relevo geográfico mas outros foram propositadamente construídos a pensar na possibilidade de ver melhor a paisagem urbana. 
 
Estive num monumento emblemático da cidade de Lisboa onde o seu miradouro proporciona uma vista incrível e é a partir deste lugar que hoje trago fotografias.
 

O Padrão dos Descobrimentos tem uma história curiosa. Na verdade, o primeiro foi construído  em materiais menos resistentes, para a grande Exposição do Mundo Português que teve lugar em 1940. Cotinnelli Telmo e Leopoldo de Almeida foram os seus autores e idealizaram um monumento onde as principais figuras responsáveis pela expansão marítima foram retratados com imensos pormenores. A própria estrutura simboliza uma caravela onde o Infante D. Henrique está à proa com uma caravela menor nas mãos seguido por muitas outras personalidades que tiveram o maior destaque na história marítima portuguesa.
 
A curiosidade é que o que vemos hoje foi mandado contruir à semelhança do original mas desta vez em materiais resistentes e pedra de qualidade.  Em 1960 e após 500 anos da morte do Infante D. Henrique é finalmente inaugurado o Padrão dos Descobrimentos mas ainda assim viria a ser alterado o seu interior e desde 1985, sob um projecto do arquitecto Fernando Ramalho, podemos subir e admirar a paisagem envolvente.


Um elevador traz-nos até 56 metros de altura e a vista é deslumbrante.

A marina






O rio Tejo


Um restaurante num lago artificial


O Tejo e a outra margem


O Mosteiro dos Jerónimos

Daqui consegue-se ver perfeitamente a Rosa dos Ventos embutida no passeio frente à entrada do Padrão dos Descobrimentos. Nela estão traçadas as principais rotas marítimas da expansão Portuguesa.

A famosa Rosa dos Ventos



Pensar que foi daqui, do estuário do Tejo que partiram muitas caravelas rumo a um mar que à época seria em grande medida um território totalmente desconhecido faz-nos pensar no quanto este rio terá já visto. Despedidas, sonhos e desejo de aventura... tudo isto há mais de 500 anos.

Padrão dos Descobrimentos
Av. Brasília 1400-038 Lisboa
Tel. 21 303 1950





 

25 de março de 2019

Coelhos para a Páscoa

Com a Páscoa a chegar, claro que eu tinha que fazer uns coelhos. A partir do molde que a Tilda disponibilizou recentemente costurei estas fofuras, inventei um bocado nas cores e assim surgiram uns quantos...
 
 

 

Foto de grupo... say cheese...


Estes ficaram com 30 cm (não contando com as orelhas). São tão engraçados para acompanhar as amêndoas e os ovos de Páscoa que acho que vou ter que fazer mais.

22 de março de 2019

Bolo de milho verde

Diz-se "milho verde" por oposição ao milho seco e também para o distinguir do tradicional bolo de milho brasileiro, já que tem uma textura bem distinta do bolo de fubá. O milho pode ser comprado em lata, já cozido, ou cru e congelado, bastando uma pequena fervura para o tornar comestível. Optei por utilizar o milho de lata e obtive um bolo fofo e apetitoso.
 
Está certo que também leva um pouco de farinha de milho mas a cremosidade deste bolo é dada exactamente pelo milho "verde" ou fresco.
 

 
 
4 ovos inteiros
1 lata de milho (cozido e escorrido)
1 lata de leite condensado
100 gr de côco ralado
meio copo de óleo
2 copos de farinha de milho
1 colher (sopa) de fermento
 
 
A confeção não podia ser mais simples: batem-se todos os ingredientes no copo misturador durante aproximadamente 4 minutos e vai a cozer em forma untada e enfarinhada em forno médio (180º) durante aproximadamente 30 minutos.


Bom apetite

Nota: também já tinha publicado a recita do bolo de fubá. Quem estiver interessado pode vê-la  aqui.

20 de março de 2019

Entre fitas e laços

E cá estou de novo com as minhas bonecas. Desta vez andei imenso tempo de volta desta, queria fazer algo diferente, embora com o molde Tilda. Arrisquei num modelo cheio de folhos e rendas, fitas e laços. As cores, apesar de relativamente suaves, acabam por criar um efeito colorido e contrastante. E nasceu assim esta beldade de 60 cm.
 
 
Coisas de Feltro


Coisas de Feltro
Pormenores que dão um efeito super fofo.

Coisas de Feltro

Só ao vivo se consegue perceber todos os pormenores e delicadeza desta boneca Ainda não tem destinatário por isso pode ser adquirida, bastando enviar-me um mail para:  coisasdefeltro@hotmail.com
 
Por certo que quem vier a ficar com ela vai ter uma companheira muito especial, foi feita com todo o carinho e cuidado, para ser amada como uma boneca de pano gosta.

O que acham desta menina? Gostaram do modelo?

15 de março de 2019

Sobre bolos

Bem, e mais uma vez estou na blogosfera pela mão da Mônica Rebelo com quem já havia feito uma parceria num passatempo e até uma entrevista. Desta vez, Cozinha Com Rosto publicou uma das minhas receitas, na  newsletter de Março.
 

 
Esta revista está disponível apenas para assinantes mas quem ainda não é, vai muito a tempo. No blog tem todos os passos para se inscrever e passar a receber mensalmente e de uma forma completamente gratuita a publicação digital que aborda variados temas, todos eles relacionados com a cozinha e o bem estar.
 
Corram e garantam desde já o vosso exemplar.
 
 

11 de março de 2019

Sobre livros

Foi com muito gosto que aceitei o desafio da Anabela Risso, do blog Livros & Saltos e falei sobre a minha relação com a literatura na rubrica Os Livros da Minha Vida.
 
