3 de junho de 2013

Eugénio de Andrade

O calor convida a passear, espreguiçar ao sol, respirar...
Caminhar descalça sobre a relva aparada liberta-nos do stress, renova energias.
 



E parada no Parque dos Poetas, relembro um em especial: Eugénio de Andrade. Dos poemas mais belos surge então:

 
Os amigos
 
Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham,
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria —
por mais amarga.

                            Eugénio de Andrade
 
 
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