Situa-se na Alameda D. Afonso Henriques, na freguesia do Areeiro em plena Lisboa. Deram-lhe o nome de Fonte Monumental da Alameda mas tornou-se popularmente conhecida como Fonte Luminosa e é um monumento de uma grandiosidade ímpar cuja inauguração em 1948 pretendeu celebrar o abastecimento regular de água a toda a zona oriental da cidade.
Talvez um pouco esquecida a nível turístico, esta obra projetada pelos irmão Rebello de Andrade nem sempre se encontra em pleno funcionamento, uma vez que a manutenção se torna muito dispendiosa. Está preparada para funcionar com um jogo de luzes e de água que a torna incrivelmente bela e que facilmente se poderia transformar num ex-libris da capital, à semelhança da Fonte de Trevi em Roma.
É composta por um grande lago e dois níveis de queda de água que com o auxilio de um potente sistema eléctrico a bombeia em circuito fechado.
No centro do lago vemos uma figura equestre segurando uma caravela, ladeado por quatro tágides, as fantásticas ninfas do Tejo, criaturas mitológicas descritas por Camões na sua obra Os Lusíadas.
O miradouro que existe ao cimo deste monumento proporcionou uma vista muito bela sobre a Alameda neste fim de tarde onde o sol se escondia para lá do horizonte.
Este é um dos pontos de Lisboa do qual eu gosto especialmente. Como referi, é pena que seja frequentemente esquecida, não pelos Lisboetas, que tenho a certeza que admiram a sua Fonte Luminosa, mas a um nível mais geral. Eu compreendo que a manutenção seja dispendiosa para a colocar em funcionamento pleno e permanente, mas talvez se tornasse rentável com algum tipo de parceria, pois motivos de interesse não faltam para a pôr a brilhar de novo. Por agora contentemo-nos em aprecia-la em funcionamento parcial ou em ocasiões especiais quando a Câmara abre as suas portas e permite aos visitantes descobrir os "segredos" do seu funcionamento em datas anunciadas previamente.













