8 de junho de 2018

Dia Mundial dos Oceanos

Sabiam que hoje se comemora o Dia Mundial dos Oceanos?

Origem
Em 1992 a ONU realizou uma conferência subordinada ao tema  Ambiente e Desenvolvimento, na cidade do Rio de Janeiro, que viria a dar origem à celebração de hoje. A partir de 2008 as Nações Unidas oficializaram esta data como o Dia Mundial dos Oceanos, sendo esta uma forma de salientar a importância e apelar à conservação dos mares e de todas as espécies marinhas.
 
Numa altura em que se fala do grave problema que constitui a poluição dos mares e a destruição da vida marinha, e não só, urge lembrar a importância dos ecossistemas e tomar medidas para reduzir os níveis de poluição actuais, como forma de garantir a vida neste planeta que, por enquanto e até ver, é único. 
 
 

3 de junho de 2018

Entre o Penedo e Colares

Já sabem como gosto de vos trazer imagens de recantos deste meu país. E mesmo aqueles locais que estão mais perto e por onde caminhei inúmeras vezes, ganham uma nova cor quando são percorridos com a atenção de quem tenta captar a essência.
 
Fui a Colares a pretexto de beber um café. E de fotografar. O dia estava luminoso embora por vezes com o céu encoberto... nada de mais natural neste lado da serra de Sintra.
 
Quando se chega à Várzea de Colares é fácil reparar nas setas que indicam uma pequena rua que sobe para a aldeia do Penedo Começa aqui a nossa pequena tour. Subimos então, passamos todo o casario por onde se prolonga Colares propriamente dito e chegamos ao Penedo.

Nomeada em 2017 para as "7 Maravilhas de Portugal"  na categoria Aldeias, o Penedo situa-se no meio da vegetação e regista neste momento uma procura turística emergente. As suas casas estão na maioria restauradas e muitas tornaram-se alojamento local, o que faz com que seja fácil cruzarmo-nos com famílias estrangeiras que circulam por ali a pé.

Sintra





Existem duas ruas principais que fazem o trajeto Penedo-Colares e vice versa, pelo que é sempre fácil encontrar o caminho de volta.



Sintra

Em Colares descemos a Serra devagarinho...
 






 
 
... até chegarmos à zona mais baixa, a Várzea de Colares, atravessada pelo rio Maçãs, o mesmo que dá nome à praia onde desagua.




Sintra
 
Noutro tempo, Colares  chegou a ser sede de concelho e é povoada pelo menos desde o tempo dos Romanos. É uma região essencialmente agrícola e vinícola, sendo a Adega Regional de Colares a mais antiga adega cooperativa do país.

Espero que estas fotografias tenham despertado a curiosidade de quem não conhece e promovam a vossa visita. Quem conhece gostaria de acrescentar algo? Deixem as vossas sugestões na caixa de comentários.

27 de maio de 2018

Em feltro

Há já alguns anos que não fazia estes terços em feltro. São grandes (com 85 cm) são também um elemento decorativo e foi com muita alegria que respondi a um pedido de encomenda recente.
 
As cores foram escolhidas pela cliente e no final ficaram assim, lindos e únicos, de acordo com o pedido. Por isso é que eu gosto tanto do que faço. Destas agradáveis surpresas que no final me deixam sempre com um sorriso nos lábios. Vejamos:
 
 
Num estilo completamente girly.

crafts


E numas cores que definiria como country.


crafts


Ambos lindos, feitos com muito carinho e que foram ao encontro das expectativas. Fiquei muito feliz.

20 de maio de 2018

Para visitar e aproveitar o sol

Abriu recentemente ao público e está situado no concelho de Cascais, mais propriamente em S. João do Estoril.


O Forte de Santo António da Barra foi edificado em finais do século XVI quando D. Filipe I sentiu necessidade de reforçar a defesa à entrada da capital, desmotivando assim os barcos inimigos que seguiriam esta rota para alcançar Lisboa, sento este um ponto de paragem onde abasteciam e esperavam novos ventos e marés para rumarem à cidade, via marítima.
 
Isto foi apenas o início, pois a fortificação passou por várias transformações, foi usada para variados fins, até que viu a sua utilização acabada e durantes os últimos anos viveu dias de abandono e degradação.
 
Mas nem tudo estava perdido e, por acordo entre o Ministério da Defesa, actual proprietário e a Câmara de Cascais, foi estabelecido um prazo para a reabilitação e usufruto do edifício de forma a torna-lo um espaço cultural e de lazer para todos os que queiram aproveitar este magnifico local para disfrutar de uma vista surpreendente e ainda apanhar sol, uma vez que estão estrategicamente espalhados pelos pátios uns puffs enormes que convidam o visitante a um repouso.