Se quiserem conhecer um pouco desta minha faceta leiam aqui o texto na íntegra. Mas sugiro que percorram todo o blog, pois tem lá muita informação importante para quem não dispensa uma boa leitura.
 
Há ainda a página do facebook sempre com informação actualizada.
 

 Obrigada Anabela pela oportunidade e... boas leituras!

5 de março de 2019

Bolo de frutos vermelhos

Imaginem um bolo onde uma massa fofa com um delicado sabor a chocolate se mistura com um cremoso sabor agridoce de aromáticos frutos colhidos no bosque...
 
Quem é fã de frutos vermelhos vai apreciar esta delícia e quem gosta de surpreender os convidados, também. Hoje trago-vos a receita de um bolo que tem tanto de bonito como de saboroso. Quem olha pode parecer complicado de fazer, mas garanto que é até bastante simples. Apenas alguns passos extra e ficam com uma sobremesa que vai ser o centro das atenções. Verdade?
 

 
Massa
250 g de farinha
250 g de açúcar
250 g de manteiga
6 ovos grandes
1 dl de natas
2 colheres (sopa) maisena
8 colheres (sopa de chocolate em pó
fermento
 
Recheio e cobertura
500 g de queijo quark magro
2,50 dl de natas
8 colheres (sopa) de açúcar
3 folhas de gelatina
1 pacote de frutos vermelhos congelado
 
Bater as claras em castelo e reservar. Bater as gemas com o açúcar até estarem fofas e esbranquiçadas e acrescentar as natas e a margarina que deve estar à temperatura ambiente. Continuar a bater e acrescentar as farinhas, o chocolate e o fermento. Adicionar as claras delicadamente e envolver com a vara de arames.
 
Vai ao forno pré-aquecido em forma untada e enfarinhada, cerca de 35 minutos, a uma temperatura de 180º. Desenformar ainda mormo e cortar em 3 partes. Deixar arrefecer.
 
Entretanto, começar a preparar o creme que servirá de cobertura e recheio: bater as natas até ficarem bem firmes e adicionar o açúcar, o queijo quark e a gelatina (depois de hidratada e diluída num pouco de nata).
 
Fazer a montagem do bolo: transferir a parte inferior para o prato onde irá ser servido. Colocar um terço do creme e um terço da fruta (que deverá ter sido descongelada previamente). Sobrepôr a fatia do meio e repetir o processo. Colocar a camada superior do bolo e novamente dispor a última porção do creme e frutos vermelhos restantes.


Caso tenham alguma dúvida, coloquem nos comentários, que responderei a todos.
 
Mas digam lá, ficaram com vontade de provar? 


26 de fevereiro de 2019

Fábrica da Pólvora em Barcarena

E hoje levo-vos numa visita a um local muito próximo de Lisboa, concretamente em Barcarena, município de Oeiras. Neste local terá sido construído, sob ordens de  D. João II (1481-1495), as denominadas Ferrarias d' El-Rei, onde seriam produzidas armas e que mais tarde, já no século XVII serviria para a instalação da Fábrica da Pólvora de Barcarena. Esta fábrica, com as devidas modernizações e reajustes na sua produção, manteve-se em funcionamento até 1988, altura em que foi definitivamente encerrada.
 
Mas em 1995 este local viria a ter a definitiva transformação com a aquisição por parte da Câmara Municipal de Oeiras que o transformaria numa área de descontração e lazer. Neste momento é uma área agradável e constitui um óptimo programa para se fazer a sós ou em família. 
 
 
Quando se transpõe a entrada, uma área de restauração salta imediatamente à vista. Tem óptimos restaurantes com esplanada enquanto no espaço envolvente podemos observar pormenores de outros tempos, chaminés e respiradores da fábrica, agora devidamente transformados em pontos de interesse para o visitante. Tudo perfeitamente enquadrado no espaço exterior.





Este espaço convida a dar uma volta por ali e entre edifícios e trilhos descobrir maquinaria de outra época.


 
Num dos pátios de entrada acedemos ao museu, que é gratuito aos domingos e onde se preservam utensílios e maquinaria antiga. Também existem fotografias e objectos de um complexo que foi muito mais que uma fábrica. Ao longo dos imensos terrenos, acabou por ser construída uma zona de habitação onde os trabalhadores e as suas famílias moravam, faziam as compras e conviviam, numa época em que Barcarena teria sido uma terra com algum grau de isolamento.








E há ainda um espaço muito agradável e que convida a passar uma horas de contemplação ou até de leitura. Subindo uns degraus, chegamos a um outro jardim com espelho de água e envolto na natureza.




É realmente um local que se transformou em muito mais que um parque urbano. Ali decorrem exposições, concertos e festivais. Tem galerias e áreas de atelier. Há tanta oferta que só mesmo deslocando-nos lá, podemos ter noção da diversidade.
 
Por último, e já no exterior das instalações, deixo-vos a foto do famoso relógio (ok, não estava acertado) que noutros tempos marcava a vida da  população. 


É uma visita que aconselho vivamente, se quiserem passar uma tarde agradável e diferente. Ou então sair à noite e passar umas horas entre uma refeição agradável e um gin, com música ao vivo.

Fábrica da Pólvora de Barcarena
Estrada das Fontainhas
Barcarena
abre todos os dias entre as 9h e as 2h

GPS 38.745849, - 9.291369

Para mais informações fica aqui o link.


Quem conhece ou ficou com vontade de conhecer? Querem acrescentar algo mais? Contem-me tudo.