O Forte foi alvo de intervenção mas muito mais ainda haverá a fazer. Por agora e durante um ano, estará aberto ao público gratuitamente aos fins de semana e feriados. Depois disso, logo se verá...

 

14 de maio de 2018

Tarte de amêndoa

Hoje trago a receita da famosa tarte de amêndoa, que é das coisas mais simples de fazer. Fica com um aspecto super apetitoso e tem a vantagem de puder ser feita numa tarteira grande ou em doses individuais, bastando para isso dividir a massa e a cobertura pelas forminhas. Se tiver muitas, é só duplicar as quantidades dos ingredientes.

sobremesas

sobremesas

Base
250 g de açúcar
250 g de farinha de trigo
100 g de manteiga
5 colheres (de sopa) de leite
2 ovos
1 colher (de café) de essência de amêndoa

Cobertura
100 g de açúcar
100 g de manteiga
5 colheres (de sopa) de leite
150 g de amêndoas fatiadas


Colocar todos os ingredientes da base num recipiente e bater com a batedeira na velocidade máxima até obter uma mistura fofa.
Colocar numa tarteira untada e de fundo amovível, levar ao forno a 170º durante aproximadamente 20 minutos, (estes valores podem variar conforme o forno). O objectivo é ter a base quase cozinhada.
 
Entretanto faça a cobertura: junte todos os ingredientes e leve a lume médio, mexendo sempre, até começar a adquirir uma cor dourada.
 
Retire do lume e espalhe sobre a tarte com a ajuda de um garfo. Leve de novo ao forno apenas com o grill ligado, para dourar e acabar de cozinhar. É importante ficar atenta e retirar quando tiver um bonito tom caramelizado.

Bom apetite!

10 de maio de 2018

Andei por aí...

Sabem quando andamos à procura de um local para parar e beber qualquer coisa fresca e descobrimos um cantinho  maravilhoso ao final da tarde?
Foi o que nos aconteceu quando parámos junto a uma praia que desconhecia por completo. O seu nome? Praia da Foz do Sizandro. Isto porque é uma praia com uma extensão de areia com um formato curioso devido ao rio Sizandro que ali desagua e que forma uma espécie de praia de rio antes do mar propriamente dito. O local está bem cuidado, há uma zona cuja rebentação das ondas trouxe imensas canas para o areal (não sei se serão removidas antes da abertura da época balnear). Um pequeno bar de apoio à praia tem tudo o que é preciso para sentar e contemplar aquele pedacinho de natureza cuidada pelo homem. Fica na região de Torres Vedras e soube que é frequentado essencialmente por pescadores desportivos. Agora está calminho, no verão acredito que não seja bem assim, mas que é um belo sitio para descansar tranquilamente num fim de tarde, disso não tenho dúvidas.
 






Aqui fica a localização, se quiserem passar por lá.

8 de maio de 2018

Mousse de manga

Manga lembra calor, lugares paradisíacos, tropicalidade... não é assim?...

E com saudades do calor, resolvi fazer hoje uma mousse de manga. Deixo aqui a receita na sua forma mais prática. Quando tenho mangas, faço com três de tamanho médio bem maduras, mas hoje fiz mesmo com polpa em lata. Não há nada como a fruta no seu estado natural, por isso aconselho a fazer sempre que possível com o próprio fruto.

Mas vamos então à receita.


sobremesas


Ingredientes

3 mangas médias maduras trituradas (ou o seu equivalente em polpa de lata)
2 claras
1 lata de leite condensado (usei light)
2 dl de natas
4 folhas de gelatina

Bater as claras e as natas separadamente. Demolhar as folhas de gelatina em água e dissolver num pouco do leite condensado.

Num recipiente colocar todo o leite condensado com a gelatina dissolvida e a manga. Misturar bem e adicionar as natas. Misturar delicadamente e acrescentar as claras que deverão estar bem firmes. Com a ajuda da vara de arames envolver tudo delicadamente. Distribuir por taças e levar ao frigorífico para refrescar e ganhar mais consistência.

E é isto! Existem receitas onde não se colocam claras, apenas natas batidas, mas eu prefiro assim pois sempre fica menos calórico. Daí usar apenas um pacotinho de natas.
Espero que façam e me digam o resultado.

Bom apetite!

4 de maio de 2018

Ericeira

Pertence ao concelho de Mafra e fica a cerca de 50 km de Lisboa.  Começou por ser uma vila piscatória que se foi tornando um centro turístico muito particular. Na Ericeira o mar é uma presença constante. Na paisagem, nas referências culturais e nos seus sabores. É fácil encontrar restaurantes cujos pratos principais têm a ver com o mar: mariscos são presença obrigatória todo o ano e peixe fresco que nos meses de verão tem um espaço muito alargado dedicado à sardinha assada.
 
Nos últimos anos o surf têm alcançado uma dimensão cada vez maior na vivência cultural da Ericeira e os espaços de alojamento local começaram a surgir a um ritmo alucinante.
 







A parte antiga da vila tem conseguido manter uma estrutura genuína com as suas casas branquinhas debruadas a azul. É sempre com entusiasmo que percorro as ruas estreitas com o empedrado característico.




É também uma vila com  história, pois foi da Ericeira que partiu a família real para o exílio, aquando da revolução de 1910 que pôs termo à monarquia em Portugal.

Por tudo isto e pelo muito que fica por contar, este é um lugar de visita obrigatória. Se está longe e pensa em visitar a capital, vale bem a pena afastar-se um pouco mais e rumar também à Ericeira.  Conhecer este lugar fantástico, comer bem, passear muito e, quem sabe, aventurar-se no surf.

Para mais informações aqui ficam os contactos:
Posto de Turismo e Centro de Interpretação da Reserva Mundial de Surf
Praça da República, 17
2655-347 Ericeira
Tel. 00351 261 863 122 / 261 861 095

turismo.ericeira@cm-mafra.pt


 

2 de maio de 2018

Mousse de chocolate

Dos doces de colher mais populares e que quase toda a gente gosta. Não há festa onde ela não esteja presente e hoje trago a receita que faço habitualmente e que tem tanto de simples como de saborosa.

sobremesas



Ingredientes

200 g de chocolate de culinária
7 ovos
7 colheres (de sopa) de açúcar
1 colher (de sopa) de manteiga

Derreter a manteiga com o chocolate partido aos bocadinhos. Eu levo ao micro-ondas uns 40 segundos mas é necessário ficar atenta e para quem não utiliza o aparelho, pode fazê-lo em banho-Maria, no fogão.

Na potência máxima, bater as gemas com o açúcar até ficar um preparado espumoso e muito clarinho e, nessa altura, juntar o chocolate e a manteiga derretidos continuando a bater até obter uma mistura homogenia.

Bater as claras em castelo bem firme e incorporar delicadamente ao preparado anterior, com o auxílio da vara de arames. Com cautela para não desmanchar as claras e obter assim uma mousse leve e saborosa. Deixar refrescar no frigorífico algumas horas e decorar a gosto.

Bom apetite.

16 de abril de 2018

O Cabo Espichel

É um lugar lindo, perto de Sesimbra, distrito de Setúbal e guarda uma série de histórias antigas e cheias de interesse, onde a lenda se mistura com factos, fazendo deste lugar, um sítio muito especial desde tempos bastante remotos.
Quando lá chegamos, a primeira coisa em que reparamos é no outrora magestoso Santuário da Nossa Senhora do Cabo. É composto por uma igreja e por dois edifícios laterais que serviam de abrigo e davam hospedagem aos peregrinos, nos tempos em que este lugar eram ponto de referência para quem vinha de longe e aqui descansava de muitos dias de caminho, uma vez que este foi um dos mais importantes pontos de peregrinação a partir do séc. XV no nosso país.
É uma pena que estas edificações estejam ao abandono, apenas a Igreja se encontra em bom estado sendo usada normalmente em celebrações religiosas. Os espaços laterais estão em ruinas e foram emparedados para que conservem pelo menos as paredes exteriores. Mas acredito que no futuro serão restaurados, assim haja verba disponível.
 




Mesmo ao lado está a Ermida da Memória. Na sequência de uma lenda sobre a Nossa Senhora foi ali erigida e embora não esteja em perfeito estado de conservação, mantém uma beleza peculiar, graças também à sua localização mesmo acima das escarpas e com uma paisagem impressionante.




Daqui mesmo vemos o farol do Cabo Espichel ao longe.

 
Construído no séc. XVIII, é através de uma estrada de terra batida que conseguimos lá chegar. Não é complicado até porque, e embora tivesse chovido, o caminho até se faz bem não havendo muitos buracos a assinalar.





Muito mais haveria a dizer. Este é realmente um lugar  fantástico, cheio de histórias e lendas, onde se encontram pegadas de dinossauro e onde a presença histórica e religiosa é por demais relevante.

Uma paisagem maravilhosa, um local onde se respira ar puro e onde apetece sempre voltar.




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